quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Quando o povo reclama não esta a hantar - delirar. A ku hantiwi

Guebuza diz que quem critica cooperação com a china está enganado
Terça, 27 Setembro 2011 00:00 André Manhice

Guebuza mandou recados aos que não acreditam na cooperação entre os dois governos e defendeu que estes estão enganados. “Hão-de ouvir pessoas a criticar e a dizer chineses isto, chineses aquilo (...). não lhes dêem ouvidos, pois não sabem o que dizem, vo hanta, o que, em português, significa ‘estão a delirar’; deixem-nos porque vocês sabem como é a cooperação com a China”, disse Guebuza acrescentando que “Isto é amizade de verdade... eles já fizeram muito por nós e continuam a fazê-lo”.

Obs.

Não é hantar Presidente Guebas. Ninguém critica por criticar. Critica-se porque existe algo de anormal comandante em Chefe. Todos países precisam de cooperar com outros e nessa cooperação todos precisam colher dividendos e projectar um futuro risonho. Contudo, a questão é como esta cooperação esta sendo encaminhada pela equipe que V. Excia. Uma cooperação que não observa o futuro das gerações vindouras e que delapida tudo que tem pela frente em benefício do punhado de gente a qual V. Excia pertence, essa não é bem vinda e sempre receberá repúdio. Não é hantar, não. A sociedade civil está a repudiar a cooperação com a China devido a devastação da sua terra sem se obedecer as cláusulas ambientais, sem reposição florestal, sem o retorno visível e sabe que nenhum estrangeiro pode vir devastar suas terras sem consentimento de um daqui e todos nós sabemos quem é que abre as portas - Alguém os abriu as portas e quanto lhe pagam?
Presidente Guebas, Comandante em Chefe! nunca podemos ver Outro povo, país como simples parceiro de forma ingênua. Todos países e nações vivem um momento de competitividade e de lucro. Ninguém faz por simples fazer. Faz porque tem uma parcela de lucro expressiva, um ganho. Nesta cooperação cabe a nós organizarmos nosso terreno com leis que se cumpram de modo a colocarmos ordem em nossa casa. Assim, nosso concorrente ao pisar em nossa casa, suas acções trilharam no permeio dos nossos valores e nos beneficiarão, e certamente, ele obterá o seu lucro dentro de um processo transparente e limpo. Mas quando nós o encaramos com ingenuidade e ele notar nossas fraquezas como, por exemplo, as da corrupção se aproveitará disso e tudo será posto em baixo e as consequências disso serão severas. Não estamos a hantar. A xitsungu a si hanti, tatana Guebas. A kuhingisa i si hlovo sa vutomi.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Cartinha endereçada ao Primeiro Ministro e ao Prof. Dr. Rosário

Em virtude da notícia publicada no jornal “O País” referente a igualidade entre as línguas oficiais e bantu. 
17 de Setembro de 2011

OI Senhor PM e Prof. Dr. Rosário, o ensino em segunda língua do povo moçambicano, não só contribui para o desenvolvimento lento do país como também é uma afronta à dignidade de um povo. O ensino em língua estrangeira tira a dignidade e humilha a maioria dos moçambicanos. A escolarização em segunda língua torna o processo de significação dos conhecimentos problemático e inviabiliza o desenvolvimento do mesmo. Se forem ao campo encontrarão sujeitos que escrevem e lêem em suas línguas maternas, para além de se sentirem bem com isso e já imaginaram se o ensino fosse administrada em suas línguas como a circulação de sentidos seria, não só para eles mas para os moçambicanos em geral? As línguas mais faladas em Moz são: Emácua, Xichangana... e o Português na quinta posição ou sexta. Que tal potencializa-las todas para o bem da circulação de informações e conhecimentos em/entre moçambicanos?