domingo, 9 de outubro de 2011

Ensino bilingue em Moçambique


Ensino bilíngüe em Moçambique será uma realidade ou apenas uma maneira de ofuscar as línguas nacionais ao plano folclorico?
Tem sido frequente à pessoas escolarizadas em Moçambique recorrerem ao uso das línguas nacionais para a comunicação forçada com suas familias em especial avós e mais íntimos e este fenômenos se mostra menos presentes se visualizarmos as novas gerações, dado que seus progenitores se esforçam para que estes não falem as línguas bantus.

Moçambique introduziu oficialmente o ensino bilíngue a partir de 2004 e estas experiências estão localizados apenas no meio rural e uma das justificativas avançadas deste fenômeno é que os grande centro urbanos são permeados pela diversificação etnolinguistica de moçambicanos e assim o português é a única salvação para o entendimento dos diferentes falantes moçambicanos. Contudo, sabemos que nestes grandes "centro" há a existência de maioria e dos falantes das línguas moçambicanas e além do mais existe a língua local. Não estaremos em presença de uma tentativa de eliminar este em benefício de outras? Será que as nossas línguas somente servem de ponte para a salvação de "nossa cultura" e não para os sentidos abstratos da ciência e tecnologia?
Porque o não orgulho do que é nosso em privilégio somente do que é de fora?
Gostaria de realçar que não estou propondo a eliminação do português, mas o convívio das línguas moçambicanas dentro da diversidade, pois o conceito de uma nação, uma só língua está a provar ineficaz em Africa e isso temos que ter muito em consideração.

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