terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

UM PENSAR ACERCA DOS DEPOIMENTOS DE ANTIGOS COMBATENTES

“Uma guerra de guerrilha não sobrevive sem o apoio popular”

Terça, 28 Fevereiro 2012 00:00 Redacção Jornal O País

Esta escrita é um comentário reflexão acerca da entrevista concedida pela antiga Combatente Francisca Dlakama, filha de um dos fundadores do movimento Frente de Libertação de Moçambique, Samuel Dlakama cujo seus efeitos heroicos permanecem apagados na história de Moçambique independente. Perante os dizeres desta guerreira tecemos o seguinte comentário:
Com toda certeza senhora Dlakama. Nenhuma guerra de guerrilha sobrevive sem apoio do povo. Considero que estão palavras deveriam encorajar o Partido Frelimo a se renovar. Abster se de práticas estratégicas assentes no amedrontar o mesmo povo que antes apoio o movimento da Frente de Libertação de Moçambique, quando este mesmo povo rejeita abusos de poder, a corrupção, a impunidade. A Frente de Libertação de Moçambique não era corrupta, não era arrogante, defendia o seu povo, Não andava descontar professores da Geração 8 de março, plantava nas zonas libertadas, educava nas zonas libertadas, ou seja, queria e aspirava pela qualidade na sua formação de quadros, pois sabia que sem qualidades, humilhando seus próximos ninguém o havia de apoiar. Pelo que me parece, a Frente de Libertação de Moçambique não tinha dono. Porque agora o Partido Frelimo incorpora todos males? Perante a estes males praticados em nome de um punhado de gente que se considera dono de Moçambique, acha, o Partido Frelimo que o povo tem confiança nele? Acha mesmo que um povo humilhado aceitaria? Falando ingenuamente, que o Partido Frelimo experimente não amedrontar a população nas próximas eleições usando e instrumentalizando a polícia que a priori deveria defender o próprio povo, que experimente não criar confusão nas campanhas com seus grupos de choques que agride membros de outros partidos, que experimente apreender quem vandalizar ou sabotar campanhas eleitorais de outros partidos, que experimente não encher as urnas. Se assim proceder verá na cara o que o povo quer e sente desta Frelimo actual. Por último, se estes depoimentos de antigos combatentes são importantes que se reflita e se utilize para alavancar a moral ja inexistente em quase "todos" partidários do Partido Frelimo.
A Frelimo como movimento de libertação que conduziu a luta contra o colonialismo Português é muito útil no xadrez político, mas também, a Frelimo actual arrogante que humilha e persegue os moçambicanos que discordam de suas práticas e ideias, que manda descontar ilicitamente salários dos funcionários do Estado, que encoberta a corrupção em todos sectores da vida pública em Moçambique é útil fora da política e administração do bem comum dos Moçambicanos. Deveria ser peça de museu. Caso não, que se estruture e busque o caminho do apoio popular honestamente.

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