quarta-feira, 24 de agosto de 2011

SITUAÇÃO POLÍTICO-SOCIAL EM MOÇAMBIQUE

Esta escrita emerge em resposta a um comentário de um amigo que colocou repúdio perante a notícia que aponta o apoio americano a Renamo para o aquartelamento dos seus antigos guerrilheiro desmobilizados compulsivamente das fileiras das forças armadas de Moçambique.
 Recorte:
Sanguane: Os EUA, Com objectivos de desalojar a Frelimo do poder, nao olha nos ganhos que o povo e o país esta a ter, mas sim esta perocupado com a perca do mercado da Africa Austral exploração mineira e do domínio pela china de matérias primas e da economia.
Então os grandes pensadores, financiadores e odiosos e maldosos do bem estar de um povo(Americanos), estao preocupados em desacelerar o nível de crescimento economico que esta se a verificar e é visível. Se eles conseguir um partido que nao tem plano de desenvolvimento deste país(RENAMO) ja e bem vindo. exemplo disso lembre-se do Costa do Marfim, que o orçamento interno era de 90% provinha de orçamento interno, Líbia 100% de orçamento interno, Moçambique este preciso momento ja nao se preocupa com clube de Paris, Banco mundial, apenas agora sao finaciamentos em formas de donativos.
Comente! Comente!

Sangwane, Sangwane. Nenhum Estados Unidos pode derrubar um governo se este governo for e estiver virado para seu povo. Povo satisfeito com seu governo nenhuma manobra pode dilacerar um país, mesmo com poder que este tenha. Moçambicanos se contentam com quase pouco, mas não se curvam perante a tirania, descaso para com eles e a arrogância. Olha! Todas estas categorias são perpetradas pela Frelimo Makwerho. Tenho um espaço que por direito, como cidadão moçambicano adquiri e quero trabalhar nela, desenvolver o país, mas por que não tenho cartão vermelho não consigo regularizara-lo. Tenho um terreno e quero regularizá-lo para a construção da minha casa, mas desde 2007 meu expediente está encalhado e, por conseguinte alguns vizinhos de costas quentes já têm Duat (documento de aceitação do Direito de Uso e Aproveitamento de Terra). Mas se fosse um frelimista puxa saco já teria DUAT há muito tempo. Dizer que ha desenvolvimento em Moçambique, Sangwane, é dizer que aonde você mora tem saneamento básico, algo que duvido. Dizer que o país está a desenvolver é mesmo que dizer que o Sistema de Saúde está a registrar melhorias, algo que não constitui a verdade, pois regrediu, o povo está a morrer nas filas dos hospitais e em casa devido a falta de um atendimento (pelo menos se existisse se fosse ao menos razoável), sem medicamento. É só morte. Vai ao cemitério de  Hlanguene, são enchentes de gentes a sepultarem seus parentes num vai e vêm. As covas estão em filas e cânticos religiosos - Hiya kaya, hiya kaya, a ni nge he fi não se percebe quem/o quê está a cantar-se , pois estão tão próximos. Dizer que em Moçambique há desenvolvimento é dizer que o povo tem transporte, ou ao menos atrasos ligeiros e sem se transportar em carros de caixas abertas como se fosse mercadoria, coisa que não se vê. Eu fui lá e sofri na pele e na alma. O povo está na penúria, alimenta-se mal, dorme mal, a desorganização é tal que se transparece a incompetência governativa aos olhos de qualquer um desatento. Makwerho. Vamos deixar de ser puxa saco. Moçambique anda mal, vai mal. Só não anda mal/sofre pouco quem é da Frelimo e do comitê central, pois esse abocanha tudo, empresas, projectos de desenvolvimento e mais, extorquindo o empresariado local e estrangeiro para ter ações sem fazer nada, sem contribuir em nada. Isso tem nome: extorsão. Como é que pensa ser a proveniência de tanta riqueza do Presidente e de seus Cúmplices?
Existem muitos moçambicanos que querem fazer qualquer coisa para se desenvolverem, mas o sistema político montado pela Frelimo afasta-os, desanima-os, impede-os, corrompe-os, extorque-os, desorganiza-os, humilha-os.
Muitos moçambicanos querem construir suas casas, etc, mas o sistema governativo montado, não os olha. Privilegia os estrangeiros e quem tem muito dinheiro. Não privilegia o pequeno produtor, pequeno agricultor. Não há incentivos, financeiros, logístico, técnico. Há desorganização em evidência. Um cidadão em seu terreno pode ser tirado para se colocar um branco sem indenização ou se houver não justa, apenas porque o outro tem dinheiro ou por que é considerado superior.
Diga-nos, makwerho, aonde é que o tal desenvolvimento que reflete em Moçambique e na população? É na segurança? É na alimentação? É na aquisição de bens? É no transporte? É nas infraestruturas, estradas, via de acesso? É na saúde? Que desenvolvimento é que se refere?
As pessoas são perseguidas, excluídas socialmente inclusive mortas por pertencerem a outros partidos ou terem opiniões diferentes. Não é por acaso que até membros séniores da própria Frelimo estão decepcionados com o seu regime a qual pertenceram e lutaram para libertarem o país durante a colonização. Jorge Rebelo, no ano passado veio a público repudiar o abocanhamento e a privatização do Estado. Ha duas semanas, foi a vez do Marcelino dos Santos a acenar o desconforto no seio do partido e na liderança.
O povo está descontente e todo panorama que descrevi é combustível em potencial e apenas falta fósforo, um palito para tudo arder.
Não é o problema da Renamo ou americano. É nosso problema, é a falta do diálogo entre nós, é a arrogância de quem governa, é o descaso para com o povo, é a anarquia política e administrativa na/da coisa pública, é o desprezo para com o outro, a partidarização do Estado, das empresas públicas, a partidarização da segurança, das forças armadas, a partidarização do Sistema Nacional de Educação, das pessoas, da intolerância partidária protagonizada pela Frelimo e seus seguidores, é a segregação das pessoas não pertencente ao partido no poder/frelimo da contribuição pelo desenvolvimento de seu país, males que a maioria dos moçambicanos está sujeitos que vai catalisar e acelerar a ruptura, a violência, a guerra e a morte em Moçambique. As pessoas que têm, ainda, certos poderes como a Renamo, não enxergando nenhuma alternativa perante a este cenário de manipulação, fraudes eleitorais julgamentos e detenções arbitrárias de membros de mesas de votos, da violência perpetrada pelos grupos de choques (jovens instrumentalizados ao serviço do Partido no poder e conluio com a polícia) a militantes de outros partidos e, esgotado todas as formas de apelação num Sistema Judiciário corrompido e alienado pela Frelimo, a violência é a mais obvia, aliás, a nossa história tem exemplo disso.
Portanto, povo unido, nenhum tirano irá nos escravizar. Quando digo povo, não estou me referindo apenas os que têm cartão de membro da Frelimo. Refiro-me, todo povo moçambicano independentemente da sua filiação partidária, credo, raça, etnia. Urge uma governação inclusiva e respeitador de todos moçambicanos, afinal todos eles devem ser chamados para o desenvolvimento efetivamente sem pré-condição partidária. Todos moçambicanos devem ter direito de usufruir da sua terra que por séculos de anos seus pais, avós, tataravôs foram pertença. Não devem ser desalojados porque um camarada (membro partidário de governo do dia) quer. Enquanto a impunidade persistir o nosso país estará em instabilidade permanente.
O país é de todos nós.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MULHERES MOÇAMBICANAS SAEM NA FRENTE NO TRAFICO DE DROGAS


Mais uma moçambicana de nome Olga Alexandre Hlongo foi presa ontem dia quatro/agosto em São Paulo, vindo da Bolívia, portando 10 kg de cocaína pura. Esta cidadã moçambicana era acompanhada por um brasileiro e boliviano em um carro de luxo. Segundo a polícia brasileira este grupo pertence a uma rede de tráfico internacional de drogas.
Fonte: Bom dia Brasil – Globo 05/08/2011

Mas uma vez uma moçambicana que opta pela vida de tráfico de droga engrossa o número de moçambicanas e mais africanas de países da CPLP a encher as cadeias brasileiras. A rede internacional de tráfico de droga recrutas seus transportadores e mulas (os que escondem cápsulas de cocaína na sua barriga) moçambicanos e, na maioria das vezes pessoas do sexo feminino (moçambicanas). Esta rede Opera a partir de Moçambique e Africa do Sul, recrutando mulheres moçambicanas e em alguns casos homens, dado a facilidade destes em se expressar na língua portuguesa nas terras brasileiras e, também pela proximidade desta língua com Espanhol, afinal muita parte das drogas sai dos países produtores como Bolívia, Colômbia e Peru, percorrendo caminho à São Paulo, estabelecendo trânsito para Africa do Sul depois para Europa. Dos africanos presos nas cadeias do Brasil pelo tráfico de drogas, o número expressivo é de mulheres recrutados em Guiné Bissau, Cabo Verde e Moçambique. Apontando para Moçambique, as mulheres, moçambicanas, saem na frente neste tipo de negócio ilegal. 
A questão é: Como se explica que a maior parte destas pessoa, moçambicanos sejam de sexo feminino?
O que faz com que as mulheres moçambicanas entrem neste tipo de comercio ilegal arriscando sua vida, reputação e promover a sua perda da dignidade?
As políticas de muitos governos são hipócritas, fechadas, pertencendo ao mundo do iluminismo. Tentam camuflar o problema do tráfico das drogas e suas conseqüências, empurra-os através de medidas repreensivas, adiando persistentemente a sua resolução. Entre o discurso da defesa e proteção dos seus cidadãos, camuflam a defesa das famílias das classes dominantes, de seus filhos, vetando a comercialização “livre” e regulada destes estupefacientes. A proibição, e não regulamentação é a força motriz do tráfico e conseqüentemente do crime, e a perda de vidas humanas.
Com a regularização das drogas ilegais, os governos controlariam o processo de produção, comercialização e enfraqueceria o mundo do crime à exemplo da Holanda e outros países liberais.
De dezembro a fevereiro (2010-2011) acompanhei o sofrimento dos pais de um jovem em um bairro do subúrbio da capital Maputo. Por muito tempo a família deste jovem tinha a informação de que seu filho, irmão se encontrava na vizinha Africa do Sul a trabalhar, até que este conhecimento e estar é abalado ao receber uma ligação vindo de um país longínquo, supostamente de Brasil. Era ligação do filho, informando que estava na cadeia. O pai se encarregou em deslocar até ao Ministério dos Negócios Estrangeiros na tentativa de ver se era possível o extraditar para Moçambique, mas sem sucesso. Em uma das ocasiões, este senhor pediu-me que falasse com o filho de modo a se ter mais informações acerca da sua condição no referido país e, na minha ligação via “net” constatei que este jovem estava encarcerado em uma cadeia de Lima-Peru e que estaria em liberdade em janeiro de 2011. Contudo, já nos finais de fevereiro recebeu-se a informação da sua morte lá em Peru, assassinado, provavelmente. Não se sabe ao certo em que circunstâncias se deveu a morte.
Vivendo dentro das carências, os pais deste jovem nunca receberão o corpo e permanecerá a imagem telefônica do filho a pedir que arranje-se dinheiro para que ele possa pegar o voo de retorno à Maputo quando for solto, algo que não foi possível e lá ficou nas terras dos Incas/civilização pré-colombiana para sempre debaixo do solo. O mundo de drogas é cruel, intolerante.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O consumo de drogas e seus efeitos

Na última postagem falamos acerca da notícia que referia a detenção do músico Azagaia pela polícia de Moçambique sob a acusação de porte de 4 gramas de Suruma/maconha. Emitimos a nossa suspeita em torno dessa detenção, dado o contexto em que esta detenção se dá e, essa coadjuvado pelo histórico da perseguição deste cantor Rapper devido a sua atuação crítica a governação que se mostra contrária ao desenvolvimento integral de todo povo moçambicano.
Contudo, apesar de termos postado a referida informação, não podemos deixar de referir que o consumo excessivo de qualquer droga, seja, ela legal (bebidas) como ilegal nos termos da lei (Suruma/maconha, cocaína, êxtases etc) tem implicações destrutiva no ser humano. Destrói o ser humano fisicamente e psicologicamente. Família ficam desestruturadas, além das mortes no trânsito originados pelo embriagues no volante.
As pessoas, jovens, adultos entram no mundo das drogas na ilusão de ser uma pequena aventura, afirmação perante ao seu grupo (o não ser matreco, descolado, esperto), a tentativa de se libertar de desinibição e ser mais atrevido na moçada, toda esta situação leva o indivíduo a consumir drogas. Contudo, a entrada neste universo cataliza deslocamentos no organismo humano agudizando a necessidade deste em se sentir por mais tempo o efeito deste estar, instalando se vício e consequentemente o descalabro da vida humana, morte, destruição de família, desfunção social do indivíduo etc.
Portanto, vai alerta aos jovens que se aventura para este mundo. 
Se de facto o músico Azagaia é consumidor de estupefaciente como suruma/maconha, vai aí um alerta. Contudo, esta alerta não se restringe a este cantor, mas a muitos moçambicanos e todas pessoas que lerão esta postagem, consumidores de drogas, legais como não legais a se precaverem e afastarem-se deste problema muitas vezes tido como questão de saúde pública.

Obs. Não nos referimos as drogas curativas como remédios.       

Cerâmicas e pintura do Xikhosa

Cerâmica de Xikhosa - Exposição

Cerâmica do Xikhosa

Pintura do Xikhosa 
Propriedade de um grande amigo mineiro

Atravessia entre KaMaputsu e KaTembe

Ferryboaty na atravessia da baia de Maputo

VENDEDORES INFORMAIS NAS VIAS PÚBLICAS

 Mercado informal em uma das ruas do bairro Hulene, distrito Municipal KaMavota arredores da capital do país. A falta de saneamento básico está a vista.
Em dias chuvosos, ocorre a erosão do solo, situação que coloca algumas casa inabitadas. 

AS CARÊNCIAS DE EMPREGO EMPURRA OS CIDADÃOS A INFORMALIDADE


Mesmo com as adversidades a vida não para e não deve sequer parar. Os moçambicanos trabalham com todo afinco, lutando assim para a sua sobrevivência. No permeio da falta de quase tudo no tocante às infraestruturas públicas urbanísticas, estradas, saneamento básico, escolas, hospitais, zonas de lazer, lá vão ao trabalho informal.
Sobre a porta velha de madeira, aquela que sobrou da antiga casinha de caniço ou uma mesinha concebida por aquelas sobras das ripas de madeiras descartadas pelo carpinteiro vizinho, os moçambicanos sem emprego expõe as hortaliças, tomate, beterraba, cebola e outros produtos perecíveis e não. Na falta deste suporte, lá estão no chão, quase em contato com a areia e susceptíveis às contaminações.
Todos nós ou quase todos sabemos o que pode suceder quando cai algum produto perecível no chão da areia poluída. Mas para quem quer tirar algo para sua sobrevivência e sem nenhuma orientação ou sensibilização em torno das medidas apropriadas de higiene, pouco faz diferença, afinal é comum algumas mulheres e crianças comerem areia e, pelo menos, subitamente nada lhes aconteceu até ao momento.
Assim, vai o negócio.
Será que o leitor sabe ou se lembra de que estes vendedores foram sempre perseguidos e coagidos a venderem seus produtos nos mercados adentro das zonas residenciais e longe das zonas de circulação dos potenciais compradores?
Sim, de fato foram perseguidos.
Contudo, segundo as últimas estatísticas da economia moçambicana, o sector informal envergonhou as perseguições feitas pelo governo, pois apesar destes constrangimentos aliados a falta de proteção e apenas serem obrigados a pagarem os impostos ou taxas diárias, em 2011 contribuiu nos cofres do estado com valor que ascende 70% em detrimento das empresas multinacionais de grande envergadura, que move milhões de dólares, estas protegidas pelo estado moçambicano, contribuíram para os cofres estatais com a migalha de 4%.
Estas empresas exploram e extraem muitos recursos naturais de Moçambique, deixando muita poluição e destruição ambiental. O estado moçambicano ganhou 4%.
Só para elucidar o leitor, o governo moçambicano para mover a máquina estatal aloca dinheiro no clube de paris ou recebe divisas vindas dos países baixos, ou seja, o governo sobrevive ainda dos recursos externos. Alguns entendidos na matéria da economia destacam que o governo perde milhões de dinheiro com incentivos fiscais direcionados aos megaprojetos (as empresas multinacionais), portanto, finanças que se entrassem nos cofres do estado seriam suficientes para estancar a dependência externa do país.
Mesmo com carências o setor informal move a economia moçambicana.
Mesmo perseguidos contribuem com a maior fatia financeira nos cofres públicos.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Suruma em Moçambique: A detenção do Músico Azagaía

Dia um (1) de agosto de 2011, os noticiários dos jornais em Maputo nos sabatina com a detenção do músico Azagaia devido ao porte de 4 gramas de Suruma/maconha. A produção deste canábis é acentuado em Moçambique e este facto é confirmado com a notícia que circula nos jornal eletrônico de Canal de Moçambique referindo que na província de Manica a polícia destruiu 200 hectares desta planta. Por outro lado, pode se afirmar que o tráfico de drogas em Moçambique se visualiza pela passagem de estupefaciente (cocaína, haxixe, e outras drogas destrutivas do ser humano) em forma de rota de distribuição para países consumidores, países com maior poder aquisitivo. Destarte, é sabido que Moçambique é corredor de drogas e não propriamente consumidor. 
Socialmente, culturalmente e formalmente este país possui consumidores de suruma, droga considerado ilegal e e a maioria esmagadora bebidas alcoólicas, umas drogas legalizadas, contudo, todas de certa maneira nocivas a saúde humana se consumidas exageradamente.

Por outro lado, não sabemos se o consumo deste canábis é considerado tráfico de droga. Em muitos países o consumo de suruma não é reprimida nos termos da lei, mas sim o seu tráfico é que sofre punição nos termos de lei. 
Países como Holanda entre outros, a comercialização de drogas é regulada e o seu consumo é legal desde que se compre em lojas, quiosques autorizados.   

Não se sabe ao certo a veracidade deste acontecido, ou seja, se de facto este músico portava estes canábis/4g de suruma ou não, uma vez que este músico sofre a perseguição dos poderosos políticos em Moçambique devido a sua frontalidade na contestação em torno das questões sociais-econômicos que apoquentam as sociedades moçambicanas, a corrupção, o descaso dos políticos para com a coisa pública, a extorsão, a desorganização que caracteriza as instituições públicas e governativas.
No permeio da detenção do Azagaia, urge se questionar a sua apreensão uma vez que as quantidades referidas como que desencadearam a privação de liberdade do cantor são ínfima e muitos moçambicanos consome este canábis (suruma) do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo (quatro ponto que delimitam o país).
A forma como o noticiário narra a apreensão deste músico nos coloca em evidência, mas uma vez a tentativa de silenciar este músico popular em Moçambique, pois segundo como se mostram os factos não se trata de um traficante de drogas, mas sim um consumidor e consumidor como este não coloca a sociedade moçambicana em perigo e menos se enriquece com a venda de drogas. Alias, Moçambique têm traficantes de drogas, contudo, estes pertencem a nomenclatura do poder político e empresarial de Moçambique e os factos do Weakeleaks e o governo norte-americano através da Casa Branca nos mostraram na imprensa mediática nacional "revelações de alegado tráfico de drogas em Moçambique, envolvendo altas figuras do Estado e do empresariado nacional" (Canal de Moçambique 2011).
Há necessidade de se diferenciar o consumidor do traficante de drogas e estabelecer parâmetros de produção e consumo que esteja de acordo com as necessidades dos consumidores desta planta em Moçambique. O consumo de suruma é cultural nas zonas rurais e mesmo nas cidades no país.
Por outro lado, urge a necessidade de reflexão em torno do consumo de drogas legais (bebidas), pois estas drogas poluem os quiosques ao ridor das escolas da cidade de Maputo resultando no mau estar entre os intervenientes do processo educativo. Alguns professores lecionam embriagados e alunos recebem aulas embriagados nas escolas da capital do país. A bebida é uma questão de saúde pública em Moçambique.
Não é a primeira vez que a polícia moçambicana priva este cantor de liberdade. Já o fez aquando divulgou a música "povo no poder" no ano de 2010. Ao que parece, a detenção do músico Azagaia enquadra-se na tentativa de silencia-lo devido a sua atuação enérgica contra a corrupção e o descaso dos políticos moçambicanos para com a coisa pública. Trata-se sem dúvida de perseguição política. Apela-se a liga dos direitos humanos e outras instituições de defesa ao cidadão a intervenção no sentido de por á liberdade este cidadão.