sábado, 22 de outubro de 2011

ESTÁTUA DO PRIMEIRO PRESIDENTE DE MOÇAMBIQUE, SAMORA MACHEL NA PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA


Os moçambicanos e estrangeiros residentes em Moçambique tomaram conhecimento ou presenciaram a colocação da estátua do primeiro presidente de Moçambique independente como país e soberano. O que coloca sombra para o completo aplauso deste evento, a colocação da estátua é a coexistência de uma outra, de igual tamanho quase no mesmo local, isto é a 200 metros. Esta situação nos faz significar o ato como esbanjamento de recursos financeiros que podiam beneficiar a população. Com o dinheiro gasto na estátua nova podia-se ter feito umas boas salas de aulas para algumas crianças em qualquer lugar de Moçambique.
Tem muitas crianças que ainda não têm salas de aulas e muito menos carteiras, mesmo na situação em que o país tem muita madeira. As crianças/alunos sentam no chão em muitas escolas do país e mesmo na cidade capital de Moçambique, sofrendo todos tipos de intempéries climáticos e infecções, afetando seu rendimento escolar. Não estou a dizer que a praça da Independência não merece a estátua do nosso primeiro presidente Samora Machel. Merece sim. Ele foi o meu/nosso presidente e será sempre o meu líder. Ele sempre me/nos inspira. Questiono sim os gastos com uma estátua nova numa situação em que existe uma outra estátua grande à 200 metros do local. Será que não era possível tirar a estátua que está defronte do jardim Tunduro, ai perto a 200 metros e colocá-la no centro da praça da independência? De facto no centro da praça da independência é mais visível e chama mais atenção. 
Na minha óptica, esta pompa gasta pela colocação da nova estátua perto de uma outra igual em apenas 200 metros de separação têm pretensões políticas de aglomerar multidões e fazer crer que algo está a ser feito em Moçambique. E estas pompas contrastam com a necessidade de alocação de dinheiro para projetos eficientes de combate a pobreza absoluta que se propala. 
Por outro lado, é sabido que o mundo está em crise financeira e sabendo se de que economia nacional funciona, também com base em ajuda externa, a contenção dos gastos desnecessárias devia ser a ordem do dia.
Repito, a colocação da estátua no meio da praça da independência veio é oportuna. Mas a coexistência de duas estátuas quase no mesmo perímetro tem a visibilidade de gastos desnecessários. A população rural e citadina precisava desse dinheiro para produzir mais comida e bens de forma a aliviar o custo de vida que é alto nas cidades de Moçambique. A estátua do meu líder no meio da praça da independência já devia estar lá há muito tempo.

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