quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

ATROPELOS NA FUNÇÃO PÚBLICA: cobranças ilícitas para o congresso da Frelimo


O nosso ouvido já está habituado de ouvir queixas da oposição moçambicana, reclamações em conversas informais feitas pelos amigos, conhecidos, colegas de trabalho no tocante aos desvios de conduta praticados pelos funcionários do Estado moçambicano. São desvios de condutas praticados ora sob a máscara do cumprimento das leis, ora na maior confiança da impunidade de seus praticantes, estes acobertados pela sigla partidária (Frelimo) do regime que desde a independência de Moçambique em 1975 governa o país.

Funcionários fanáticos deste governo (cuja separação entre o Estado e Partido não se faz sentir na história da Democracia) atropelam leis, a Constituição da República de Moçambique na impunidade e que de facto, nenhum órgão ou juiz se considera em pleno direito de intervir para limitar abusos de poder, pois primeiramente ele como funcionário do (Estado?) foi conduzido indicado pelo partido para o referido cargo da justiça.

Pela defesa do emprego em um país onde o (Estado) é o maior empregador, funcionários da justiça, da polícia que deveria a priori defender os direitos dos cidadãos e as liberdades dos moçambicanos fecham os olhos ou ignoram atropelos que incidem incessantemente contra os direitos das populações povo de Moçambique, ações essas perpetrados pelo Estado. Em muitos casos, os referidos funcionários efetuam barbaridades no seio das populações, seja nas zonas urbanas como rurais. O exemplo disso são as brutalidades reportadas na semana finda pelo jornal eletrônico canalmoz do dia 17 de fevereiro de 2012 (Brutalidade da FIR aterroriza Chimoio), em que elementos da FIR, Polícia de Intervenção Rápida, introduziram o recolher obrigatório na cidade de Manica, agredindo fisicamente os munícipes ao ponto destes perderem os sentidos e serem hospitalizados.

Hoje, dia 22 de fevereiro, os leitores do Jornal O País são interpelados com a seguinte notícia: Governo de Murrupula obriga professores a descontarem para X Congresso da Frelimo dias depois a vice-ministra responde que:


Então! Agora que o crime foi constatado e é quase reconhecido pelas autoridades que tutelam os trabalhadores em causa, que se venha em público informar o povo que os responsáveis por estes atos de usurpação de salários dos trabalhadores serão punidos nos termos da lei. O Partido Frelimo deve devolver o dinheiro dos professores, do trabalhador moçambicano. Não é só em Murrupula que acontece este ato de roubo de salário dos trabalhadores. Em quase em todos os distritos ou zonas rurais deste imenso Moçambique, os professores e outros funcionários do Estado são descontados e estes com medo das represálias ficam calados, resmungando aos cantos. Devemos ter coragem e processarmos o Estado moçambicano, pelos males que tem protagonizado ao povo. Que a Procuradoria Geral da República instaura processo crime para este ato. A oposição sempre falou deste crime e sempre o partido Frelimo, veio ao público e na imprensa na sua arrogância habitual e através de seus capangas dizer que eram alegações infundadas. E agora! É infundada o roubo no trabalhador moçambicano? Moçambicanos: Vamos acordar. Vamos dizer basta a esta corja usurpador de nossos salários, riquezas e impostos. Vamos dizer basta a arrogância e descaso para com o povo Moçambicano. Vamos votar nas próximas eleições com consciência, serenidade e dizermos fora FORA FORA FORA FRELIMO, votando em outros partidos.
Devemo-nos abster de comportamentos ideológicos que sempre nos disseram que em Moçambique não temos ninguém capaz de governar-nos a não ser a Frelimo, pois ao dizermos isso, estamos a nos desvalorizar sem termos tido um dia a oportunidade de provarmos as nossas capacidades ou incapacidades. A Frelimo já provou e até ao momento está ainda a provar a incompetência na governação de nosso país. Moçambique tem muitos quadros competentes e, discursos que tiram o valor destes quadros devem ser ressachados, expurgados.  Viva a Democracia. Viva Moçambique.

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