quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Assim transportamos os animais


Será que a pressa de se chegar em casa supera os riscos mortais?



Será que a pressa de se chegar em casa supera os riscos mortais? 
Esta é a pergunta que me fiz quando depois de ver um soldado da Marinha de Guerra de Moçambique a entrar na correnteza para avaliar, segundo ele, a profundidade do local onde desabara a ponte da estrada Nacional número 1 na zona de 3 de Fevereiro e seguidamente uns três cidadãos moçambicanos entrarem, também para atravessar. Depois da passagem destas quatro pessoas houve avalanche de gente que mesmo com os apelos de outros se fizeram à correnteza com o seguinte discurso: Quando a pessoa morre, é que era seu destino. Estamos com pressa. 
As águas que inundaram e destruíram pequenas fabriquetas de tijolos, casas e machambas dos camponeses moradores das localidades de 3 de fevereiro provem das descargas de barragens e diques do lado do país vizinho, a Africa do Sul. Junto com a sua correnteza destruidora arrastaram casas, culturas, criações nos distritos de Magude, Manhiça e Macia nas províncias de Maputo e Gaza respectivamente.



OCUPAÇÃO DESORDENADA DOS PASSEIOS PELOS VENDEDORES INFORMAIS


Em quase todas artérias da cidade bem como as artérias dos bairros periféricos da cidade de Maputo deparamo-nos com contingentes de homens, mulheres e crianças a venderem seus produtos e fazendo seus negócios? Por outro lado, esporadicamente, as forças municipais expulsa os vendedores, espanca-os, recolhe seus produtos sem nunca devolverem e nisso tudo a palavra de ordem é que os vendedores devem ir comercializar seus produtos dentro dos mercados já existentes.
O mercado informal é fruto da mobilidade social. O seu desenvolvimento e organização se faz de acordo com a mobilidade do capital e dos compradores. Quando se fala dos 4Ps (ponto, produto, preço e o promoção), o ponto, ou seja, a localização é tomada em consideração para o volume de negócios em qualquer empreendimento e o dos vendedores informais não foge à regra. O que se precisa é uma reorganização do sector, o credenciamento, o controle, a orientação dos vendedores. Já não funciona a idéia de que basta criar um lugar qualquer que o comerciante quererá ir para lá vender. Cabe ao governo, municipal ou central canalizar meios infra-estruturais que respeite a mobilidade dos negócios ou a criação de espaços que ofereçam produtos atrativos ao consumidor e sobretudo seguido pelas propagandas que estimulem os cidadãos a se deslocarem até tais locais. Isso certamente pode reduzir a ocupação de ruas e outros lugares impróprios para o desenvolvimento de negócios situação que desencadeia mau estar na circulação dos transeuntes e a desorganização que se verifica na cidade de Maputo. É necessário a organização, a orientação e o diálogo permanente = coesão social.