terça-feira, 2 de agosto de 2011

AS CARÊNCIAS DE EMPREGO EMPURRA OS CIDADÃOS A INFORMALIDADE


Mesmo com as adversidades a vida não para e não deve sequer parar. Os moçambicanos trabalham com todo afinco, lutando assim para a sua sobrevivência. No permeio da falta de quase tudo no tocante às infraestruturas públicas urbanísticas, estradas, saneamento básico, escolas, hospitais, zonas de lazer, lá vão ao trabalho informal.
Sobre a porta velha de madeira, aquela que sobrou da antiga casinha de caniço ou uma mesinha concebida por aquelas sobras das ripas de madeiras descartadas pelo carpinteiro vizinho, os moçambicanos sem emprego expõe as hortaliças, tomate, beterraba, cebola e outros produtos perecíveis e não. Na falta deste suporte, lá estão no chão, quase em contato com a areia e susceptíveis às contaminações.
Todos nós ou quase todos sabemos o que pode suceder quando cai algum produto perecível no chão da areia poluída. Mas para quem quer tirar algo para sua sobrevivência e sem nenhuma orientação ou sensibilização em torno das medidas apropriadas de higiene, pouco faz diferença, afinal é comum algumas mulheres e crianças comerem areia e, pelo menos, subitamente nada lhes aconteceu até ao momento.
Assim, vai o negócio.
Será que o leitor sabe ou se lembra de que estes vendedores foram sempre perseguidos e coagidos a venderem seus produtos nos mercados adentro das zonas residenciais e longe das zonas de circulação dos potenciais compradores?
Sim, de fato foram perseguidos.
Contudo, segundo as últimas estatísticas da economia moçambicana, o sector informal envergonhou as perseguições feitas pelo governo, pois apesar destes constrangimentos aliados a falta de proteção e apenas serem obrigados a pagarem os impostos ou taxas diárias, em 2011 contribuiu nos cofres do estado com valor que ascende 70% em detrimento das empresas multinacionais de grande envergadura, que move milhões de dólares, estas protegidas pelo estado moçambicano, contribuíram para os cofres estatais com a migalha de 4%.
Estas empresas exploram e extraem muitos recursos naturais de Moçambique, deixando muita poluição e destruição ambiental. O estado moçambicano ganhou 4%.
Só para elucidar o leitor, o governo moçambicano para mover a máquina estatal aloca dinheiro no clube de paris ou recebe divisas vindas dos países baixos, ou seja, o governo sobrevive ainda dos recursos externos. Alguns entendidos na matéria da economia destacam que o governo perde milhões de dinheiro com incentivos fiscais direcionados aos megaprojetos (as empresas multinacionais), portanto, finanças que se entrassem nos cofres do estado seriam suficientes para estancar a dependência externa do país.
Mesmo com carências o setor informal move a economia moçambicana.
Mesmo perseguidos contribuem com a maior fatia financeira nos cofres públicos.

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