sexta-feira, 5 de agosto de 2011

MULHERES MOÇAMBICANAS SAEM NA FRENTE NO TRAFICO DE DROGAS


Mais uma moçambicana de nome Olga Alexandre Hlongo foi presa ontem dia quatro/agosto em São Paulo, vindo da Bolívia, portando 10 kg de cocaína pura. Esta cidadã moçambicana era acompanhada por um brasileiro e boliviano em um carro de luxo. Segundo a polícia brasileira este grupo pertence a uma rede de tráfico internacional de drogas.
Fonte: Bom dia Brasil – Globo 05/08/2011

Mas uma vez uma moçambicana que opta pela vida de tráfico de droga engrossa o número de moçambicanas e mais africanas de países da CPLP a encher as cadeias brasileiras. A rede internacional de tráfico de droga recrutas seus transportadores e mulas (os que escondem cápsulas de cocaína na sua barriga) moçambicanos e, na maioria das vezes pessoas do sexo feminino (moçambicanas). Esta rede Opera a partir de Moçambique e Africa do Sul, recrutando mulheres moçambicanas e em alguns casos homens, dado a facilidade destes em se expressar na língua portuguesa nas terras brasileiras e, também pela proximidade desta língua com Espanhol, afinal muita parte das drogas sai dos países produtores como Bolívia, Colômbia e Peru, percorrendo caminho à São Paulo, estabelecendo trânsito para Africa do Sul depois para Europa. Dos africanos presos nas cadeias do Brasil pelo tráfico de drogas, o número expressivo é de mulheres recrutados em Guiné Bissau, Cabo Verde e Moçambique. Apontando para Moçambique, as mulheres, moçambicanas, saem na frente neste tipo de negócio ilegal. 
A questão é: Como se explica que a maior parte destas pessoa, moçambicanos sejam de sexo feminino?
O que faz com que as mulheres moçambicanas entrem neste tipo de comercio ilegal arriscando sua vida, reputação e promover a sua perda da dignidade?
As políticas de muitos governos são hipócritas, fechadas, pertencendo ao mundo do iluminismo. Tentam camuflar o problema do tráfico das drogas e suas conseqüências, empurra-os através de medidas repreensivas, adiando persistentemente a sua resolução. Entre o discurso da defesa e proteção dos seus cidadãos, camuflam a defesa das famílias das classes dominantes, de seus filhos, vetando a comercialização “livre” e regulada destes estupefacientes. A proibição, e não regulamentação é a força motriz do tráfico e conseqüentemente do crime, e a perda de vidas humanas.
Com a regularização das drogas ilegais, os governos controlariam o processo de produção, comercialização e enfraqueceria o mundo do crime à exemplo da Holanda e outros países liberais.
De dezembro a fevereiro (2010-2011) acompanhei o sofrimento dos pais de um jovem em um bairro do subúrbio da capital Maputo. Por muito tempo a família deste jovem tinha a informação de que seu filho, irmão se encontrava na vizinha Africa do Sul a trabalhar, até que este conhecimento e estar é abalado ao receber uma ligação vindo de um país longínquo, supostamente de Brasil. Era ligação do filho, informando que estava na cadeia. O pai se encarregou em deslocar até ao Ministério dos Negócios Estrangeiros na tentativa de ver se era possível o extraditar para Moçambique, mas sem sucesso. Em uma das ocasiões, este senhor pediu-me que falasse com o filho de modo a se ter mais informações acerca da sua condição no referido país e, na minha ligação via “net” constatei que este jovem estava encarcerado em uma cadeia de Lima-Peru e que estaria em liberdade em janeiro de 2011. Contudo, já nos finais de fevereiro recebeu-se a informação da sua morte lá em Peru, assassinado, provavelmente. Não se sabe ao certo em que circunstâncias se deveu a morte.
Vivendo dentro das carências, os pais deste jovem nunca receberão o corpo e permanecerá a imagem telefônica do filho a pedir que arranje-se dinheiro para que ele possa pegar o voo de retorno à Maputo quando for solto, algo que não foi possível e lá ficou nas terras dos Incas/civilização pré-colombiana para sempre debaixo do solo. O mundo de drogas é cruel, intolerante.

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