terça-feira, 4 de outubro de 2011

EXIGÊNCIA DO RESPEITO AOS ACORDOS DE PAZ

Comentário acerca da notícia do Jornal o País

As exigências de Dhlakama já não fazem sentido”

04 de outubro de 2011 dia da paz

Oi presidente Chissano. O senhor sabe muito bem que em uma democracia, onde a constituição da República é respeitada e onde o diálogo é estimulado, nenhum interveniente social, político pode querer digladiar o poder consensualmente constituído através do voto popular. Mas se os intervenientes começam a questionar, a encenar atitudes fora da circularidade normativa é que algo de errado, anormal está a ocorrer meu presidente. É do conhecimento de todo moçambicano, todo moçambicano, mesmo, independentemente da sua cor partidária que em Moçambique, cidadãos não pertencentes a sigla da qual V. Excia pertence estão condenados a ter pouco espaço, oportunidades na construção e partilha dos bens que Moçambique possui. As ultimas revelações do Wikileaks revelou isso. Nem todos que estão no mesmo lado estão de acordo com práticas de impunidade, mas aceitam, pois não visualizam a possibilidade do outro lado da moeda e temem pelo seu pão. As instituições estatais vedam as oportunidades dos não pertencentes a sigla vermelha com maçaroca. Perante a este estar é evidente que haja descontentamento e neste momento só existe um cidadão moçambicano com mais ou menos chances de demonstrar esse descontentamento e merecer a devida atenção, já que se outros com mais ou menos acesso a palavra o fizerem serão despedidos, perderão seus postos, chefias. O senhor Dlakama não tem muita coisa a perder neste sistema montado de humilhação do povo Moçambicano, do abocanhamento dos bens pertencentes a todos e onde a sociedade civil não tem espaço na tomada da palavra, ou seja, parece não existir.

Sei que o Senhor pelo menos encetava diálogo, mas o sucessor estabeleceu a sua meta prioritária, eliminar a oposição em Moçambique em detrimento de estabelecer prioridade na construção de um Moçambique onde todos segmentos participam. Como consequência meu presidente, o país está a viver a exclusão social-política-econômica sem precedente e isso não é abonatória para a construção de um país onde todos segmentos sociais querem se sentir activos com seus direitos respeitados. Esta situação meu presidente, provoca a instabilidade. As pessoas acabam assumindo discursos e práticas deslocadas a integridade de outros, seja na política, na economia, no social etc.

Portanto, os acordos de paz devem ser renovados a cada dia no acordar de um moçambicano. Isso faz parte da pedra pedra construindo novo dia. Os milhões de braços estarão activos sem exclusão. Isso sim, nos fará um estado forte e próspero na região e no mundo. Seremos referência não no discurso, mas na prática, na realidade.

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