domingo, 20 de novembro de 2011

A NÃO DIFERENÇA ENTRE PARTIDARIZAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS E ACESSO A INFORMAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS


Esta escrita é uma tentativa de resposta a um compatriota que a meu ver não encontra diferença entre a, ou seja, da despartidarização das instituições públicas e o acesso dos funcionários públicos à informação.

Vejamos sua argumentação:
Não sou partidário da partidarização das instituições públicas nem defensor dos delapidadores da riqueza. Mas também não sou a favor da despartidarização do funcionário público. Defendo que nenhum partido deve colonizar outro, muito menos influencia-lo a alterar seus estatutos a favor do adversário. Quando é que a mensagem do Partido vai chegar ao público que da segunda a sexta feiras está no serviço público. Será que só se deve esperar pelo tempo de campanha, como a nossa oposição faz? Ou aos fins de semana sem contar que o trabalhador precisa de descanso. Defender a acessibilidade da oposição ao jogo partidário em instituições públicas é uma coisa, acabar com ele, é outra. Os moçambicanos chegam demasiadamente tarde a tudo, mas acabam chegando.

Mas cara! Que é isso cara! Pedro, Pedro, Pedro. Mas que idéias são essas senhor Pedro. O discurso do compatriota está repleto de disjunção. A prior refuta não ser defensor da partidarização das instituições públicas e nem é defensor dos delapidadores do erário público, mas em seguida afirma que não é a favor da despartidarização do funcionário público. Apreendemos em seu discurso sentidos que mostram filiação com a partidarização das instituições públicas. Deixou marcas discursivas de estar a tropeçar e deslizar no conforto da sua crença partidária da privatização das instituições do estado pelo partido no poder.
Primeiramente, vamos tentar refletir acerca de como o cidadão entende por Partidarização do funcionário público. Provavelmente, o Pedro pensa que Partidarizar o funcionário público é promover a circularidade da informação partidária nas instituições públicas. Se pensar deste jeito, a questão é: será que não existe outra maneira de um partido fazer a política, comunicar-se com seus partidários sem que intervenha nas atividades das repartições públicas e sem que paralise as mesmas instituições?
Será que já refletiu acerca das implicações desta atividade num contexto em que o poder é exercido?
Muitos cidadãos moçambicanos são coagidos a se filiarem no partido no poder, ter o cartão partidária, a pagar cotas partidárias e descontadas diretamente na folha de salários. Em casos em que o funcionário mostrar o não querer sofre represálias, perde seu posto de trabalho e noutros casos é exonerado sem explicação convincente.
Será que os defensores da partidarização do funcionário público já refletiram acerca dos contornos da exclusão política que este ato acarreta aos que não estão na circularidade do poder exercido nas empresas estatais? E o Pedro acha isso importante em detrimento das atividades laborais somente?
Por outro lado, ao referir que defende que nenhum partido deve colonizar outro, muito menos influencia-lo a alterar seus estatutos a favor do adversário, quererá achar que opor-se às ações que promovem atos que perigam a estabilidade do país, atos que possam criar e criam exclusão política e social nas instituições públicas é querer colonizar outro partido, o partido no poder?
Acha mesmo que opor-se a estes atropelos é querer obrigar a mudança de estatuto do partido no poder em favor do adversário?
Quando ações partidárias interferem na mobilidade e estabilidade social de um país, prejudicando a coesão social é legítimo que haja forças do mesmo país a se oporem contra estas ações.
Será que o cidadão já se imaginou estando numa instituição do Estado e ser coagido a reuniões do partido no poder sem ser do mesmo? Não acha que as Instituições do estado tem coisas sérias e importantes para tratar como aumento da produtividade de seus funcionários em detrimento de questões partidárias que os divide?
O será que o cidadão moçambicano não acha que questões relacionados com as crenças políticas, religiosas deviam ter um fórum próprio, em lugar e tempo próprio?
Por que tem intervalo nas programações de TVs? não é para quem quer e tem dinheiro publicitar sua mensagem?
Caro cidadão! Existem jornais, rádios, internet e outros meios audiovisuais e mediáticas para fazer-se o Marketing político, religioso, comercial, ideológica. As Instituições do Estado não são de um partido, mas de todos moçambicanos independente da filiação partidária, religiosa, raça, étnica, gênero.
Nas repartições públicas deve-se desenvolver tarefas e comportamentos que promovam a produtividade e conseqüentemente o desenvolvimento econômico do país e de seu cidadãos.
Existem ações que usualmente defendemos devido à nossa posição do momento, na situação em que as coisas estão a nosso favor. Contudo, as mesmas ações, se praticadas sobre nós em momento não favorável são uns tantos constrangedoras.
Portanto, o defesa da mensagem partidária em instituições públicas dadas através da formação de círculos partidários, reuniões em tempo de trabalho, os cortes de cotas partidárias diretamente nos salários dos trabalhadores coloca uns tensos e promovem clima de instabilidade nos trabalhadores/funcionários e promovem a exclusão política e social no país. Isso, caro moçambicano, fere a constituição. Fere a integridade dos moçambicanos e deve ser combatido, ou não?
Que pensa a maioria dos leitores?

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CARTILHA DE DESENVOLVIMENTO


As vezes penso, seriamente, que pode existir interesse nalguns membros do governo e da Frelimo de ver este país a crescer. Pode existir uma vontade de ver as coisas a andarem. O discurso do ministro das Finanças, Manuel Chang, revela isso. Reconhece a existência de lacunas e assim sendo reconhece que o Estado da Nação não é bem assim BOM. Existem muitos problemas e esses devem ser resolvidos. Nota 18 para ele. Entretanto, gostaria de realçar que para a consecução destes desejos soberanos de desenvolvimento humano, material e financeiro na nossa pátria, a solução passa, também, pela adoção de medidas que abranjam todos moçambicanos independentemente da sua cor partidária, credo, raça, etnia, tribo.
O Governo deve chamar todos moçambicanos para a construção deste país e tomar atitudes que estimule a sua participação.
Deve separar as questões políticas partidárias das questões econômicas, empresariais - política nya parte - negócio nya parte. Deve se promover tolerância zero aos dirigentes extorquidores dos micro empreendedores.
Por outro lado deve-se amenizar/aligeirar a burocracia na tramitação dos processos e da documentação de modo a permitir a abertura de negócios/empreendimentos com mais rapidez e também criar-se instituições independentes que monitoram e dêem suporte técnico de organização, gestão, planejamento e comercialização para que durem mais. É muito fácil ter sonho/idéia ou oportunidade de negócio e abrir esse empreendimento. Mas é muito mais fácil e rápido fechá-lo dentro de 6 meses.
Deve-se facilitar o acesso à terra, mas sem usurpá-la dos camponeses. A nós moçambicanos lideres e comuns devemos desenvolver a cultura de trabalho, de empreendedorismo e não a de lutar contra os que querem trabalhar. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Governo Estadunidense Rejeita a Classificação de Ditadura ao Regime Angolano


EUA rejeitam classificação de Angola como ditadura


Que podemos dizer disso?



Não é surpreendente esta posição dos Estados Unidos da América. Faz parte da estratégia de não mexer no que é bom para os interesses dos EUA. Desde a independência angolana em 1975, o governo americano apoiou todos movimentos que se opunha ao governo da MPLA, partido no poder em Angola e nomeava este regime como não legítimo. Esta guerra mudou quando o governo angolano disponibilizou a este país abutre o petróleo angolano. Ai, o ocidente tratou de tramar a morte de quem antes o apoiava na sua plenitude e que chegou a fornecer armas/mísseis potentes Sting, mísseis que nunca na história dos EUA foram vendidos a nenhum governo "amigo" que fosse. Falo do líder morte, Jonas Savimbi, primeiro presidente da UNITA, o Galo Negro. A partir daí, começou a surgir caso de amor com o governo angolano. Não importa se este governo luta com os meios de comunicação, mata jornalista, não existe eleições a muito tempo, que o regime angolano mudou a constituição para acomodar interesses do Zedú, ou seja, José Eduardo dos Santos como o chamam o circulo de puxa sacos de seu governo.
Contudo, acredita-se que esta declaração é de facto estratégico em um governo americano. Quem não se lembra do "amor" que nutria nos últimos tempos pelo governo do líder morte líbio Kaddafi? Quando sentirem que os interesses Estadunidense estão em risco, mandarão este governo da MPLA para alguma cova da mata de Huambo ou para qualquer lugar. Irão "despertar" o povo angolano e "salvá-lo do governo e regime tirano". Assim funciona os interesses ocidentais.
O Zedu não atrapalha os interesses delapidadores ocidentais em Angola, na Comunidade do Desenvolvimento da Africa Austral (SADCC) e muito menos em Africa.
Mas atenção! Algo de estranho vêm ai. Recentemente, o governo dos Estados Unidos da América deslocou soldados à ou melhor, para Uganda com objetivo de auxiliar as forças governamentais de Yoweri Musseveni a destruir os rebeldes da Resistência Nacional do Senhor. Este é a reentrada deste governo Felino e abutres na Africa Subsaariana depois do abandono da Somália em 2002, deixando aquele país num caos.
Não foi para menos. Na Somália, depois das forças do General Farai Ai Didi arrastar um soldado americano por quilômetros amarrados num jeep e expor-lo na mídia, aliada a isso à falta naquele país de jazidas de petróleo a não ser bananas simplesmente, a saída foi abandonar a Somália.
Africa, Acorda que o mundo está a viver a chamada globalização e neste "quintal" qualquer um que queira interagir/cooperar consigo, a deves considerá-lo concorrente e não simples parceiro, pois se assim o considera assume uma posição ingênua neste tempo.
Cada nação esta em constante busca de posição e acomodação de seus interesses e como contraponto exige-se a preparação de seus cidadãos em ferramentas críticas, criativas, invetivas e empreendedoras de modo a se colocarem no seu espaço como protagonistas e não simples espectadores, empregados ou manipuláveis.
Atenção! O mundo é movido por interesses ocultos e todos nós somos convidados a entrar no jogo. Ganha quem joga e melhor. Paralelamente a isso observar e ter atitude perante o jogo do adversário.

sábado, 22 de outubro de 2011

ESTÁTUA DO PRIMEIRO PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE, SAMORA MACHEL NA PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA


Os moçambicanos e estrangeiros residentes em Moçambique tomaram conhecimento ou presenciaram a colocação da estátua do primeiro presidente de Moçambique independente como país e soberano. O que coloca sombra para o completo aplauso deste evento, a colocação da estátua é a coexistência de uma outra, de igual tamanho quase no mesmo local, isto é a 200 metros. Esta situação nos faz significar o ato como esbanjamento de recursos financeiros que podiam beneficiar a população. Com o dinheiro gasto na estátua nova podia-se ter feito umas boas salas de aulas para algumas crianças em qualquer lugar de Moçambique.
Tem muitas crianças que ainda não têm salas de aulas e muito menos carteiras, mesmo na situação em que o país tem muita madeira. As crianças/alunos sentam no chão em muitas escolas do país e mesmo na cidade capital de Moçambique, sofrendo todos tipos de intempéries climáticos e infecções, afetando seu rendimento escolar. Não estou a dizer que a praça da Independência não merece a estátua do nosso primeiro presidente Samora Machel. Merece sim. Ele foi o meu/nosso presidente e será sempre o meu líder. Ele sempre me/nos inspira. Questiono sim os gastos com uma estátua nova numa situação em que existe uma outra estátua grande à 200 metros do local. Será que não era possível tirar a estátua que está defronte do jardim Tunduro, ai perto a 200 metros e colocá-la no centro da praça da independência? De facto no centro da praça da independência é mais visível e chama mais atenção. 
Na minha óptica, esta pompa gasta pela colocação da nova estátua perto de uma outra igual em apenas 200 metros de separação têm pretensões políticas de aglomerar multidões e fazer crer que algo está a ser feito em Moçambique. E estas pompas contrastam com a necessidade de alocação de dinheiro para projetos eficientes de combate a pobreza absoluta que se propala. 
Por outro lado, é sabido que o mundo está em crise financeira e sabendo se de que economia nacional funciona, também com base em ajuda externa, a contenção dos gastos desnecessárias devia ser a ordem do dia.
Repito, a colocação da estátua no meio da praça da independência veio é oportuna. Mas a coexistência de duas estátuas quase no mesmo perímetro tem a visibilidade de gastos desnecessários. A população rural e citadina precisava desse dinheiro para produzir mais comida e bens de forma a aliviar o custo de vida que é alto nas cidades de Moçambique. A estátua do meu líder no meio da praça da independência já devia estar lá há muito tempo.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

MORTE DE KADDAFI, O ASSASSINATO DE UM LÍDER AFRICANO


É de lamentar este acontecimento fatídico da morte/assassinato de um líder que fez muito pelo seu país e pela Africa e em especial o nosso país-Moçambique. Ele conseguiu que seu país se situasse no topo de países com distribuição de renda equitativa. A Líbia é hoje um país onde o sistema educativo é das melhores, ou seja, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) acima de muitos países, inclusive europeus e americanos. Dinamizou a União Africana e instigava a sua independência econômica e política. Fez com que seu país produzisse alimentos apesar de seu território ser praticamente deserto. 
Não estamos a beatificar este líder. Na sua governação, também cometeu alguns excessos e nisso, todos governos cometem e estão ainda a cometer; Israel matando indiscriminadamente palestinos sob proteção dos europeus e dos EUA; Os EUA continuando a dizimar os afegãos, iraquianos, líbios; as políticas de extermínio econômico e político dos países em desenvolvimento; a venda de armas aos governos tiranos para oprimir e reprimir seus povos, etc.  
Se olharmos a fundo, Muammar Kaddafi foi morto para se acomodar interesses europeus expansionista da Europa e dos EUA. O Kaddafi era entrave aos interesses europeus em Africa e no seu país. O petróleo era dos Líbios e seus recursos eram distribuído para os líbios com equidade. hoje, veremos quem se beneficiará deste ouro negro da Líbia. Logicamente as multinacionais que  estão com as garras bem levantadas para abocanhar. 
Eles, os líbios destruíram tudo com apoio da Nato/Europa e agora, as empresas europeias e americanas se "oferecerão" para reconstruir o país e assim avança a burguesia predatória ocidental. É triste. Minha preocupação agora é connosco. Eles  estão de olho nas nossas riquezas naturais, pois a nova era é a produção de alimentos, energia e o continente africano tem muito. Temos muito, apesar que não explorarmos com eficácia devido a más políticas e descaso para connosco mesmo, ou seja, dos nossos dirigentes. Adicionado a isto verifica-se a nossa incompetência, ou seja, incompetência dos nossos dirigentes em aglutinar as várias sensibilidades que compõe o mosaico de Moçambique de modo a evitar o descontentamento generalizado que se verifica e promover o desenvolvimento integrado. Resultado, eles, os predadores ocidentais encontrarão veio e manipularão a opinião pública, pois a casa está desorganizada. Só para objetivar o que estou a referir, os americanos enviaram aproximadamente 100 soldados para Uganda, supostamente para ajudar a combater a guerrilha da Frente Nacional da Resistência do Senhor (FNRA) e com a possibilidade de estender para mais países da região que "se estes se interessarem". Na semana passada diversos materiais bélicos foram descarregados na base aérea de Mavalane-Maputo. A imprensa independente procurou saber sobre seu destino e houve mistério na informação acerca. Vozes oficiais enunciava que se tratava de brinquedos destinados à Suazilândia, ora essa! Brinquedos transportados pelos aviões militares na maior “segredo”! Isto significa que os países ocidentais estão incomodados com a influência chinesa na Ásia e no continente africano e para isso, todos esforços e meios, a partir de agora serão alocados para estas regiões. Estas ações irão certamente causar alvoroço no continente africano. Para consubstanciar isto podemos recorrer a conferencia de imprensa de Obama e David Cameron, ha quatro meses atrás - "a influência dos EUA e da Europa continua dominante, mesmo com a ascensão ao poder da China, Índia e Brasil”. Estes lideres ocidentais acrescentaram referindo que “O argumento [de que a influência dos EUA e Europa esta a diminuir] está errado. O momento da nossa liderança é agora” (O País, 2011). Ora, este discurso aponta claramente a gênese belicista. Coadjuvado pela mídia internacional manipuladora, a probabilidade de mais invasões e pressões aos países em desenvolvimento é certa. Muammar Kadafi era incômodo para os Estados Unidos desde a década de 80 quando o Reagan tentou invadir com justificativas de estar a pressionar o governo líbios com o caso Lockobie, até a pretensão deste em revitalizar a União Africana com uma estrutura sólida e independente. Africa deve continuar a depender das políticas selvagens da Europa e Estados Unidos de América. O Poder dominante do mundo está de olho na Eurásia e também tentará cortar as asas de quem se dá ao luxo de promover a independência efetiva no continente africano. O nacionalismo é vista como inimigo da burguesia ocidental e é combatido pelas potências colonias através dos discursos midiáticos inflamatórios. Neste combate, a manipulação, a promoção das guerras em nome das liberdades individuais é destaque. Contudo, mesmo nestes países as políticas de bloqueio às liberdades individuais é prática comum. Na França elaborou-se leis para reprimir o uso de véu islâmico, os imigrantes estão na margem dos direitos iguais aos franceses nativos e brancos; Nos EUA ninguém ousa pronunciar um pensamento social sob pena de ser taxado comunista ou socialista; a imprensa mundial é controlada e faz o que os poderosos que controlam o mundo querem; As potências coloniais reprimiram os colonizados até pouco tempo sem dó nem nó em nome da civilização e continuam colonizando com suas políticas de empobrecimento e políticas extrativistas da matéria prima.
Contudo, são os mesmos que aparecem quererem ajudar os civis matando mais civis.
É lamentável, mas não podemos e não devemos cruzar os braços.
A luta continua!
Independência ou morte!
Venceremos. 

domingo, 9 de outubro de 2011

Ensino bilingue em Moçambique


Ensino bilíngüe em Moçambique será uma realidade ou apenas uma maneira de ofuscar as línguas nacionais ao plano folclorico?
Tem sido frequente à pessoas escolarizadas em Moçambique recorrerem ao uso das línguas nacionais para a comunicação forçada com suas familias em especial avós e mais íntimos e este fenômenos se mostra menos presentes se visualizarmos as novas gerações, dado que seus progenitores se esforçam para que estes não falem as línguas bantus.

Moçambique introduziu oficialmente o ensino bilíngue a partir de 2004 e estas experiências estão localizados apenas no meio rural e uma das justificativas avançadas deste fenômeno é que os grande centro urbanos são permeados pela diversificação etnolinguistica de moçambicanos e assim o português é a única salvação para o entendimento dos diferentes falantes moçambicanos. Contudo, sabemos que nestes grandes "centro" há a existência de maioria e dos falantes das línguas moçambicanas e além do mais existe a língua local. Não estaremos em presença de uma tentativa de eliminar este em benefício de outras? Será que as nossas línguas somente servem de ponte para a salvação de "nossa cultura" e não para os sentidos abstratos da ciência e tecnologia?
Porque o não orgulho do que é nosso em privilégio somente do que é de fora?
Gostaria de realçar que não estou propondo a eliminação do português, mas o convívio das línguas moçambicanas dentro da diversidade, pois o conceito de uma nação, uma só língua está a provar ineficaz em Africa e isso temos que ter muito em consideração.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A PRESENÇA DA ARTE NA SOCIEDADE: letramento no processo criativo


Letramento no processo criativo

Crianças dos bairros periféricos da Cidade de Maputo

Desenho tridimensional no espaço, uma prática presente nas crianças e adolescentes das zonas peri-urbanas das cidades moçambicanas. Estas práticas criativas à primeira vistas são consubstanciadas pelas carências de país em adquirir brinquedos a seus filhos. Contudo, no meio destas carências as crianças, adolescentes ao enveredarem nesta via desenvolvem aptidões criativas e pensamento abstrato e imaginativo que se estimulado pela escola oficial se traduziria em ganho cognitivos em outras áreas de conhecimento e sobretudo na imaginação, inventividade e nas práticas artísticas.    

MOÇAMBIQUE É UM PAÍS DAS OPORTUNIDADES

Reflexão em torno da Rodada de negócios Moçambique-Portugal
Jornal “O País” do dia 07/10.2011

Formação, o grande desafio

Posso afirmar, segundo minhas experiências nas interações sociais que em Moçambique observa-se comportamento social de não se olhar na gestão, nos processos produtivos, no mercado e no trabalho árduo como condições e incentivos para se um sujeito se lançar no mercado de trabalho ou no empreendedorismo. A maioria dos indivíduos pensa no lazer, na bebedeira, curtição, colecção de muitas mulheres. A primeira reacção do indivíduo ao ser abordado acerca do empreendedorismo é: Cadê finanças para eu investir?
Ora, eu posso me aventurar em afirmar que Moçambique é um país das oportunidades. Contudo, tais oportunidades necessitam de indivíduos formados e com capacidade de detetarem tais oportunidades. Pessoas com capacidades de desenharem projectos exequíveis e bem elaborados, tendo em conta o planejamento dos negócios, todos procedimentos produtivos, do marketing, do mercado, da gestão eficiente e todas etapas produtivas. Sabe-se que tais qualidades de saberes, ainda faltam na maioria de nós moçambicanos. Esta falta não advêm da incapacidade, na nossa natureza, mas sim da formação enciclopédica caracterizada pelo ensino em Moçambique. Falta a formação virada para o empreendedorismo. Empreendedorismo não como conhecimentos abstratos, mas sim conhecimentos acoplados à atitudes, práticas sistematizadas, tendo em consideração técnicas de gestão de negócios e conhecimento profundo do local, do que acontece na região e à nível internacional de modo a sabermos explorar as oportunidades de negócios. Localmente, se observa que muitos jovens aderem a cursos superiores de gestão, administração de finanças, mas com objectivos virados para o ser-empregado-passivo e não como indivíduos preparados para terem olhos e se lançarem nas oportunidades de negócios e empreender.
Recentemente, há quatro anos atrás, o governo encenou a introdução no currículo do Sistema Nacional de Educação da disciplina transversal de empreendedorismo ou em regime de matérias extra-curriculares, algo que era de se desejar. Contudo, a questão que se coloca/ou é como esta cadeira avançaria sem docentes qualificados para tal e, pelos vistos, tudo serenou como sempre.
Um ponto que considero vital seria, provavelmente, a criação de instituições viradas para a orientação empresarial, desenvolvimento e administração de cursos de baixo custos ou não-pagas nas províncias e distritos. Paralelamente, disponibilizar-se-ia profissionais que acompanhassem, periodicamente, o desenvolvimento dos projectos dos pequenos e grandes produtores.
Uma população formada dentro do espírito empreendedor no verdadeiro sentido é capaz de se lançar nos negócios com poucas finanças. A história da humanidade está cheio de exemplos de indivíduos ricos que começaram do nada e hoje estão no pódio empresarial. O trabalho de casa para o governo, a máquina legislativa é colocar à disposição, leis que facilitem e estimulem tais práticas de empreendedorismo.
Considero que é altura de moçambicanos, jovens e adultos ousarem e tomar conta do que Moçambique possui. O tomar conta não significa abocanhar, mas empreender, aproveitar as potencialidades que o país possui no agronegócio, serviços, industria, etc. Pedra Pedra construindo novo dia.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

(IM)PARCIALIDADE NO JORNALISMO E EM MOÇAMBIQUE

Jornalismo (im)parcial e suas formas de se mostrar. Esta escrita é um comentário resposta da redacção posta em circulação no dia 5 de outubro pelo jornal “O País” com título:
- Guebuza afirma-se pronto para dialogar....Dhlakama diz-se frustrado


Na sua explanação o jornalista redator escreve:


A partir da praça dos heróis […] Armando Guebuza disse estar disponível para conversar com todas as forças políticas, incluindo a Renamo de Dhlakama. […] Entretanto, o convite ao diálogo oferecido pelo Chefe do Estado ao líder da Renamo parece ter caído em saco roto. ...apesar de Dhlakama ter sido a figura que exigiu negociações directas com Armando Guebuza, a fim de negociar a “cabal implementação do Acordo Geral de Paz” que, na óptica da Renamo, está a ser violado. [….] Enquanto o Presidente da República, Armando Guebuza, dirigia as celebrações oficiais em Maputo, num acto paralelo, Dhlakama, celebrava à sua moda: Organizou um comício na sua actual base, Nampula.



A enunciação do jornalista merece atenção especial: O afirmar se "Estar disponível para conversar com todas as forças políticas, incluindo a Renamo de Dhlakama" parece tratar-se de um convite para o diálogo que civilizadamente se deseja entre os intervenientes no xadrez político e social em Moçambique? Na óptica do Jornalista, era de se esperar que após o discurso do Presidente, o senhor Dlakama ou outra força da Oposição corresse à Ponta Vermelha na maior ingenuidade se prontificar a conversar/dialogar? Dialogar o quê, se o mesmo não reconhece que algo está errado, anda mal na gestão da paz e estabilidade em Moçambique?
Sabe-se que a manipulação da informação pela mídia constitui-se um prato cheio de indivíduos com as mãos acenada para um único lado da história política ou social; mas pensar sempre que o leitor não nota é vacilar perante a opinião pública. É também em outras palavras botar lenha na fogueira e não contribuir para a construção de um diálogo sadio tendente a um Moçambique onde todos se sintam acolhidos.
O discurso da parcialidade se mostra gritante quando refere que "enquanto o Presidente da República, Armando Guebuza, dirigia as celebrações oficiais em Maputo, num acto paralelo, Dhlakama, celebrava à sua moda". Acto paralelo? à sua Moda? O jornalista exprimi a falta de respeito para com outras pessoas, para com outras forças políticas moçambicanas e evidencia a pretensão de desacreditar o Outro. Moda, aqui referida pode ser entendida como algo de supérfluo, banal, infantil, doideira, enquanto os mais nobres estavam noutro lado, o lado bom das coisas, local das celebrações oficiais. O Jornalista não situa o leitor que o lado das celebrações oficiais está muito partidarizada, com bandeiras partidárias e discursos inflamatórias contra a oposição. Esconde episódios das cerimônias de Xai-Xai no ano passado em que partidários do MDM foram hostilizados nas cerimônias oficiais. Mostra o quanto é adepto da manipulação do leitor, desvalorizando este líder da oposição em Moçambique.
Pelas palavras nos mostramos quem somos.
As pessoas têm muitas faces. Essas faces se mostram no discurso e na prática dentro das mais variadas formas. O que nós dissemos perante uma determinada plateia pode não ser o que proferimos perante pessoas mais próximas, reservadas. Há quanto tempo o discurso governamental em Moçambique se mostra acolhedor de todos segmentos sociais e políticos? Mas a prática o que visualizamos é a exclusão política e social nas repartições públicas. A montagem e fixação das células do partido. E que diálogo é que o Chefe do Estado refere?
O não se aceitar que existe algo de errado na interação dos intervenientes políticos; a inflexibilidade perante a preocupação do Outro - pessoas pertencentes a outros partidos políticos; a proliferação das células partidárias no aparelho do Estado (ministérios, estabelecimentos escolares); as perseguições políticas fere os acordos de paz. É necessário dialogo permanente de todos intervenientes sociais-políticos e econômicos em Moçambique para que a paz se perpectue.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

EXIGÊNCIA DO RESPEITO AOS ACORDOS DE PAZ

Comentário acerca da notícia do Jornal o País

As exigências de Dhlakama já não fazem sentido”

04 de outubro de 2011 dia da paz

Oi presidente Chissano. O senhor sabe muito bem que em uma democracia, onde a constituição da República é respeitada e onde o diálogo é estimulado, nenhum interveniente social, político pode querer digladiar o poder consensualmente constituído através do voto popular. Mas se os intervenientes começam a questionar, a encenar atitudes fora da circularidade normativa é que algo de errado, anormal está a ocorrer meu presidente. É do conhecimento de todo moçambicano, todo moçambicano, mesmo, independentemente da sua cor partidária que em Moçambique, cidadãos não pertencentes a sigla da qual V. Excia pertence estão condenados a ter pouco espaço, oportunidades na construção e partilha dos bens que Moçambique possui. As ultimas revelações do Wikileaks revelou isso. Nem todos que estão no mesmo lado estão de acordo com práticas de impunidade, mas aceitam, pois não visualizam a possibilidade do outro lado da moeda e temem pelo seu pão. As instituições estatais vedam as oportunidades dos não pertencentes a sigla vermelha com maçaroca. Perante a este estar é evidente que haja descontentamento e neste momento só existe um cidadão moçambicano com mais ou menos chances de demonstrar esse descontentamento e merecer a devida atenção, já que se outros com mais ou menos acesso a palavra o fizerem serão despedidos, perderão seus postos, chefias. O senhor Dlakama não tem muita coisa a perder neste sistema montado de humilhação do povo Moçambicano, do abocanhamento dos bens pertencentes a todos e onde a sociedade civil não tem espaço na tomada da palavra, ou seja, parece não existir.

Sei que o Senhor pelo menos encetava diálogo, mas o sucessor estabeleceu a sua meta prioritária, eliminar a oposição em Moçambique em detrimento de estabelecer prioridade na construção de um Moçambique onde todos segmentos participam. Como consequência meu presidente, o país está a viver a exclusão social-política-econômica sem precedente e isso não é abonatória para a construção de um país onde todos segmentos sociais querem se sentir activos com seus direitos respeitados. Esta situação meu presidente, provoca a instabilidade. As pessoas acabam assumindo discursos e práticas deslocadas a integridade de outros, seja na política, na economia, no social etc.

Portanto, os acordos de paz devem ser renovados a cada dia no acordar de um moçambicano. Isso faz parte da pedra pedra construindo novo dia. Os milhões de braços estarão activos sem exclusão. Isso sim, nos fará um estado forte e próspero na região e no mundo. Seremos referência não no discurso, mas na prática, na realidade.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quando o povo reclama não esta a hantar - delirar. A ku hantiwi

Guebuza diz que quem critica cooperação com a china está enganado
Terça, 27 Setembro 2011 00:00 André Manhice

Guebuza mandou recados aos que não acreditam na cooperação entre os dois governos e defendeu que estes estão enganados. “Hão-de ouvir pessoas a criticar e a dizer chineses isto, chineses aquilo (...). não lhes dêem ouvidos, pois não sabem o que dizem, vo hanta, o que, em português, significa ‘estão a delirar’; deixem-nos porque vocês sabem como é a cooperação com a China”, disse Guebuza acrescentando que “Isto é amizade de verdade... eles já fizeram muito por nós e continuam a fazê-lo”.

Obs.

Não é hantar Presidente Guebas. Ninguém critica por criticar. Critica-se porque existe algo de anormal comandante em Chefe. Todos países precisam de cooperar com outros e nessa cooperação todos precisam colher dividendos e projectar um futuro risonho. Contudo, a questão é como esta cooperação esta sendo encaminhada pela equipe que V. Excia. Uma cooperação que não observa o futuro das gerações vindouras e que delapida tudo que tem pela frente em benefício do punhado de gente a qual V. Excia pertence, essa não é bem vinda e sempre receberá repúdio. Não é hantar, não. A sociedade civil está a repudiar a cooperação com a China devido a devastação da sua terra sem se obedecer as cláusulas ambientais, sem reposição florestal, sem o retorno visível e sabe que nenhum estrangeiro pode vir devastar suas terras sem consentimento de um daqui e todos nós sabemos quem é que abre as portas - Alguém os abriu as portas e quanto lhe pagam?
Presidente Guebas, Comandante em Chefe! nunca podemos ver Outro povo, país como simples parceiro de forma ingênua. Todos países e nações vivem um momento de competitividade e de lucro. Ninguém faz por simples fazer. Faz porque tem uma parcela de lucro expressiva, um ganho. Nesta cooperação cabe a nós organizarmos nosso terreno com leis que se cumpram de modo a colocarmos ordem em nossa casa. Assim, nosso concorrente ao pisar em nossa casa, suas acções trilharam no permeio dos nossos valores e nos beneficiarão, e certamente, ele obterá o seu lucro dentro de um processo transparente e limpo. Mas quando nós o encaramos com ingenuidade e ele notar nossas fraquezas como, por exemplo, as da corrupção se aproveitará disso e tudo será posto em baixo e as consequências disso serão severas. Não estamos a hantar. A xitsungu a si hanti, tatana Guebas. A kuhingisa i si hlovo sa vutomi.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cartinha endereçada ao Primeiro Ministro e ao Prof. Dr. Rosário

Em virtude da notícia publicada no jornal “O País” referente a igualidade entre as línguas oficiais e bantu. 
17 de Setembro de 2011

OI Senhor PM e Prof. Dr. Rosário, o ensino em segunda língua do povo moçambicano, não só contribui para o desenvolvimento lento do país como também é uma afronta à dignidade de um povo. O ensino em língua estrangeira tira a dignidade e humilha a maioria dos moçambicanos. A escolarização em segunda língua torna o processo de significação dos conhecimentos problemático e inviabiliza o desenvolvimento do mesmo. Se forem ao campo encontrarão sujeitos que escrevem e lêem em suas línguas maternas, para além de se sentirem bem com isso e já imaginaram se o ensino fosse administrada em suas línguas como a circulação de sentidos seria, não só para eles mas para os moçambicanos em geral? As línguas mais faladas em Moz são: Emácua, Xichangana... e o Português na quinta posição ou sexta. Que tal potencializa-las todas para o bem da circulação de informações e conhecimentos em/entre moçambicanos?

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

SITUAÇÃO POLÍTICO-SOCIAL EM MOÇAMBIQUE

Esta escrita emerge em resposta a um comentário de um amigo que colocou repúdio perante a notícia que aponta o apoio americano a Renamo para o aquartelamento dos seus antigos guerrilheiro desmobilizados compulsivamente das fileiras das forças armadas de Moçambique.
 Recorte:
Sanguane: Os EUA, Com objectivos de desalojar a Frelimo do poder, nao olha nos ganhos que o povo e o país esta a ter, mas sim esta perocupado com a perca do mercado da Africa Austral exploração mineira e do domínio pela china de matérias primas e da economia.
Então os grandes pensadores, financiadores e odiosos e maldosos do bem estar de um povo(Americanos), estao preocupados em desacelerar o nível de crescimento economico que esta se a verificar e é visível. Se eles conseguir um partido que nao tem plano de desenvolvimento deste país(RENAMO) ja e bem vindo. exemplo disso lembre-se do Costa do Marfim, que o orçamento interno era de 90% provinha de orçamento interno, Líbia 100% de orçamento interno, Moçambique este preciso momento ja nao se preocupa com clube de Paris, Banco mundial, apenas agora sao finaciamentos em formas de donativos.
Comente! Comente!

Sangwane, Sangwane. Nenhum Estados Unidos pode derrubar um governo se este governo for e estiver virado para seu povo. Povo satisfeito com seu governo nenhuma manobra pode dilacerar um país, mesmo com poder que este tenha. Moçambicanos se contentam com quase pouco, mas não se curvam perante a tirania, descaso para com eles e a arrogância. Olha! Todas estas categorias são perpetradas pela Frelimo Makwerho. Tenho um espaço que por direito, como cidadão moçambicano adquiri e quero trabalhar nela, desenvolver o país, mas por que não tenho cartão vermelho não consigo regularizara-lo. Tenho um terreno e quero regularizá-lo para a construção da minha casa, mas desde 2007 meu expediente está encalhado e, por conseguinte alguns vizinhos de costas quentes já têm Duat (documento de aceitação do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra). Mas se fosse um frelimista puxa saco já teria DUAT há muito tempo. Dizer que ha desenvolvimento em Moçambique, Sangwane, é dizer que aonde você mora tem saneamento básico, algo que duvido. Dizer que o país está a desenvolver é mesmo que dizer que o Sistema de Saúde está a registrar melhorias, algo que não constitui a verdade, pois regrediu, o povo está a morrer nas filas dos hospitais e em casa devido a falta de um atendimento (pelo menos se existisse se fosse ao menos razoável), sem medicamento. É só morte. Vai ao cemitério de  Hlanguene, são enchentes de gentes a sepultarem seus parentes num vai e vêm. As covas estão em filas e cânticos religiosos - Hiya kaya, hiya kaya, a ni nge he fi não se percebe quem/o quê está a cantar-se , pois estão tão próximos. Dizer que em Moçambique há desenvolvimento é dizer que o povo tem transporte, ou ao menos atrasos ligeiros e sem se transportar em carros de caixas abertas como se fosse mercadoria, coisa que não se vê. Eu fui lá e sofri na pele e na alma. O povo está na penúria, alimenta-se mal, dorme mal, a desorganização é tal que se transparece a incompetência governativa aos olhos de qualquer um desatento. Makwerho. Vamos deixar de ser puxa saco. Moçambique anda mal, vai mal. Só não anda mal/sofre pouco quem é da Frelimo e do comitê central, pois esse abocanha tudo, empresas, projectos de desenvolvimento e mais, extorquindo o empresariado local e estrangeiro para ter ações sem fazer nada, sem contribuir em nada. Isso tem nome: extorsão. Como é que pensa ser a proveniência de tanta riqueza do Presidente e de seus Cúmplices?
Existem muitos moçambicanos que querem fazer qualquer coisa para se desenvolverem, mas o sistema político montado pela Frelimo afasta-os, desanima-os, impede-os, corrompe-os, extorque-os, desorganiza-os, humilha-os.
Muitos moçambicanos querem construir suas casas, etc, mas o sistema governativo montado, não os olha. Privilegia os estrangeiros e quem tem muito dinheiro. Não privilegia o pequeno produtor, pequeno agricultor. Não há incentivos, financeiros, logístico, técnico. Há desorganização em evidência. Um cidadão em seu terreno pode ser tirado para se colocar um branco sem indenização ou se houver não justa, apenas porque o outro tem dinheiro ou por que é considerado superior.
Diga-nos, makwerho, aonde é que o tal desenvolvimento que reflete em Moçambique e na população? É na segurança? É na alimentação? É na aquisição de bens? É no transporte? É nas infraestruturas, estradas, via de acesso? É na saúde? Que desenvolvimento é que se refere?
As pessoas são perseguidas, excluídas socialmente inclusive mortas por pertencerem a outros partidos ou terem opiniões diferentes. Não é por acaso que até membros séniores da própria Frelimo estão decepcionados com o seu regime a qual pertenceram e lutaram para libertarem o país durante a colonização. Jorge Rebelo, no ano passado veio a público repudiar o abocanhamento e a privatização do Estado. Ha duas semanas, foi a vez do Marcelino dos Santos a acenar o desconforto no seio do partido e na liderança.
O povo está descontente e todo panorama que descrevi é combustível em potencial e apenas falta fósforo, um palito para tudo arder.
Não é o problema da Renamo ou americano. É nosso problema, é a falta do diálogo entre nós, é a arrogância de quem governa, é o descaso para com o povo, é a anarquia política e administrativa na/da coisa pública, é o desprezo para com o outro, a partidarização do Estado, das empresas públicas, a partidarização da segurança, das forças armadas, a partidarização do Sistema Nacional de Educação, das pessoas, da intolerância partidária protagonizada pela Frelimo e seus seguidores, é a segregação das pessoas não pertencente ao partido no poder/frelimo da contribuição pelo desenvolvimento de seu país, males que a maioria dos moçambicanos está sujeitos que vai catalisar e acelerar a ruptura, a violência, a guerra e a morte em Moçambique. As pessoas que têm, ainda, certos poderes como a Renamo, não enxergando nenhuma alternativa perante a este cenário de manipulação, fraudes eleitorais julgamentos e detenções arbitrárias de membros de mesas de votos, da violência perpetrada pelos grupos de choques (jovens instrumentalizados ao serviço do Partido no poder e conluio com a polícia) a militantes de outros partidos e, esgotado todas as formas de apelação num Sistema Judiciário corrompido e alienado pela Frelimo, a violência é a mais obvia, aliás, a nossa história tem exemplo disso.
Portanto, povo unido, nenhum tirano irá nos escravizar. Quando digo povo, não estou me referindo apenas os que têm cartão de membro da Frelimo. Refiro-me, todo povo moçambicano independentemente da sua filiação partidária, credo, raça, etnia. Urge uma governação inclusiva e respeitador de todos moçambicanos, afinal todos eles devem ser chamados para o desenvolvimento efetivamente sem pré-condição partidária. Todos moçambicanos devem ter direito de usufruir da sua terra que por séculos de anos seus pais, avós, tataravôs foram pertença. Não devem ser desalojados porque um camarada (membro partidário de governo do dia) quer. Enquanto a impunidade persistir o nosso país estará em instabilidade permanente.
O país é de todos nós.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MULHERES MOÇAMBICANAS SAEM NA FRENTE NO TRAFICO DE DROGAS


Mais uma moçambicana de nome Olga Alexandre Hlongo foi presa ontem dia quatro/agosto em São Paulo, vindo da Bolívia, portando 10 kg de cocaína pura. Esta cidadã moçambicana era acompanhada por um brasileiro e boliviano em um carro de luxo. Segundo a polícia brasileira este grupo pertence a uma rede de tráfico internacional de drogas.
Fonte: Bom dia Brasil – Globo 05/08/2011

Mas uma vez uma moçambicana que opta pela vida de tráfico de droga engrossa o número de moçambicanas e mais africanas de países da CPLP a encher as cadeias brasileiras. A rede internacional de tráfico de droga recrutas seus transportadores e mulas (os que escondem cápsulas de cocaína na sua barriga) moçambicanos e, na maioria das vezes pessoas do sexo feminino (moçambicanas). Esta rede Opera a partir de Moçambique e Africa do Sul, recrutando mulheres moçambicanas e em alguns casos homens, dado a facilidade destes em se expressar na língua portuguesa nas terras brasileiras e, também pela proximidade desta língua com Espanhol, afinal muita parte das drogas sai dos países produtores como Bolívia, Colômbia e Peru, percorrendo caminho à São Paulo, estabelecendo trânsito para Africa do Sul depois para Europa. Dos africanos presos nas cadeias do Brasil pelo tráfico de drogas, o número expressivo é de mulheres recrutados em Guiné Bissau, Cabo Verde e Moçambique. Apontando para Moçambique, as mulheres, moçambicanas, saem na frente neste tipo de negócio ilegal. 
A questão é: Como se explica que a maior parte destas pessoa, moçambicanos sejam de sexo feminino?
O que faz com que as mulheres moçambicanas entrem neste tipo de comercio ilegal arriscando sua vida, reputação e promover a sua perda da dignidade?
As políticas de muitos governos são hipócritas, fechadas, pertencendo ao mundo do iluminismo. Tentam camuflar o problema do tráfico das drogas e suas conseqüências, empurra-os através de medidas repreensivas, adiando persistentemente a sua resolução. Entre o discurso da defesa e proteção dos seus cidadãos, camuflam a defesa das famílias das classes dominantes, de seus filhos, vetando a comercialização “livre” e regulada destes estupefacientes. A proibição, e não regulamentação é a força motriz do tráfico e conseqüentemente do crime, e a perda de vidas humanas.
Com a regularização das drogas ilegais, os governos controlariam o processo de produção, comercialização e enfraqueceria o mundo do crime à exemplo da Holanda e outros países liberais.
De dezembro a fevereiro (2010-2011) acompanhei o sofrimento dos pais de um jovem em um bairro do subúrbio da capital Maputo. Por muito tempo a família deste jovem tinha a informação de que seu filho, irmão se encontrava na vizinha Africa do Sul a trabalhar, até que este conhecimento e estar é abalado ao receber uma ligação vindo de um país longínquo, supostamente de Brasil. Era ligação do filho, informando que estava na cadeia. O pai se encarregou em deslocar até ao Ministério dos Negócios Estrangeiros na tentativa de ver se era possível o extraditar para Moçambique, mas sem sucesso. Em uma das ocasiões, este senhor pediu-me que falasse com o filho de modo a se ter mais informações acerca da sua condição no referido país e, na minha ligação via “net” constatei que este jovem estava encarcerado em uma cadeia de Lima-Peru e que estaria em liberdade em janeiro de 2011. Contudo, já nos finais de fevereiro recebeu-se a informação da sua morte lá em Peru, assassinado, provavelmente. Não se sabe ao certo em que circunstâncias se deveu a morte.
Vivendo dentro das carências, os pais deste jovem nunca receberão o corpo e permanecerá a imagem telefônica do filho a pedir que arranje-se dinheiro para que ele possa pegar o voo de retorno à Maputo quando for solto, algo que não foi possível e lá ficou nas terras dos Incas/civilização pré-colombiana para sempre debaixo do solo. O mundo de drogas é cruel, intolerante.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O consumo de drogas e seus efeitos

Na última postagem falamos acerca da notícia que referia a detenção do músico Azagaia pela polícia de Moçambique sob a acusação de porte de 4 gramas de Suruma/maconha. Emitimos a nossa suspeita em torno dessa detenção, dado o contexto em que esta detenção se dá e, essa coadjuvado pelo histórico da perseguição deste cantor Rapper devido a sua atuação crítica a governação que se mostra contrária ao desenvolvimento integral de todo povo moçambicano.
Contudo, apesar de termos postado a referida informação, não podemos deixar de referir que o consumo excessivo de qualquer droga, seja, ela legal (bebidas) como ilegal nos termos da lei (Suruma/maconha, cocaína, êxtases etc) tem implicações destrutiva no ser humano. Destrói o ser humano fisicamente e psicologicamente. Família ficam desestruturadas, além das mortes no trânsito originados pelo embriagues no volante.
As pessoas, jovens, adultos entram no mundo das drogas na ilusão de ser uma pequena aventura, afirmação perante ao seu grupo (o não ser matreco, descolado, esperto), a tentativa de se libertar de desinibição e ser mais atrevido na moçada, toda esta situação leva o indivíduo a consumir drogas. Contudo, a entrada neste universo cataliza deslocamentos no organismo humano agudizando a necessidade deste em se sentir por mais tempo o efeito deste estar, instalando se vício e consequentemente o descalabro da vida humana, morte, destruição de família, desfunção social do indivíduo etc.
Portanto, vai alerta aos jovens que se aventura para este mundo. 
Se de facto o músico Azagaia é consumidor de estupefaciente como suruma/maconha, vai aí um alerta. Contudo, esta alerta não se restringe a este cantor, mas a muitos moçambicanos e todas pessoas que lerão esta postagem, consumidores de drogas, legais como não legais a se precaverem e afastarem-se deste problema muitas vezes tido como questão de saúde pública.

Obs. Não nos referimos as drogas curativas como remédios.       

Cerâmicas e pintura do Xikhosa

Cerâmica de Xikhosa - Exposição

Cerâmica do Xikhosa

Pintura do Xikhosa 
Propriedade de um grande amigo mineiro

Atravessia entre KaMaputsu e KaTembe

Ferryboaty na atravessia da baia de Maputo

VENDEDORES INFORMAIS NAS VIAS PÚBLICAS

 Mercado informal em uma das ruas do bairro Hulene, distrito Municipal KaMavota arredores da capital do país. A falta de saneamento básico está a vista.
Em dias chuvosos, ocorre a erosão do solo, situação que coloca algumas casa inabitadas. 

AS CARÊNCIAS DE EMPREGO EMPURRA OS CIDADÃOS A INFORMALIDADE


Mesmo com as adversidades a vida não para e não deve sequer parar. Os moçambicanos trabalham com todo afinco, lutando assim para a sua sobrevivência. No permeio da falta de quase tudo no tocante às infraestruturas públicas urbanísticas, estradas, saneamento básico, escolas, hospitais, zonas de lazer, lá vão ao trabalho informal.
Sobre a porta velha de madeira, aquela que sobrou da antiga casinha de caniço ou uma mesinha concebida por aquelas sobras das ripas de madeiras descartadas pelo carpinteiro vizinho, os moçambicanos sem emprego expõe as hortaliças, tomate, beterraba, cebola e outros produtos perecíveis e não. Na falta deste suporte, lá estão no chão, quase em contato com a areia e susceptíveis às contaminações.
Todos nós ou quase todos sabemos o que pode suceder quando cai algum produto perecível no chão da areia poluída. Mas para quem quer tirar algo para sua sobrevivência e sem nenhuma orientação ou sensibilização em torno das medidas apropriadas de higiene, pouco faz diferença, afinal é comum algumas mulheres e crianças comerem areia e, pelo menos, subitamente nada lhes aconteceu até ao momento.
Assim, vai o negócio.
Será que o leitor sabe ou se lembra de que estes vendedores foram sempre perseguidos e coagidos a venderem seus produtos nos mercados adentro das zonas residenciais e longe das zonas de circulação dos potenciais compradores?
Sim, de fato foram perseguidos.
Contudo, segundo as últimas estatísticas da economia moçambicana, o sector informal envergonhou as perseguições feitas pelo governo, pois apesar destes constrangimentos aliados a falta de proteção e apenas serem obrigados a pagarem os impostos ou taxas diárias, em 2011 contribuiu nos cofres do estado com valor que ascende 70% em detrimento das empresas multinacionais de grande envergadura, que move milhões de dólares, estas protegidas pelo estado moçambicano, contribuíram para os cofres estatais com a migalha de 4%.
Estas empresas exploram e extraem muitos recursos naturais de Moçambique, deixando muita poluição e destruição ambiental. O estado moçambicano ganhou 4%.
Só para elucidar o leitor, o governo moçambicano para mover a máquina estatal aloca dinheiro no clube de paris ou recebe divisas vindas dos países baixos, ou seja, o governo sobrevive ainda dos recursos externos. Alguns entendidos na matéria da economia destacam que o governo perde milhões de dinheiro com incentivos fiscais direcionados aos megaprojetos (as empresas multinacionais), portanto, finanças que se entrassem nos cofres do estado seriam suficientes para estancar a dependência externa do país.
Mesmo com carências o setor informal move a economia moçambicana.
Mesmo perseguidos contribuem com a maior fatia financeira nos cofres públicos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Suruma em Moçambique: A detenção do Músico Azagaía

Dia um (1) de agosto de 2011, os noticiários dos jornais em Maputo nos sabatina com a detenção do músico Azagaia devido ao porte de 4 gramas de Suruma/maconha. A produção deste canábis é acentuado em Moçambique e este facto é confirmado com a notícia que circula nos jornal eletrônico de Canal de Moçambique referindo que na província de Manica a polícia destruiu 200 hectares desta planta. Por outro lado, pode se afirmar que o tráfico de drogas em Moçambique se visualiza pela passagem de estupefaciente (cocaína, haxixe, e outras drogas destrutivas do ser humano) em forma de rota de distribuição para países consumidores, países com maior poder aquisitivo. Destarte, é sabido que Moçambique é corredor de drogas e não propriamente consumidor. 
Socialmente, culturalmente e formalmente este país possui consumidores de suruma, droga considerado ilegal e e a maioria esmagadora bebidas alcoólicas, umas drogas legalizadas, contudo, todas de certa maneira nocivas a saúde humana se consumidas exageradamente.

Por outro lado, não sabemos se o consumo deste canábis é considerado tráfico de droga. Em muitos países o consumo de suruma não é reprimida nos termos da lei, mas sim o seu tráfico é que sofre punição nos termos de lei. 
Países como Holanda entre outros, a comercialização de drogas é regulada e o seu consumo é legal desde que se compre em lojas, quiosques autorizados.   

Não se sabe ao certo a veracidade deste acontecido, ou seja, se de facto este músico portava estes canábis/4g de suruma ou não, uma vez que este músico sofre a perseguição dos poderosos políticos em Moçambique devido a sua frontalidade na contestação em torno das questões sociais-econômicos que apoquentam as sociedades moçambicanas, a corrupção, o descaso dos políticos para com a coisa pública, a extorsão, a desorganização que caracteriza as instituições públicas e governativas.
No permeio da detenção do Azagaia, urge se questionar a sua apreensão uma vez que as quantidades referidas como que desencadearam a privação de liberdade do cantor são ínfima e muitos moçambicanos consome este canábis (suruma) do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo (quatro ponto que delimitam o país).
A forma como o noticiário narra a apreensão deste músico nos coloca em evidência, mas uma vez a tentativa de silenciar este músico popular em Moçambique, pois segundo como se mostram os factos não se trata de um traficante de drogas, mas sim um consumidor e consumidor como este não coloca a sociedade moçambicana em perigo e menos se enriquece com a venda de drogas. Alias, Moçambique têm traficantes de drogas, contudo, estes pertencem a nomenclatura do poder político e empresarial de Moçambique e os factos do Weakeleaks e o governo norte-americano através da Casa Branca nos mostraram na imprensa mediática nacional "revelações de alegado tráfico de drogas em Moçambique, envolvendo altas figuras do Estado e do empresariado nacional" (Canal de Moçambique 2011).
Há necessidade de se diferenciar o consumidor do traficante de drogas e estabelecer parâmetros de produção e consumo que esteja de acordo com as necessidades dos consumidores desta planta em Moçambique. O consumo de suruma é cultural nas zonas rurais e mesmo nas cidades no país.
Por outro lado, urge a necessidade de reflexão em torno do consumo de drogas legais (bebidas), pois estas drogas poluem os quiosques ao ridor das escolas da cidade de Maputo resultando no mau estar entre os intervenientes do processo educativo. Alguns professores lecionam embriagados e alunos recebem aulas embriagados nas escolas da capital do país. A bebida é uma questão de saúde pública em Moçambique.
Não é a primeira vez que a polícia moçambicana priva este cantor de liberdade. Já o fez aquando divulgou a música "povo no poder" no ano de 2010. Ao que parece, a detenção do músico Azagaia enquadra-se na tentativa de silencia-lo devido a sua atuação enérgica contra a corrupção e o descaso dos políticos moçambicanos para com a coisa pública. Trata-se sem dúvida de perseguição política. Apela-se a liga dos direitos humanos e outras instituições de defesa ao cidadão a intervenção no sentido de por á liberdade este cidadão. 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

COMO É QUE SERIA O CONTINENTE CHAMADO ÁFRICA SE NÃO TIVESSE SIDO INVADIDO PELOS EUROPEUS? Origem dos países africanos

Como é que seria o continente africano se não tivesse sido invadido pelos europeus e se os africanos não tivessem assimilado cegamente as fronteiras administrativas fruto da pilhagem ocidental europeia? Como os africanos viveriam sem terem assimilado cegamente as línguas europeias? Como africano e Moçambicano que sou hoje, posso afirmar que o continente chamado Africa em si ou o país chamado Moçambique como tal, é fruto da colonização europeia. Si não tivéssemos invadidos, provavelmente o Continente teria outra configuração e, certamente não esta que conhecemos hoje. Os povos chamados africanos hoje estavam a se desenvolver dentro da sua lógica filosófica, cultural, política, econômica e administrativa e intercambiavam com outras culturas como os Persas, Árabes, Indianos, chineses. A existência dos entrepostos comerciais ao longo da costa leste do continente africano como Mombaça-Kênia, Quilua, e outros tantos mostra a interação dos africanos com outros povos. Por outro lado, existias cidades de intercâmbios onde muitos reinos começavam a enviar seus filhos e súditos para se escolarizarem, falo de Tumbuktu onde chamamos hoje Africa Ocidental. Se formos a observar, notaremos que o que se chama Guiné Bissau hoje é constituído por diferentes etnias que outrora eram amigos ou inimigos e no entanto, hoje dividem o mesmo espaço geográfico chamado Guiné Bissau e assim como Moçambique. Sou da etnia Tsonga/Machangana. Até 1895, antes do derrube do Império de Gaza pelos colonizadores portugueses, este estado abrangia Maputo, Gaza até a Manica e Sofala e um pouco da Africa do Sul e Zimbabwe. Seguindo está lógica o país que se chamaria Xanganalândia, provavelmente abarcaria povos que falam Xichanga na Africa do Sul, Sul e centro de Moçambique e o Sudeste de Zimbabwe. Mas tudo isso não aconteceu porque alguns povos vieram de onde não se sabia o lugar e junto com a Igreja cristã romana, colocaram a regua na mesa delimitando espaços que eles consideravam por direito "divino" seus. Estes espaços chamam-se países africanos hoje. Sabem por que Moçambique se chama Moçambique? Quando os portugueses chegaram á Ilha onde habitava um comerciante de gente (o que chamam eles por escravos), encontraram este negociante (traficante de seres humanos) de gente com o nome de Mussá Al Bik e daí chamaram toda terra que delimitaram no mapa depois da conferência de Berlim por Moçambique. Os povos que vivem no território localizado na costa oriental de África, no canal de "Moçambique" se orgulham hoje por serem moçambicanos, ou seja, nome de um traficante Árabe deles. Portanto, Os países que conhecemos hoje, a maioria delas com suas delimitações são fruto da colonização.
Certamente, os povos africanos teriam outra configuração de território, países e teriam sistemas governativos que se centrariam no hibridismo, provavelmente, dado os contactos que efectuavam com outros povos sem perderem efetivamente suas referências, línguas, religiosidade. 

terça-feira, 31 de maio de 2011

Política, Educação e atitude

14/04/2011

POLÍTICA, EDUCAÇÃO E A TOMADA DE ATITUDE

É recorrente, quando se apela para uma mudança de atitude em uma sociedade, ouvir discursos que acentua o seguinte dizer: É impossível mudar isto! Para se mudar isto ou aquilo deve ser um processo colectivo e não somente a partir de um ou dois indivíduos.
Realmente. A união faz a força1. No entanto, se os jovens (poucos e quase algumas dezenas) tivessem esperado de mobilizar outros para lutarem por nosso Moçambique antes colonizado, até aqui viveríamos sob a colonização administrativa e política portuguesa. Ás vezes o povo é tomado pela estesia ou euforia da liberdade perante a possibilidade em acto, vendo as coisas a acontecerem. Foi assim nos dias 1,2 e 3 de setembro de 2010 na manifestação popular pelo custo de vida nada benéfica para a maioria dos citadinos de Maputo, Matola etc.
Um sujeito, provavelmente conseguiu mobilizar muitas pessoas em poucos segundos a lutarem por seus direitos. Porque conseguiu? Simplesmente porque o povo não é bobo, vê o que acontece, a arrogância e descaso para com eles de seus dirigentes.
Não estou a dizer que o povo moçambicano deve sair á rua arrumar barraco/quebra-quebra. Mas sim, deve não aceitar a usurpação do Estado por um grupinho. Cada um, como construtor do desenvolvimento de seu país, deve contribuir para o fortalecer a democracia em Moçambique, se abstendo das práticas corruptas, repudiar as preparações das fraudes eleitorais que ocorre a cada ano eleitoral efetivado pelo apedrejamento de outros moçambicanos com diferentes opiniões, colocar mão na massa, trabalhar para elevar a produção em Moçambique e exigir planos concretos de apoio estratégico que vise a produção e comercialização de seus produtos, exigir e se possível punir dirigentes corruptos através de privação de privacidade/prisão, do voto contra, elegendo outros. Tentar mudar pelo menos.
Sei que isso não é fácil, pois muitos governos autocráticos, ditatoriais, tiranos existentes em nossos países, principalmente no continente africano são auxiliados estruturalmente e logisticamente por algumas potências ocidentais, desgraçando, assim seus povos. Esta cumplicidade desfavorável para a economia e estabilidade social de seus povos e países em benefício dos interesses das elites colonizadoras ocidentais e elites corrupta africana é suportado pelos esquemas de suborno, corrupção internacional, fraudes financeiras, eleitorais em benefícios pessoais, bastando eles favorecerem interesses extrativistas colonizadoras. Moçambique, Angola e demais países africanos são exemplos vivos disse roubo das riquezas em benefício na minoria dominante, externa e interna. Existem manipulação premeditada das balanças comerciais, financeira, informações manipuladas para se dar a entender que estes países estão no caminho certo de desenvolvimento, mas que as políticas governamentais ofuscam a produção interna para favorecer mercados externos em especial a União Europeia e também camufla a pobreza da maioria populacional. As conseqüências destas políticas são o desemprego, miséria e mendicidade, algo comum em Moçambique, em todas vertentes da vida social. Como exemplo disso, temos a massificação da roupa usada, algo que não poderia ter acontecido se houvesse políticas de mercado eficientes para proteger e elevar nossa produção. Falando de roupa usada/testeis é mesmo que falar da industria de castanha de caju, da produção de alimentos a favor das políticas vãs de Jatrofa2 etc.
Devido a ausência de políticas viradas para todos moçambicanos sem excepção, que promovam a educação e informação em línguas locais, produção, comercialização e transporte condigna, as pessoas produzem pouco, pois já dominaram o ofício de mendigo e, se não surte efeito do seu pedido, roubam.
Rouba-se tudo em todos sectores da vida social em Moçambique.
O Ensino, um sector que deveria produzir, fomentar valores que tendem á liberdade do pensamento, pensamento crítico, criatividade, inventividade, autonomia, imaginação e conhecimentos valorados da realidade local em termos das potencialidades culturais, econômicas, agrícolas, ecossistêmicas insiste em fincar o pé na reprodução do conhecimento dominante, quase que exclusivamente ocidental, em criar dependentes, alunos sem criatividade, sem pensamento argumentativo, pessoas que ficam a espera das ordens que vem de cima, ou seja, incapazes de tomar decisões para elevar suas vidas. Os escolarizados, ocidentalmente sabem tudo que acontece em outras partes do mundo, menos na sua região, localidade. A incorporação ou apropriação do que é de fora é visível na forma de estar citadina. O Sistema educacional moçambicano insiste em produzir indivíduos que não sabem ou tem medo de buscar alternativas para resolverem determinados problemas que surgem em seu entorno.
É neste ordem de idéias que a acção de um, dois, três, se tomado com coragem pode influenciar a maioria no sentido de promover mudanças, pois, como disse o economista Castel Branco, se não haver a vontade política ( por parte de quem esta no poder), essa vontade pode e deve ser forçada. Forçada em mudança comportamental e atitudes perante a realidade que advoga contra a maioria da população colonizada, desde um indivíduo comum a elite preocupada com o desenvolvimento efetivo e inclusivo da pessoa humana no continente africano e em particular Moçambique.

Guerra Civil na Líbia, Africa e Demais Regiões do Mundo: a origem do problema

19/05/2011

GUERRA CIVIL NA LÍBIA, AFRICA E DEMAIS REGIÕES DO MUNDO: A origem do problema

Este escrito tem por objectivo a reflexão em torno da crise africana atual da guerra civil na Líbia. Esta guerra coloca todo continente instável, apesar de não parecer, pois o problema é focado apenas num espaço geográfico, a Líbia. Por outro lado, escreve a este artigo se é que assim podemos referir a partir de uma carta escrita por que intenta nos colocar o problema da guerra na Líbia e em torno da figura do presidente deste país, o Coronel Muammar Kadafi.
Por mais que se tende a pensar que o assunto Líbia é apenas problema daquele líder, está cada vez mais evidente que esta questão envolve políticas internacionais. Envolve a questão do poder e nisso os países em via de desenvolvimento e sem poder de decisão na esfera global estão entregues na cobiça da corporatocracia, entendido por John Perkins (2008) como poderoso grupo de pessoas que administram as maiores corporações do mundo, os governos mais poderosos e o primeiro império verdadeiramente global da história, imperialismo ocidental.
Como ingrediente para o fortalecimento do poder deste grupo estão as políticas assistencialistas, de restruturação econômica dos países aspirantes ao desenvolvimento industrial canalizadas pelas grandes corporações bancárias como Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e os chamados perdão da dívida. Contudo, estas políticas econômica afundam cada vez mais os países e aumentam a pobreza das populações, tirando emprego, destruindo tecidos sociais e culturais de muitos povos e em especial africanas.
É preocupante se observar a persistência de países africanos e de seus lideres em atrelarem-se em políticas de ajustes econômicas sem contextualização com o local sob pretexto de recebimento das verbas destas instituições bancárias. Esta situação de aceitação das imposições políticas invasoras colocam governos e a soberania dos povos na condição de incapacidade de gestão de seus problemas e como estas políticas são impostas, a probabilidade de fracasso é eminente. A política de esmola tende frequentemente amostrar que não somos capazes de desenvolvermos. Muitos analistas africanos tem frisados em muitos simpósios que Africa deve se abster das suas ajudas externas vindo de ocidente e potencializar-se com seus recursos humanos e naturais. As nações dos tigres asiáticos isolaram-se e conseguiram atingir o patamar em que estão.
O FMI injeta dinheiro que rapidamente retorna para eles, barateando tudo que eles lá tem e assim facilitando a vida dos europeus, e americanos. Em contrapartida manipulam as balanças comerciais informando-nos e divulgando o sucessos das suas políticas aqui em nossos país numa clara pretensão de desviar preocupações. Veja que anualmente se divulgam dados estatísticos que referem o desenvolvimento, a subida da economia, mas que nenhuma visibilidade desses dados refletem na nossa vida, nas infra-estruturas etc. Por exemplo, os propalados progressos econômicos de Moçambique são falsas (João Mosca in Canal de Moçambique). Servem para encorajar outros países a aderirem nas políticas da globalização, ou seja, ao império ocidental.
Os ocidente está avançar com sua colonização. Esta colonização é efetuada através da globalização, da manipulações das balanças comerciais, com a obrigação de aberturas econômica em nossa parte, com as barreiras comercias deles, com as fraudes eleitorais em nossos países que são fabricados em conluio com lideres africanos e, assassinato dos lideres africanos, que não cooperarem com o ocidente. O uso da força, extorsão são as formas de coerção para a cooperação nos interesses expansionista.
O ocidente desenvolveu armas sofisticadas e mísseis balísticos, “inteligentes” para se defender na possibilidade de revolta dos neocolonizados e para persuadir via força os lideres dos países onde existam seus interesses, ou seja - será que você sabe o que pode te acontecer se se desviar das minhas alçadas? Veja que tenho armas teleguiadas hein!.
O ocidente viu com clareza que não adianta invadir e colonizar um povo administrativamente no terreno. Isso acarreta custos elevados, das rebeliões, mortes de seus soldados etc. A guerra do Vietname foi o exemplo amargo para uma das maiores potências do mundo, o Estados Unidos da América e para os países colonizadores no continente africano. Depois das guerras pelas independências de muitos países, as potências colonizadoras estavam em um dilema sem precedente. A autonomia dos países independentes e como conseqüência disso, o escasseamento da matéria prima ou o seu custo caro advindo da restruturação desses países e, por outra, a filiação desses países no bloco de esquerda liderado pela então União das Repúblicas Socialistas Soviética (URSS), algo que seria nefasto para o capitalismo. É aí que se arquiteta uma colonização eficiente consistente na injeção de políticas e políticos que estejam a favor dos interesses ocidentais acompanhada, pela eliminação física, política dos lideres independentes que defendam a autonomia interna, a soberania de seus países. Uma dessas estratégias neocolonial foi/é a manipulação pela CIA e outras contra-inteligências colonizadoras, de povos, semeando discórdias internamente, conflitos étnicas e conseqüentemente divisões internas sem descurarmos as políticas da globalização política, a Democracia. Estas armas foram a mais poderosa, pois lidam com a ambição do ser humano, o poder. Para um sujeito é fácil jogar areia nos demais, desde o momento em que ele tenha apoio para reprimir os seus “adversários” e que também consiga encher seus bolsos e dar migalhas aos que o rodeia.
Assim, o plano expansionista ocidental progride alimentando-se com somas em dinheiro avultados das corporações internacionais, elites dominantes, pisando leis, acordos internacionais, ignorantes consensos internacionais. Outro instrumento é remoção pela força, dos que tende a conquistar a autonomia. Lideres nacionalistas são sinônimos de ditadores e o lugar deles é no Tribunal Penal Internacional (TPI), este feito, até o momento, para punir os crimes de guerras, desde que sejam ! “feitos” ou “vistos” nos lideres dos países em via de desenvolvimento, além do mais, países poderosos resistem em fazer parte deste tribunal.
O Israel expande seu território abocanhando terras de palestinos, mata, humilha este povo, mas nenhum líder Israelita é convocados pelo TPI. Não podemos deixar de mencionar atrocidades dos lideres e soldados americanos no Panamá, em Granada que culminou com a morte do seu presidente, Maurice Bishop, na Líbia, Iraque, Afeganistão, A desestabilização da Somália em 1992, etc. Aliás, transmite-se a impressão de que o fogo de armas americanas apenas tira/cospe flores de paz e não mortes de milhares e milhões de pessoas, culturas no mundo. Podemos citar outros casos como o assassinato de Patrice Lumumba no Congo-Zaire, Eduardo Mondlane e Samora Machel-Moçambique, O fracassado golpe do Estado contra Hugo Chavéz na Venezuela, a invasão do Iraque e a morte de Sadam Hussein, A invasão de Panama e a apreensão de Manuel Noriega, o derrube de Milton Obote em Uganda, o golpe da CIA contra Mossadegh no Irão, a presidente João Goulart no Brasil, em 1964. Portanto, vários exemplos cuja a lista é extensa envolvendo EUA e CIA e ocidentais.
Ultimamente, temos o Coronel Muammar Kadafi como alvo dos interesses exploratórios ocidentais. O interesse pelos barris de petróleo extrapola a morte de civis que sucede dia após dia, apesar de se convocar os tais civis, internamente e externamente a defender a necessidade de se fazer a guerra contra aquele líder. Nota-se com clareza que o interesse não é o que fazia ou fez no país, mas sim a pessoa do líder Kadafi, pois se sabe do seu poder de influência no seu povo e no continente. Para deturpar-se essa imagem de líder que sempre ajudou materialmente/financeiramente e em projecto de desenvolvimento na União Africana, seu povo e os povos da região e do continente africano, entra em cena a publicidade mediática de satanizar esta pessoa do líder Líbio como forma de se obter apoio da comunidade internacional. E a estratégia funcionou. Vimos que na reunião
da ONU sobre a matéria da Líbia, um dos líderes africanos, o Presidente Sul-Africano, Jacob Zuma votou a favor da "zona de exclusão aérea, mas com o desenrolar dos acontecimentos veio a público manifestar seu desagrado em palavras como: fomos traídos.
A Máquina de marketing da guerra ocidental é bastante eficiente nos meios de comunicação internacional, é claro, acompanhada pela coerção, intimidação das demais nações e povos de modo a promover seus projetos expansionista e o abocanhamento das riquezas dos países em via de desenvolvimento em favor da pequena burguesia ocidental e alguns lideres africanos cúmplices das politicas ocidentais. Para elucidar, este assunto, alguns dados referem que nos próximos dez anos espera-se que cerca de 30% do estoque de petróleo do Estados Unidos de América virá do continente africano este e outros fatos como a guerra atual na Líbia está inserida na chamada corrida pela África. O que mais é preocupante é o silêncio dos presidentes e lideres africanos perante a esta guerra. Não se convocou até ao momento uma reunião de emergência da União africana para se debater acerca da Líbia e mostrar uma posição do bloco continental. Isso mostra a fragilidade da soberania dos países africanos e seus povos na conjuntura internacional.

Guerras de pacificação e defesa de civis

O lema das potências ocidentais é o capital, ganhos financeiros nos recursos dos países em via de desenvolvimento. Apesar dos discursos de pacificação e salvamento das populações/civis “chacinadas pelos tiranos-lideres dos países a serem invadidos”, o objectivo das guerras se mostram diferentes das divulgadas pela mídia internacional. Esta mídia que não é imparcial na situação geopolítica internacional. Suas edições camuflam pretensões ideológicas, financeiras e expansionista pró-ocidental capitalista nefasta para o mundo em desenvolvimento e para as classes não dominantes.
Invasões cuja pretensão iniciou se mostrando como tábua de salvação dos oprimidos pelos seus dirigentes são muitas. Podemos enumerá-los e a lista é extensa. A invasão em Granada em 1988, a invasão no Panamá e a detenção de seu presidente, a guerra de Afeganistão contra os mujaidines que mantinham cooperação militar com a URSS, a Guerra no Iraque contra o Sadam Hussein, a guerra em Angola.
Uma das estratégias de incentivo para estas guerras é o fomento de conflitos tribais, étnicos que na maioria dos casos é significada como conflito político. Na verdade resvala-se no político, mas a sua gênese são os interesses ocultos e na sua maioria externa. Quanto mais haja jogo de interesses antagônico em um país objeto de interesse ocidental bem será para a manipulação e os resultados pró-ocidental em termos econômicos e exploratórios.
Em muitos dos países invadidos em nome da pacificação, a sua população não goza de paz absoluta e os conflitos persistem. Contudo, os locais onde a exploração de seus recursos se faz, existem exércitos bem armados, munidos e em prontidão combativa para permitir que a exploração e escoamento da produção em interesse não sofra percalços. A República Democrática do Congo não vive a paz desde a sua independência, mas as minas de urânio e tantalita estão em pleno funcionamento, apesar das mutilações e estupros que ocorrem a volta.
Exemplos, do fomento e exploração das divisões étnicas e tribais para se estalar as guerras são muitas. Além do Congo Democrático, temos o Sudão, Nigéria, Africa do Sul nas vésperas das primeiras eleições, as pretensões de se defender os curdos no norte do Iraque e a instalação da zona de exclusão aérea motivou a guerra. A questão é: já que Sadam Hussein foi deposto e assassinado, o povo curdo já tem seu território independente? O mundo em desenvolvimento, em especial o continente africano encontra-se fragilizado em todas vertentes, política, economicamente e culturalmente. Existe a necessidade de se elevar a educação pró-ativa virada para dentro, para as suas riquezas e a diversidade de seus povos. As políticas educativas e econômicas insistem em olhar exclusivamente o mundo afora, no consumo sem contextualização, situação que conduz à hipocrisia, a ganância, as traições.
Não elevamos a educação baseada na arte, criatividade, imaginação, inventividade. Colocamos em nossa frente políticas educacionais conflituosas para o nosso desenvolvimento humano e integral. O Ocidente, trabalha com o marketing da imagem, da cobiça, da concupiscência, categorias que caminham paralelamente com a ganância, destruição, esbanjamento e traições. Assim, sendo haverá desenvolvimento de camaleão, lento de falso.
A política ocidental de eliminação dos líderes africanos não começou agora. Iniciou logo que países antes colonizados administrativamente conquistaram as suas independências. O dilema ocidental seguidamente era como administrar a autonomia desses países. O perigo que se via logo a partida era que os africanos delineassem suas políticas, definindo seus mercados. Isso encareceriam o custo de vida na Europa e no ocidente, algo que tornaria a vida da pequena burguesia instável perante seus cidadãos em um mar de privações e este perigo tinha que ser travada. Outro perigo era a filiação política desses países ao bloco de esquerda liderado pela então União das Repúblicas Socialistas Soviética (URSS). Um dos meios encontrados pelas potências colonizadoras foi a introdução guerras nos países africanos e americanos explorando a sua diversidade étnica iniciada durante a colonização. Paralelamente a esta política, começou-se com os assassinatos de seus lideres. A lista é extensa, a começar com Patrice Lumumba, Eduardo Mondlane, Kwamen Kruman etc.
A Africa do século XXI está numa encruzilhada, pois muitos de seus dirigentes atuais são acomodados com as migalhas e esmolas que lhes são oferecidas pelo ocidentes/EUA e depositada em contas dos paraísos fiscais como forma de os colocar silenciosos e com rabo preso.