sexta-feira, 30 de março de 2012

SISTEMA EDUCACIONAL MOÇAMBICANO E INTERDIÇÃO DO EMBELEZAMENTO DE CABELO

Escolas interditam extensões e barba em Maputo

QUARTA, 28 MARÇO 2012 00:00 REDACÇÃO


Mas que coisa hein! Perante esta notícia é incontornável expressarmos nossa indignação. O país de marrabenta continua a projetar rumos confusos como de alguém embriagado se tratasse. Estas práticas são descriminatórias. Isto demostra que Moçambique é um país excludente, ou seja, um país que descrimina seus integrantes.  A constituição da República diz: É punível nos termos da lei qualquer que seja a descriminação das pessoas por raça, crença, cor partidária, mas a nível micro desta constituição grupos isolados perpetua essa descriminação.
Aonde vai Moçambique?
Que escola é essa que insiste em excluir Moçambicanos na construção do país?
Estará esta escola a construir uma sociedade justa e incluisiva?
Que fizeram os cabelos das pessoas ao ponto de serem expulsas, interditadas de frequentar a escola? 
Que fizeram os dreads? 
Que fizeram as mechas e extensões? 
Qual é a culpa?
Moçambique tem questões muito importante e pertinente para serem tratadas. A pobreza, o nepotismo, a corrupção, a impunidade, as fraudes eleitorais cíclicas, A roubalheira do erário público, a falta de segurança, os maus atendimentos nos hospitais e em muitas repartições publicas, a falta de saneamento na maioria esmagadora centro residenciais e de aglomeração das pessoas. 
Que moral é essa professores? 
Que tal preocuparmo-nos da fraca qualidade do ensino por nós administrada? 
Os 40% a 60% do aproveitamento positivo em cada ano é sinônimo da má qualidade dos nossos serviço e dreads não contribuem em nada nesta negatividade. 
Que ironia hein! o professor anda a transitar alunos cobrando-os dinheiro, sexo. Não tem a visão crítica do que ensina e de como ensina, pelo contrário, se orgulha de pelo facto dos alunos depararem com problemas na sua disciplina. Isso, meus colegas é lecionar? Que ensino é esse?
Preocupem-se com a qualidade do ensino no Sistema Nacional de Educação. Tenha uma visão crítica do sistema e do que ensina e esbocem estratégias metodológicas que possam elevar vossas práticas e proporcionar um salto qualitativo no Ensino em Moçambique.
Parem de implantar a ditadura em Moçambique e como docentes que formem os homens do futuro, ensinem e promovem comportamentos que estimulem as liberdades individuais. Isso sim, proporcionará a criatividade, a imaginação e a inventividade nos nossos alunos e sobretudo nas sociedades moçambicanas. 
O país precisa disso para se desenvolver.

quarta-feira, 21 de março de 2012

A não agressão ao meio ambiente pode implicar boa saúde

A não agressão ao meio ambiente pode ser implicar boa saúde
É, trago aqui um vídeo que reporta práticas construção de fossas sépticas sustentáveis,  econômicas e de baixo custo para todas camadas sociais, e, em particular as camadas mais necessitadas das populações, tanto no meio rural como no meio urbano periférico. 
Este vídeo foi extraído no youtube. Vamos assistir?

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A EXCLUSÃO RACIAL E SOCIAL NO DISCURSO E NA PRÁTICA


Dia 21 de março, estava a assistir o programa de notícias da televisão Record, Fala Brasil e me deparo com a notícia referente a um grupo de criminoso de aproximadamente sete (7) integrantes, um (1) homem e seis (6) mulheres. O grupo que se intitula Gang das Loiras rouba, sequestra e com os cartões de crédito das vítimas fazem compras gigantescas em lojas, supermercados e em shoppings.
Um detalhe me chama atenção em torno da descrição do grupo, esta feita pela repórter da TV Record.
Segundo a repórter:
- o grupo é composto por sujeitos de classe média alta, portanto, pessoas com poder aquisitivo acentuado, um homem e seis mulheres, todas loiras de boa aparência, bem vestidas, pessoas das quais não se projeta suspeitas.
Ora vejamos estes dizeres e tentemos abstrair os sentidos aqui presentes. Primeiramente, é interessante questionarmos, o que é uma boa aparência neste caso deste grupo de meliantes?
Que podemos entender por boa aparência incisivamente vincada pela repórter?
É do conhecimento de todas as pessoas, negros brasileiros e não só que, um sujeito de raça negra quando está no meio social, a interpelação com pessoas da raça branca suscita desconforto, preocupação e repulsa. As mulheres escondem as bolsas; nas lojas, os seguranças ou as atendentes o colam, monitorando-o até sair.
Nos autocarros (ônibus), em um acento (duplo) do lado ocupado por um não loiro (negro), supostamente não de boa aparência é preenchida depois que não resta nenhum lugar vazio. Existem casos em que mesmo não havendo mais espaço para se sentar, sujeitos brancos optam em ficar de pé. A impressão que nos toma é de se tratar de simples comportamento involuntário, livre de anomalia, afinal as pessoas estão livre de escolher entre sentar e não sentar.
Num outro cenário, em um passeiocalçada sem muita movimentação de repente uma pessoa branca, provavelmente de “boa aparência” e maioria dos casos idosa vê uma pessoa, provavelmente não de boa aparência, um homem negro, a atitude de inquietação, medo deixa se escapar. Se a estrada não estiver movimentada por carros atravessa para outra calçadapasseio paralela.
Quem não se lembra da agressão, violência e prisão de um indivíduo de raça negra em num estacionamento de um supermercado de São Paulo?
Este indivíduo se encontrava em seu carro tipo ecosport  junto com sua filha (criança), a espera da esposa que estava dentro do estabelecimento. De repente se viu abordado com violência e tirado do carro, chamboqueado (batido com cassetete) pelos seguranças e em cumplicidade com um polícia que se fez ao local. A sua culpa era de ter furtado o seu próprio carro. Os sujeitos de não boa aparência são suspeitos e motivos de perseguição quando tiver bens que apontam o poder aquisitivo. Em Porto alegre, no início do ano de 2012, dois estudantes congoleses foram apontados arma de fogo e imobilizado no autocarro por, simplesmente possuírem sapatilhas de marca Adidas, portanto, caros para sua não boa aparência. A policial da Polícia Militar de Porto Alegre os apontou a arma, mobilizou aparato policial para apreender os estudantes africanos.
Na luta pela procura de emprego, a boa aparência é tida como a mais preponderante e à frente das capacidades, a formação que o indivíduo possa ter. As repartições públicas e privadas estão repletas pelos sujeitos de “boa aparência”, pessoas acima de qualquer suspeitas. Neste cenário, o mais interessante é que a esmagadora maioria de funcionário das empresas e instituições públicas e privadas no Brasil é composta por indivíduos de raça branca, exceto nas funções mais subalterna, neste caso, funcionáriosas que fazem a limpeza e segurança. Em alguns casos, mesmo nestas tarefas subalterna, em instituições de grande gabarito valorado, as tidas como de prestígio, no cenário em que o salário é acentuado são desempenhadas pelos indivíduos de raça branca.
É facto que inexistem pessoas de raça branca, loiros na coleta de lixo, loiros garis. Se existirem é em número bastante reduzida, com percentagem menor, ou seja, poucas pessoas.
Pessoas não loiras e, sobretudo negras, não de boa aparência permanecem em grande número fora do mercado de trabalho e fora da escolarização superior. Estas pessoas, usualmente frequentam as escolas públicas, estas isenta de investimentos acentuados em infraestruturas pedagógicas que elevem a qualidade da sua formaçãoescolarização deste grupo racial. Esta situação é alimentada pela falta de políticas consistentes de integração racial e leis que podemos significa-las como familiares e subjetivas que abrem espaço para muitas interpretações nos órgãos da justiça e, consequentemente não punem e nem responsabiliza ninguém pelos atos da exclusão racial e social.  
Perante aos cenários acima descritos podemos constatar que em países onde as bases sociais foram construídas nos alicerces da discriminação racial, na exclusão social e a violência social, o estar e ser branco, o pertencimento a uma categoria social projeta vantagens sociais em detrimento de outras raças. À primeira vista, estes indivíduos, pessoas das quais não se projeta suspeitas carregam consigo a aparência inofensiva e desarma os seus pares, portanto, de boa aparência e não só, algo oposto aos não de boa aparência e, em muitos casos de raça negra, estes alvos de todos os tipos de descriminação, exclusão racial e social.

Nota:
- As palavras racial e social não tem o tratamento igualitário neste texto. Exclusão racial é uma coisa e a exclusão social é outra, apesar de caminharem de mãos dadas.
- Informação importante: última semana de abril de 2012, o supremo tribunal Federal aprovou a constitucionalidade das cotas raciais para entrada nas instituições de ensino superior do Brasil

terça-feira, 20 de março de 2012

Formação Superior de Qualidade: que formação é essa?


É justo que dirigentes proferem discursos que estimule a sociedade a se empenhar na construção do país. Está de parabéns sr. Primeiro Ministro. Continue com esta tarefa.
Só para enriquecer este discurso, se me permite, gostaria de enunciar que não basta a formação superior de indivíduo. Bom! Dizendo bem, não basta formar só por formar. Toda formação tem uma certa finalidade, propósito. Contudo, em muitos casos podemos instituir instituições de ensino superior, gastarmos tempo e dinheiro e ao fim ao acabo termos como resultado a formação que não consiga atingir os objectivos que cogitamos. 
Isso pode advir da implementação de Curricula equivocado, currícula que não projecta a criatividade, a imaginação, a inventividade. 
Falando concretamente do ensino em Moçambique, é notório um ensno enciclopédico, um sistema educativo virado na aquisição das respostas em detrimento da visão crítica, do questionamento. Sabe-se que ensino desta natureza conduz os sujeitos à decorar, a cabular, a plagiar.
Sabe-se que em certos casos, se não muito, os currícula de determinadas instituições do ensino superior são copiados em modelos de outros quadrantes do globo sem que se estabeleça diálogo com a nossa realidade, com nossos propósitos. Implementamos currícula sem observarmos que um currículo trás consigo elementos idiossincrásicas de um determinado povo, modelo de vida. O resultado disto é descalabro, a não qualidade dos formados.
Por outro lado, a não existência de uma política de formação em serviço, previamente traçada pelo Estado Moçambicano, certamente empurra estes estrangeiros a recorrerem na mão de obra de outros países. 
O que nós, aliás o estado pretende  quando aceita empresas multinacionais a explorarem recursos de nosso país? Qual é o propósito destas conceições a empresas estrangeiras? É para o desenvolvimento de Moçambique? Que Moçambique? Nos cidadãos de Moçambique? Na implantação das infraestruturas? Na melhoria das condições de vida destes? E que o estado entende como melhorias de condições de vida das populações? Será que o tal entendimento entra em consonância com o das populações e das sociedades moçambicanas?

segunda-feira, 19 de março de 2012

Criação de suínos: Ciclo completo

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Quando o “povo” manifesta filiação ao discurso belicista


O trabalho ideológico foi bem elaborado. Pessoas reclamando de tudo e consciente da desordem, mas que perante a um sujeito da oposição que nunca lhes mostrou suas capacidades se põem a denegri-lo. Sofredores a zombarem de um sujeito que reclama da zombação do zombador que agudiza o descaso, corrupção, falta de transporte e tudo. Que ironia. O indivíduo grita pelo salvamento, mas os que com ele compartilham o sofrimento, carência falam mal dele e o manda calar a boca. Provavelmente os sofredores pensam que o sujeito abastado de seus impostos, aquele que está na mesa farta a comer caviar irá se lembrar de lançar migalhas. Eles adoram ficar na esperança. Adoram apertar o cinto, esperando o futuro incessantemente anunciada, mas que tarda e teima em chegar.
Pena que palavras descabidas sem reflexão saem de sujeitos zombados que se apresentam como intelectuais (bem! é o que se mostra).
Os dizeres espelham a identidade de um indivíduo e, em certos casos podem o despir ou des–credibilizá-lo. A ku mbunya! Por favor! Vamos honrar a nossa moçambicanidade ou sigla. Ao enunciar, por exemplo, que:
 - E que informações são essa de querer se matar o Djaka se ele já é um homem morto e não faz mal a ninguém...
- Que venha o hospicio para os loucos..... Dhlakabunda
- Ilidio...Dhlakama se morrer nao teremos rádio de piadas. Mostram a ignorância para com algo sério que está a acontecer em Moçambique. Aponta para o abismo, que cidadãos com ideias próprias estão condenados. Mostra um povo que a cada dia está alienado e ideologizado pelo discurso inflamatório e belicista. Indica o perigo.
No princípio do mês de março assistiu-se a invasão de uma sede da oposição em Nampula pelas forças governamentais, acto que ocorreu sem necessidade de ser, simplesmente para cumprir agendas partidárias minando a paz. Nas eleições intercalares do ano passado, a polícia chegou a ocupar a sede do MDM, partido da oposição, inçando a bandeira do partido no poder, para além de espancar populares.
Somando a estas palavras fica a sensação da insegurança contínua e não se visualiza direito se os dizeres proferidos acerca do líder da oposição podem ser resumidos dentro da ingenuidade, ironia, ignorância ou a certeza de ser! Será que se tem ideia em torno da real situação política em que se está atravessar Moçambique?
Será que a exclusão política, as fraudes antecipadamente orquestradas nos pleitos eleitorais, as atrocidades que elementos de ordem e segurança perpectuam nas populações e em colectividades disfóricos para com o partido no poder, visando esmagar, matar a liberdade de expressão em Moçambique não diz nada em relação a juízo de valores comuns? 
Ao ver os comentários acerca das notícias do jornal opais deste dia 19/03/2012 http://www.opais.co.mz/index.php/politica/63-politica/19481-renamo-acusa-frelimo-de-preparar-forma-de-assassinar-dhlakama.html deparo-me com discursos belicistas, maliciosos que nada contribuem para a paz no país. Deveria se evitar deboches e exporem-se pensamentos construtivos.

domingo, 18 de março de 2012

O Imperativo da formação qualitativa de policiais

Mais de 150 agentes policiais licenciados graduados pela Acipol

SEXTA, 16 MARÇO 2012 00:00 REDACÇÃO

Nesta semana foram graduados novos oficiais da polícia da República de Moçambique. São necessários, de facto, polícias bem formados, com valores, incentivos e motivados na República de Moçambique. Não basta formar homens só por formar. A este ponto, não se restringe apenas na formação policial, mas em todos sectores educativos. É necessário formar indivíduos com carácter e com valores assentes de justiça, nas leis e no cumprimento da constituição do país. Pessoas com conhecimentos do direito e direitos humanos.

É preciso, para a construção de um país coeso e com equilíbrio social, que acabe se com situações que viola os direitos humanos nas esquadras do país e cenas incongruentes como, por exemplo, de um cidadão que recorre a esquadra com intuito de ver seu problema, contencioso resolvido, mas por sua vez, em detrimento de orienta-lo ao bom senso de justiça constitucionalmente traçada é a mesma polícia que entregam a intimação para o mesmo lesado entregar a seu agressor na sua casa. O agressor vira oficial de justiça, que ironia! Coisas de gênero acontecem em Moçambique. O sujeito já foi humilhado, agredido, levou pancada e foi queixar na polícia, mas os que deviam velar pela sua segurança, o dão intimação para entrega-lo no seu agressor, ou seja, ser humilhado outra vez! Que as estruturas competentes do Estado coloque nas esquadras um oficial da justiça com poderes de fazer cumprir a lei.

Tentem acabar com situações que se verificam na vida urbana. Um polícia não tem vergonha em chamar um cidadão branco ou de origem árabe por patrão!

O patrão da polícia é o povo e o Estado moçambicano. Evitem ou acabem com os subornos, a corrupção presente na vossa corporação, pois desqualifica o vosso trabalho perante o cidadão, além de vos descredibilizar junto à sociedade.

Outra coisa! Como sujeitos formados e conhecedores das leis, tentem acabar com sectores policiais que resolvem problemas nas esquadras, recorrendo ao senso comum, ao senso cultural em detrimento das leis previamente traçadas para orientar a sociedade.

A Pobreza dos Povos Africanos

De facto os povos africanos sofrem muito. As políticas trilhadas pelos dirigentes africanos, aliado ao medo pelo ocidente que a todo custo perpetua a colonização, a alienação, deixando seus povos a viverem na penúria. Se em outros cantos, a riqueza de um país em recursos naturais é indicativa do bem estar de seus povos, no continente africano, significa guerras, sofrimento, exclusão, perseguições políticas e ditaduras. Os dirigentes querem se garantir no poder, mancomunando no roubo dos recursos em favor da Europa e dos EUA. Assim, seu poder permanece intocável. Apenas é posta em causa se o "patrão europeu se sentir inseguro. Dirigentes que teimam em desafiar interesses ocidentais acabam por morrerem em nome da "democracia" e liberdades individuais. Assim foi a vida e um Estado prospero da Líbia e seu líder Kaddafi. Dirigentes que cumprem interesses ocidentais são bons rapazes, apesar de seu povo viver na penúria. Assim vai o governo de Zedú (nome escovinha) Angola, José Eduardo dos Santos em Angola, Obiang da Quinné Equatoria, Nigéria, Sudão, Sudão do Sul, etc. etc. Povos destes governos sofrem com as perseguições políticas, a falta de liberdades individuais, a falta de distribuição de renda equitativa apesar se seus países possuirem requezas incalculáveis  de grande valor comercial mundialmente. A riqueza deste países beneficia exclusivamente as multinacionais e os países de origem. Para de ter uma ideia, em Moçambique, país que recentemente está a entrar na rota dos recursos naturais valiosos como o gás naturais, carvão mineral (explorado pelas empresas australianas, Chinesas, indianas, brasileira-Vale), a instalação de fábricas de alumínio para o fornecimento da Boeing, o maior contribuinte para o orçamento do estado, aquele orçamento para mover a máquina governamental e o Estado é o sector das actividades comerciais informais. O camelôs/dumba negue, os mukeristas/sacoleiros contribuem com 70% do orçamento do Estado e os mega-projectos, as multinacionais ocidentais e asiáticos com apenas 4%. O Resto do dinheiro vem de donativos ou clube de paris.
Não irei atribuir juizo de valores neste cenário. Deixarei esta tarefa para o leitor. Será que este cenário é legítimo?