segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Suruma em Moçambique: A detenção do Músico Azagaía

Dia um (1) de agosto de 2011, os noticiários dos jornais em Maputo nos sabatina com a detenção do músico Azagaia devido ao porte de 4 gramas de Suruma/maconha. A produção deste canábis é acentuado em Moçambique e este facto é confirmado com a notícia que circula nos jornal eletrônico de Canal de Moçambique referindo que na província de Manica a polícia destruiu 200 hectares desta planta. Por outro lado, pode se afirmar que o tráfico de drogas em Moçambique se visualiza pela passagem de estupefaciente (cocaína, haxixe, e outras drogas destrutivas do ser humano) em forma de rota de distribuição para países consumidores, países com maior poder aquisitivo. Destarte, é sabido que Moçambique é corredor de drogas e não propriamente consumidor. 
Socialmente, culturalmente e formalmente este país possui consumidores de suruma, droga considerado ilegal e e a maioria esmagadora bebidas alcoólicas, umas drogas legalizadas, contudo, todas de certa maneira nocivas a saúde humana se consumidas exageradamente.

Por outro lado, não sabemos se o consumo deste canábis é considerado tráfico de droga. Em muitos países o consumo de suruma não é reprimida nos termos da lei, mas sim o seu tráfico é que sofre punição nos termos de lei. 
Países como Holanda entre outros, a comercialização de drogas é regulada e o seu consumo é legal desde que se compre em lojas, quiosques autorizados.   

Não se sabe ao certo a veracidade deste acontecido, ou seja, se de facto este músico portava estes canábis/4g de suruma ou não, uma vez que este músico sofre a perseguição dos poderosos políticos em Moçambique devido a sua frontalidade na contestação em torno das questões sociais-econômicos que apoquentam as sociedades moçambicanas, a corrupção, o descaso dos políticos para com a coisa pública, a extorsão, a desorganização que caracteriza as instituições públicas e governativas.
No permeio da detenção do Azagaia, urge se questionar a sua apreensão uma vez que as quantidades referidas como que desencadearam a privação de liberdade do cantor são ínfima e muitos moçambicanos consome este canábis (suruma) do Rovuma ao Maputo e do Índico ao Zumbo (quatro ponto que delimitam o país).
A forma como o noticiário narra a apreensão deste músico nos coloca em evidência, mas uma vez a tentativa de silenciar este músico popular em Moçambique, pois segundo como se mostram os factos não se trata de um traficante de drogas, mas sim um consumidor e consumidor como este não coloca a sociedade moçambicana em perigo e menos se enriquece com a venda de drogas. Alias, Moçambique têm traficantes de drogas, contudo, estes pertencem a nomenclatura do poder político e empresarial de Moçambique e os factos do Weakeleaks e o governo norte-americano através da Casa Branca nos mostraram na imprensa mediática nacional "revelações de alegado tráfico de drogas em Moçambique, envolvendo altas figuras do Estado e do empresariado nacional" (Canal de Moçambique 2011).
Há necessidade de se diferenciar o consumidor do traficante de drogas e estabelecer parâmetros de produção e consumo que esteja de acordo com as necessidades dos consumidores desta planta em Moçambique. O consumo de suruma é cultural nas zonas rurais e mesmo nas cidades no país.
Por outro lado, urge a necessidade de reflexão em torno do consumo de drogas legais (bebidas), pois estas drogas poluem os quiosques ao ridor das escolas da cidade de Maputo resultando no mau estar entre os intervenientes do processo educativo. Alguns professores lecionam embriagados e alunos recebem aulas embriagados nas escolas da capital do país. A bebida é uma questão de saúde pública em Moçambique.
Não é a primeira vez que a polícia moçambicana priva este cantor de liberdade. Já o fez aquando divulgou a música "povo no poder" no ano de 2010. Ao que parece, a detenção do músico Azagaia enquadra-se na tentativa de silencia-lo devido a sua atuação enérgica contra a corrupção e o descaso dos políticos moçambicanos para com a coisa pública. Trata-se sem dúvida de perseguição política. Apela-se a liga dos direitos humanos e outras instituições de defesa ao cidadão a intervenção no sentido de por á liberdade este cidadão. 

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