sábado, 30 de junho de 2012

TERMINOU HOJE O EVENTO COMEMORATIVO - CELEBRANDO MOÇAMBIQUE

CELEBRANDO MOÇAMBIQUE FOI UM EVENTO COMEMORATIVO DOS 37 ANOS DA INDEPENDÊNCIA DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE E ENVOLVEU A PARTICIPAÇÃO DE TODOS MOÇAMBICANOS RESIDENTES EM PORTO ALEGRE, BRASILEIROS E CIDADÃOS DE ALGUNS PAISES AFRICANOS.
ESTA CELEBRAÇÃO OCORREU NOS DIAS 25, 27 E 29 DE JUNHO,
EM PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - BRASIL E
FOI REALIZADA ATRAVÉS DE PALESTRA, EXPOSIÇÃO DE OBJETOS ARTÍSTICOS, PROJECÇÃO DE SESSÃO COMENTADA DE FILMES ACERCA DA HISTÓRIA, ECONOMIA E O TURISMO EM MOÇAMBIQUE.
PARABÉNS A TODOS MOÇAMBICANOS NA DIÁSPORA E NÃO SÓ.
PARABÉNS A TODOS OS HEROÍS MOÇAMBICANOS.
PARABÉNS A TODOS OS INDIVÍDUOS SINGULARES E COLETIVOS QUE CONTRIBUEM POSITIVAMENTE NA LUTA PELA PAZ, PROSPERIDADE ECONÔMICA E SOCIAL DE MOÇAMBIQUE.
MOÇAMBIQUE HOYÉÉÉ

sexta-feira, 29 de junho de 2012

VIDA DOS JOVENS NA CONTEMPORANEIDADE: Que desejos são esses?

Treze horas e trinta e sete minutos, estou a assistir o jornal Hoje da televisão Globo. Um tema que me desperta atenção por ser de vital importância nas sociedades urbanizadas e de consumo.
“Jovens de 18 a 25 anos estão cada vez mais se endividando”. No desenvolvimento desta matéria é realçado o crescimento do número de devedores jovens no Brasil.
Perante este assunto, me pus a refletir acerca da vida juvenil não só no Brasil, mas também em outros contextos socioculturais e políticos de outros países. Transportei-me para a realidade juvenil de Moçambique, meu país. O estabelecimento deste paralelismo é devido à proximidade dos hábitos juvenis que caracterizam este período do século XXI em quase muitos países e em todos os cantos do mundo. O Consumo.
Assim, com esta abordagem pretendi mostrar que as situações de consumo e seus desvios, motivo de preocupação aqui no Brasil têm similaridades com as dos jovens moçambicanos, embora com algumas pequenas diferenças, de acordo com a situação econômica, cultural.
Este tema não só é importante e instigante, ele desperta preocupação em torno da vida dos jovens e não só, da sociedade no todo.
O desejo do jovem de fazer a diferença, de ser aceite no seio de seu grupo ou circulo de amigos provoca a corrida pelo acúmulo de bens materiais, trajes diferenciados, sapatilhas de marcas famosas, joias, carros, alimentação e entrada em restaurantes e boates sem planejamento consoante ao poder financeiro, viagens, tratamentos de beleza como apliques, extensões, mechas caríssimas e perucas. Outros jovens estão na corrida pela obtenção da nova tecnologia de informação, celular mais avançado, game, tablet ímpar ou computador da última geração mesmo que o uso deste se restrinja apenas na aplicação básica elementar, escrever e acessar conteúdos que qualquer máquina tenha. O jovem preocupa-se em fazer a diferença junto de seu grupo ou circulo de amigos.
Contudo, o processo desse acúmulo costuma se mostrar através do consumo desenfreado sem planejamento, sem visibilidade na vida futura. O presente é desfrutado com vigor e sem ressentimento. O consumo da juventude contemporânea em muitos casos observa o processo de acúmulo dos bens materiais com cepticismo, daí que por vezes somos interpelados com notícias de jovens que acabam nas estatísticas do endividamento, da prostituição, dos crimes organizados, etc. Outros mancebos optam pelo endividamento, pelo mundo da criminalidade, prostituição, a promiscuidade nos relacionamentos entre outras atitudes de modo a alimentarem seus desejos desenfreados de consumo. A concupiscência faz o estilo de vida.
Adicionada a esta situação encontramos um estar juvenil que se constitui em casa. Pais ausentes na vida dos filhos ou que se abdicaram do papel de autoridade na vida dos filhos, envergando apenas o de amigo tentam suprir sua ausência ou autoridade a partir da satisfação material, financeiro aos filhos.
Existe a crescente troca de papeis familiares nas sociedades em via de desenvolvimento industrial. Enquanto recentemente filhos buscavam atenção dos pais, os ouvindo e respeitando no momento atual são exatamente os pais que estão ávidos pela atenção dos filhos. Os pais morrem de ansiedade em querer saber se o filho o ama ou não. Assim sendo, tentam satisfazer o filho e esquecem-se dos valores que eles receberam de seus pais e entulham os filhos do dinheiro e outros bens materiais.
A este respeito o pesquisador e filósofo Mario Sergio Cortella (2011) em seu livro “Não nascemos prontos”, denomina estes jovens por “geração Miojo”. De fato ninguém nasce pronto e se gasta com o tempo, mas sim, nascemos despidos de valores, ideologias. A nossa posição, posicionamento, os valores, adquirimos depois de nascermos a partir da interação com outras pessoas, com o nosso meio circundante. Em cada contato e interpelação tiramos algo.
Assim, a família, os amigos, conhecidos e a sociedade em geral constituem-nos. Neste estar todas gerações são feitas ou constituídas; inclusive a geração miojo, com compaciência ou sem paciência de esperar pela mobilidade natural das coisas.
Em torno deste panorama um fenómeno desperta atenção e reflexão em Moçambique. Nos meios urbanos onde coexistem a classe abastada e muitos carentes em recursos materiais e alimentares, jovens e alguns adultos aderem à prostituição, oferecendo serviços sexuais a indivíduos com poder aquisitivo do sexo masculino ou feminino.
Neste estar cresce relações homo afetiva, portanto, relações antes pouco visíveis.
A corrida pela obtenção de bens como motociclo, carro ou outros bens de consumo diferenciados e usualmente vistos com pessoas com poder aquisitivo acentuado catalisa relações afetivas que antes não existiam ou provavelmente abafadas antes. Na procura da moladinheiro vale tudo.
Jovens do sexo feminino com poder aquisitivo baixo, com salários baixíssimos ou sem renda desfilam pelas ruas, sectores institucionais da cidade enfeitadas com cabelos de apliques, extensões caríssimas e superiores a seus salários.
Dos jovens do sexo masculino, já se ouvem discursos como – “eu não sou feito, eu é quem faço”, como se isso não o envolvesse e não ter o prazer.
Esta situação que se diferencia em cada sociedade e país instiga um repensar apurado nos aspectos de consumo, na educação para a economia familiar e individual napela escola e na família.
Jovens optam por esta via devido, provavelmente à falta da separação entre o estado de ser que vivencia no lar, condição que advém do longo processo de vida de seus pais e a vida futura, autónoma que o jovem, filho deva viver. Não observando o processo, muitos querem viver a vida que vivenciava na sua família. Querem o estilo de vida que levavam junto da sua família, de seus pais.
Entretanto, seus pais construíram aquele estar ao longo dos anos e assim, sendo é legítimo que enfrentem desafio, construindo as suas vidas, que saibam que o ter dinheiro, bens é um processo árduo onde a formação, a criatividade, a inventividade, a imaginação e a ousadia fazem parte do processo. É claro, dentro de certos valores.
Cossa, Lourenço

quinta-feira, 21 de junho de 2012

ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP): Rio + 20 – Que temos com isso?

Que esta palavra quer dizer no concreto? Já me acostumei a ouvir esta palavra e, ela vem soando principalmente neste período em que se realiza a Conferência Mundial do Meio Ambiente intitulado Rio + 20. Aqui no Brasil, esta palavra suscita discussão, consenso e discordância no cômputo político, nos agricultores e defensores do meio ambiente. Cada vez mais a agricultura, a construção civil é pressionada a caminhar paralelamente com as políticas de preservação estatais e defendidas também pelas agências de preservação ambiental civil, tanto nacional como estrangeiras.   

Defensores ambientais, partidos com a filosofia da defesa do meio ambiente como os partidos verdes, Organizações não governamentais, insistentemente cobram do governo atitudes contundentes para quem destrua as matas, as nascentes dos rios, córregos entre outros espaços importantíssimos que são considerados como essenciais para a continuidade do fluxo das águas, das matas, para os diferentes animais inclusive a espécie humana e para evitar-se as erosões e deslizamentos de terra.

A lei ambiental aprovada recentemente, embora não reunir consenso entre os ambientalistas e os agricultores, destaca a obrigação de se reservar uma percentagem de espaço mata nativa em uma determinada fazenda ou sítiomachamba, aproximadamente 15 a 20% e no caso desta fazenda ou sítio possuir ou ter um rio, afluente ou nascente é obrigado por lei deixar a mata ou reflorestar as margens em uma medida de 10 a 15 metros aproximadamente. Esta proteção é denominada Área de Preservação Permanente.

É a esta situação que escrevo este texto com intuito de estabelecer paralelismo entre o que se defende aqui e o que se defende lá, em Moçambique.

A primeira vista ficará um pouco constrangedor o querer abordar este assunto a partir de uma situação em que envolve dois países diferentes politicamente, economicamente, culturalmente. De fato, são países diferentes em todos os sentidos acima referidos. Contudo, no tocante às questões ambientais podemos dizer que um mais um é igual a dois, ou seja, Moçambique e o Brasil são países signatários às questões ambientais e, todos estes países possuem órgãos estatais e civis que tratam e estão preocupados por este tipo de assunto. Ademais, Moçambique e Brasil estão neste momento com a representação presidencial na Conferência do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, o RIO + 20 na cidade do Rio de Janeiro.

Portanto, Moçambique está representado pelo seu chefe de estado, o Presidente da República Armando Guebuza, condição que implica a importância deste evento e daí, não se pode subtrair o país das responsabilidades para com o meio ambiente no que envolve a terra, a água, as nossas matas como no que afeta ou afetará nós humanos.

A questão é, será que a nossa participação nestes tipos de eventos mostra de fato a nossa preocupação no entorno das questões do ambiente ou simplesmente gostamos de participar para amostrar, para fazermos ver a outras nações e entidades que estamos ai no mesmo barco?

Moçambique tem sido nos últimos anos a ser atração dos investimentos em vários sectores da economia, seja na construção civil, extração dos minérios e de outros recursos naturais. Assim, o país ou a sua economia crescem anualmente entre 5 a 8%. Estes fatores o coloca em evidência no cenário mundial e daí ser urgente a pertinência das suas políticas econômicas e ações virar-se para o desenvolvimento sustentável de modo a não colocarem seus habitantes, povos sob risco.

Sabe-se que de fato o Estado moçambicano tem na sua grelha de leis, as leis ambientais e os discursos políticos de vez em quando mostram a preocupação acerca do meio ambiente, mas será que esta preocupação pelas questões ambientais é colocada em circulação nos discursos públicos quando os interesses exclusivamente individuais da elite no poder são colocados em cheque ou concretamente existe a preocupação pelo futuro do país sem interesses umbilicais?

Se é que afirmativamente existe esta preocupação nas questões ambientais e desenvolvimento sustentável, que ações, no concreto são tomadas e que demostram de fato a existência desta preocupação em Moçambique?

Entre 2010 e 2011 em uma ação ambiental em que envolvia a sociedade civil e o governo junto com a empresa de fundição de alumínio, a Mozal, o governo moçambicano se mostrou fazer parte e interessado nas ações de processamento de alumínio desta sem filtros na liberação dos agentes poluentes e nocivos à saúde humana. De todas as ações em que a sociedade civil moçambicana propôs de monitoramento independente das ações by-pass desta empresa, o governo moçambicano ressachou todas, colocando as populações indefesas.

Na problemática das ações nefastas e humilhantes da empresa mineradora brasileira Vale, contra as populações nativas de onde foi instalada a empresa, o governo moçambicano se colocou em favor desta empresa e inclusive, quando as famílias protestaram pacificamente mandou as forças policiais de repressão, a chamada Força de Intervenção Rápida para espancar e destruir toda a esperança de ver os problemas da população causados por esta empresa multinacional, a Vale resolvidos. Em outro desenvolvimento, o ambientalista Jeremias Vunhanje depois de ser impedido de entrar no Brasil pela Polícia Federal no aeroporto para participar da Cúpula dos vitimas pela Vale no Estado do Rio de Janeiro afirmou, depois de ser autorizado a entrar pela segunda vez, que o governo moçambicano junto com a empresa Vale estava mancomunado contra ações que denunciam os atos ambientais perpetrados por esta multinacional brasileira contra os moçambicanos.

A outra questão que se coloca neste momento é, na qualidade de estado, sujeitos singulares, coletivos, que Moçambique está a fazer ou tem feito em prol da preservação de suas matas, nascentes, rios, lagos e lagoas?

Sabe-se que o desmatamento das matas e em torno das nascentes e nas margens dos rios acarreta na erosão e de certa forma o sumiço do percurso das águas. Certamente, alguns moçambicanos já presenciaram situações em que em um determinado lugar existia córregos, nascentes ou lagoa e que a partir de certo tempo, na maioria dos casos depois do lugar ser desmatado ou instalado residências, aquele fio de água desapareceu ou houve erosão. Na cidade do Maputo, a capital do país, problemas de erosão do solo constituem a normalidade. Existem muitas populações que perdem e perderam seus haveres nos deslizamentos de terras ocorridos na avenida Jullius Nyerere, nos bairros Hulele, Laulane, Inhagoia, 25 de Junho, e em outras infraestruturas em todo país.

Situações destas advêm, provavelmente ao fato de não se ter feito estudo ambiental ou ter havido negligência ao ponto de se instalar habitações e outras infraestruturas ou ter havido desmatamento sem os cuidados necessários no tocante ao respeito pelo meio ambiente. É de recordar que casos desta natureza sucedem constantemente em Moçambique. A dissintonia no tratamento da questão ambiental entrenos órgãos estatais e ambientais é notória. A título de exemplo podemos visualizar o desmatamento dos manguezais na região do bairro Costa do Sol, a não consulta dos governantes aos ambientalistas ou a órgãos ambientais do mesmo governo quando se está para implantar infraestruturas sociais, privadas ou estatais.

Recentemente, os jornais surpreenderam os moçambicanos com os ambientalistas a questionarem as obras do anel rodoviário que provavelmente será implantado a partir dos meses de junho ou agosto. Os ambientalistas questionam o fato desta estrada de grande circulação de carros e camiões ter sido traçada para passar pela orla marítima, lugar de muita movimentação e lazer dos turistas nas praias do Costa do Sol até Xihango. O governo respondeu esta preocupação com a seguinte resposta: “Deixe-nos trabalhar”.

Singulares, coletivos implantam infraestruturas em locais inapropriados, perto das nascentes, córregos e lagoas sem respeitar as particularidades locais em nome do desenvolvimento.

Moçambicanos têm sede em ver as coisas acontecerem e a andarem e, isso é algo positivo. O país está se transformando em canteiro de obras, portanto algo positivo. Contudo, o respeito pelas questões ambientais é salutar, pois se alia o desenvolvimento junto ao meio ambiente, ou seja, o desenvolvimento do país e dos moçambicanos dentro da sustentabilidade.

Atualmente existem tecnologias ecologicamente corretas que possam auxiliar na preservação no meio ambiente. A instalação das habitações deveria, por exemplo, serem acompanhadas pela instalação de casas de banhobanheiros que possam poluir menos os lençóis freáticos (aqui neste blog apresento tecnologia relativamente apropriada no dia 21 de março de 2012. Contudo, existem várias, também de baixo custo). A água dos lençóis freáticos dos bairros Hulene e outros são exemplo claro do impacto ambiental surgido com a instalação inadequada das infraestruturas urbanísticas. É legítimo afirmar que um desenvolvimento humano ou infraestrutural que prese a respeitar a harmonia no ecossistema é mais atrativa no cômputo geral, ou seja, na sua integralidade.

Cossa, Lourenço

domingo, 17 de junho de 2012

CRIMES DA INTERNET: Que podemos dizer dos perfis com crianças e fotos de personalidades?

Hoje irei falar acerca da interação nas redes sociais, mas concretamente os constrangimentos advindos do uso das redes sociais, estes que se desenvolvem e podem surtir em crimes cibernéticos, ou seja, crimes da informática.
A abordagem deste tema se insere no acontecimento que é ou foi notícia nos últimos dois meses aqui no Brasil. Estou me referindo a invasão do computador da atriz Carolina Dieckman, seguido da usurpação das fotos em que a atriz aparece na sua intimidade, ou seja, nua.
Nisso, tentarei apontar certos casos da utilização meio ingênua das imagens como identidade do perfil pelos internautasutilizadores nas redes sociais como, por exemplo, no facebook, netlog, Orkut, entre outras pelos jovens em Moçambique. O foco neste assunto visará hipoteticamente provocar a mudança de comportamento.
Explicitando o sucedido com a atriz Carolina Dieckmam, foi noticiado na imprensa que os hackers, indivíduos que têm conhecimento profundo dos sistemas de rede da internet e com capacidade de entrarem nas redes de computadores ligados a internet, penetrando ou invadindo nos computadores, e-mails, facebook e em outras redes sociais indevidamente. Estes indivíduos conseguem invadir o computador ligado à internet sem a senha do respetivo dono do e-mail ou do computador. Os sujeitos invadem o computador em rede, usurpam senhas, provocam o colapso dos sistemas de rede se suas invasões se destinarem para prejudicar o funcionamento de uma empresa. São os ladrões, os terroristas e agressores da era pós-moderna.
Os Hackers conseguiram entrar no computador desta jovem atriz, copiando suas fotos de intimidade, ela nua e seguidamente iniciaram com as chantagens que consistiam em coagi-la a desembolsar dinheiro no valor de R $ 10000,00 (reais).
No permeio de seus intentos de extorsão ela foi firme em responder positivamente contra seus detratores. Perante esta atitude vertical da atriz, os Hackers postaram tais fotos na rede mundial de computadores e mais concretamente nos sites de pornografia. Sabe-se que esta atriz é conhecida aqui no Brasil e em outros cantos do mundo pela sua persistência na negação em pousar nua na revista masculina da Playboy.
A invasão de privacidade feita com a divulgação de suas fotos nua, dentro da sua intimidade em sua casa postado na internet constitui grande constrangimento e agressão aos seus valores e a sua moralidade.
Uma coisa é a mulher ou o homem tirarem fotos junto de seus companheiros como parte de afeto entre ambos e a outra são essas fotos serem usurpadas e servirem de chantagem emocional para extorsão por dinheiro e serem publicadas nas redes sociais ou ao mundo sem o consentimento dos donos ou proprietários.
É exatamente isso que aconteceu. A ação dos Hackers constitui crime cibernético e é sujeito a penalidade nos termos de lei, o encarceramento.
Falando disto, há que referir que nem todos os países já contextualizaram suas leis para com este tipo de crime de utilização indevida da rede mundial de computadores, inclusive aqui no Brasil.
Entretanto, apesar destas leis ainda não terem sido definidas, este crime cuja atriz acima referida foi vítima será enquadrado na categoria de outras leis cujo detalhes no seu desenvolvimento se enquadra como a da extorsão que os detratores Hackers produziram quando a obrigavam a dar-lhes dez mil reais, a da formação de quadrilhas, pois a polícia especializada nestes tipos de crimes cibernéticos (os Hackers policiais) constatou que nesta chantagem participaram aproximadamente três (3) delinquentes da internet e, também, serão condenados pelo crime de ofensa e danos morais.
Acontecimentos desta natureza não são novos nos espaços sociais na internet. Muitas mulheres e homens, individualidades públicas como pessoas anônimas já sofreram com este tipo de crimes em todo mundo. Viram suas imagens intimas eou não, divulgadas e usadas para finalidades alheias às suas vontades. Isso é crime.
Contudo, em certos países, os governos ainda não colocam este tipo de crime nas pautas das suas legislações.
Apontando o caso concreto de Moçambique, tornou-se comum ver-se os internautas a postarem ou colocarem fotos de seus filhos ou fotos de outras pessoas, individualidades como identidade de seus perfis. Fotos de crianças são expostas nas redes sociais por seus parentes, pais, tios, irmãos.
A presença de uma foto nas redes sociais é susceptível de ser compartilhada por muitas pessoas e pode ser copiada por outras para finalidades diversas. Quem é que utiliza as tecnologias de informação, os power-point nas apresentações em escolas, faculdades e em redes sociais que ainda não viu fotos de crianças usadas por pessoas estranhas?
Em Moçambique, pessoas singulares e entidades públicas como jornais postam imagens de outras pessoas sem autorização dos respectivos donos. A ausência da legislação em torno deste assunto coloca a imagem destas pessoas vulnerável. Eu que escrevo vi há quadro anos a imagem da minha filha exposta no jornal da maior circulação, o jornal notícias sem meu consentimento. O redator do jornal não procurou saber ou obter o termo de consentimento meu para expor aquela foto cujo seu jornalista flagrou três crianças, uma minha filha a brincarem na areia e fotografando.
Será que os leitores ou os internautas imaginam com profundidade que consequências podem advir da exposição nas redes sociais de fotos das crianças?
Existem pessoas que podem manipular tais fotos ou colocarem nos sites de pornografia infantil, portanto, sites que promovem a ilegalidade, a pedofilia.
Nos países industrializados existem pessoas adultas, idosas que se satisfazem sexualmente por crianças e os sites que promovem estes crimes podem copiar e manipularem as fotos de filha ou crianças expostas, fotos que foram colocadas nos perfis ou no computador da casa para finalidades nefastas.
Outro detalhe, a pedofilia não se restringe apenas às crianças do sexo feminino, mas também do sexo masculino. Nas relações entre várias pessoas no mundo atual existem crimes que constituem novidade para muitas pessoas, principalmente em países menos industrializados, pois a exiguidade dos meios tecnológicos em tais pessoas e países coloca seus cidadãos fora da órbita interativa instantânea da globalização.
A população de Moçambique está neste cenário, fato que obriga o estado a ter atenção redobrada nestas tecnologias. Não digo para proibir-se e reprimir moçambicanos que usam as tecnologias de informação para difundir suas ideias, opiniões, mas criar mecanismos de controle dos excessos na apropriação destes meios tecnológicos com base nas leis específicas.

Cossa, Lourenço.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O NEOCOLONIALISMO DO BRASIL SOBRE MOÇAMBIQUE

Moçambique abra olho - Governante abra olho

Rio + 20: Conferência sobre o meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Este evento que é quase global e promovido pelas nações unidas tratará de debater temas ligados ao desenvolvimento sustentável e meio ambiente nos países signatários. Sabe-se que este tipo de evento não reúne consensos, entretanto é porta que proporciona debater assuntos referentes ao desenvolvimento dos países e nações sem a agressão ao meio ambiente a partir da adoção de atitudes, comportamentos, tecnologias que respeitem o meio e energias renováveis.
No permeio deste momento eufórico e disfórico entre os defensores ferrenhos do meio ambiente, material eou simbólico e os que advogam o capital, dinheiro acima de tudo e que advogam que o meio ambiente não constitui nenhum empecilho para o desenvolvimento, há que se dar destaque aos debates paralelos presentes neste evento, afinal falar do meio ambiente não abrange apenas a terra, as plantasarvores ou a atmosfera, mas também os meios simbólicos como a integridade física, espiritual dos povos, das culturas que se encontram ou sentem ameaçadas com o advento do desenvolvimento e produção do capital pelas empresas multinacionais sem o respeito pelos direitos elementares das pessoas.
É no meio desta situação que na quinta feira dia 14 de junho, o CSP – Conlutas - Central Sindical e Popular do Brasil coloca em circulação a seguinte notícia:
- Moçambicano convidado para atividade dos Atingidos pela Vale, na Cúpula dos Povos, teve sua entrada no Brasil negada.
Lê-se na integra:

14062012
“Acabamos de receber a denúncia de que o moçambicano e membro da justiça Ambiental Vunjanhe teve sua entrada no Brasil negada. Nesta quarta-feira (13), no aeroporto de São Paulo. Companheiro teve no passaporte o carimbo de “proibido a entrada”, apesar de seu visto não apresentar nenhuma irregularidade. O ativista é jornalista e vinha de Maputo – capital de Moçambique – com a delegação dos Amigos da Terra, para participar da atividade dos Atingidos pela Vale, na Cúpula dos Povos, evento que começa de 15 a 23 de junho. A notícia é bastante grave, preocupante e revoltante. Esse fato lamentável é digno dos tempos da ditadura e de um estado de exceção”. Depois de ver seu passaporte confiscado pela Polícia Federal, este foi imediatamente introduzido na sala do embarque e horas antes do voo de volta foi lhe devolvido e carimbado com selo de Impedido da SINPI (Sistema Nacional dos Impedidos e Procurados) do Departamento da Polícia Federal.  

Contextualizando, a Vale ou a Vale do Rio Doce, cujo de doce nada tem, é uma empresa extrativista, multinacional brasileira com participações de diversos capitais brasileiras e de outras nações. Esta empresa está já presente em alguns países a desenvolver atividades econômicas extrativa de carvão, minério de ferro entre outros.
Nos últimos tempos, precisamente no começo da década de 2000 iniciou a exploração de carvão mineral na província de Tete - Moçambique e goza de incentivos fiscais concedidos pelo governo moçambicano.
A sua estada em Moçambique já desponta preocupação da sociedade civil e de alguns agentes governamentais preocupados pelo desenvolvimento de Moçambique e não de suas barrigas, ou seja, o mesmo problema que semeou no Brasil no estado de Minas Gerais vale de Jequitinhonha, continua suplantando e perpetuando em Moçambique e em outros países africanos. Desloca as populações de suas terras de origem sem os emolumentos devidos, constrói cabaninhas tipo cubículo para uma população habituada em morarviver nas suas terras dentro da liberdade e em zonas com solos férteis para não aráveis, criando, assim, o descontentamento generalizado nas populações. Para a concretização destes desvios e práticas pouco éticas amplia seu domínio nas instâncias governamentais corrompendo agentes do estado corruptos.
Estas atitudes visam essencialmente à colonização, o empobrecimento, a humilhação dos moçambicanos.
O agravante destas ações contra o desenvolvimento sustentável, imperialistas e colonizadoras mostra que o Brasil, o estado e governo brasileiro são coniventes com os atos maléficos da Vale – Moçambique e que de Moçambique não tem nada a não ser a destruição do meio ambiente tanto material como simbólico dos moçambicanos e de Moçambique. Nas relações bilaterais entre o Brasil e Moçambique devem todos ganhar e não apenas o Brasil.
Com a postura do banimento da entrada no Brasil do Jeremias Vunjanhe pela Polícia Federal do Brasil, a empresa extrativa Vale demostra que seus tentáculos são alargados e aponta sua influência na estrutura do estado e governamental brasileira, fato que exatamente se evidencia com o tratamento ditatorial, criminoso despido dos direitos fundamentais humanos do ativista e jornalista moçambicano de não entrar no Brasil para participar das atividades dos Atingidos pela Vale, na Cúpula dos Povos, evento ligado ao Rio + 20.
O que na verdade teme o governo brasileiro ao impedir a participação deste cidadão da CPLP?
Demostra que os interesses do Estado e empresa Vale ultrapassa as leis e os direitos humanos e perante a esta atitude qual é o pronunciamento do governo moçambicano?

Cossa, Lourenço

terça-feira, 12 de junho de 2012

A CRISE DE IDENTIDADE DO “ESCOLARIZADO”: Existirá uma filosofia africana?


É ainda comum, nesta altura dos acontecimentos, século XXI – 2012, para bem dizer, neste período que se distancia do tempo colonial administrativo europeu sobre o continente africano ouvirem-se questionamentos como:
- Existirá uma filosofia africana?
- As línguas africanas serão capazes de exprimir sentidos públicos?
Pois bem, estes questionamentos emergem até ao momento atual como resquícios do pensamento colonizado e a re-emergência do olhar africano para consigo mesmo, afinal a colonização europeia não só se manifestou na opressão, humilhação material e física nos colonizados e seus territórios, mas também no espírito, na forma de pensar e agir. É exatamente esta forma de pensar e agir que questiona a existência de si, do africano cuja mente está em ebulição no permeio da cultura e sua forma de existir africana e por outro, os princípios da escolarização formal ocidental a que foi/está submetido até então. Por outro lado, apesar de progredir na sua escolarização forçada em línguas e culturas ocidentais, tenta lançar um olhar mais globalizado e, perante o Outro, objeto de desejo, mas não alcançado, se coloca na crise de identidade. Não consegue enxergar a presença dele mesmo, nele mesmo.
Assim, importa se saber que o continente africano não tem uma filosofia, mas várias filosofias. As suas línguas são capazes de exprimirem sentidos públicos, aqueles sentidos ou discursos que mediam a justiça, as questões administrativas, a transmissão de conhecimentos, etc. Muitos países africanos existem como países estruturalmente conhecida hoje, ao estilo ocidental, recentemente nos meados do século XX. Entretanto, seus povos possuem saberes milenar. Os povos bantus já fundia o ferro antes dos europeus. Tem a medicina milenar, a mesma que curou os nossos antepassados até a nós mesmos. Tem a religiosidade específica. Resolve seus problemas dentro de seus valores. Tudo isso é no permeio de uma determinada filosofia de acordo com cada povo, estado, império ou grupo étnico.
Um povo sem filosofia pode ser um povo sem a mente, sem nenhuma prática, sem nenhuma atividade. Isso é impossível de existir.
Portanto, existe filosofia e muitas filosofias no continente africano, pois existem mais de centenas de povos, distribuídos junto com suas línguas e culturas. Assim sendo não é somente uma filosofia, mas várias filosofias, afinal todos têm a sua forma de pensar, de significar o seu meio.
Portanto, certas dúvidas deste gênero provêm da nossa constituição, dos sujeitos escolarizados ocidentalmente e em particular dos conhecimentos constituídos da visão iluminista em que os saberes circundam em torno do homem “superior” europeu-branco. Saberes contemporâneos da mesma Europa já saiu ha bastante tempo desses questionamentos eurocêntricos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

XITHOKOZELO / POEMA


Estrela saltitante


Oh estrela saltitante

Mensageiro de vida sol

Faça desabrochar seus olhos afinados

A possibilidade do ver o não visto.

Salta saltitante falante

Na penumbra apaziguante de tensões inexistentes,

Em manifesto de mensageiro andante

Exprime seus gestos espiralados


Estrela saltitante fala

Seus sentimentos ofuscados no desejo sonhos

Sonhos oscilantes no querer adormecido

Desvelo sim


Oh estrela saltitante fala

Tu és espaço ofuscante de planeta luz presente

O percurso embalado no sonho fica eqüidistante

De tensões dependente sol

Oh planeta saltitante, tu és semeador das paixões.

                                                       
  Xikhosa 03

sexta-feira, 1 de junho de 2012

GREVE SIM, VANDALISMO NÃO: Queremos nossos direitos.

Recebi e-mail que avisava acerca da possibilidade da realização de uma greve que objetiva reclamar ou repudiar acerca do alto custo de vida em Moçambique. Lembra-se que greves de gênero já aconteceram no país e foram exatamente orientadas e realizadas com base nas mobilizações via circulação dos smstorpedos e e-mails. Pessoas sem rostos, cansados com as carências e aumento de preços dos bens necessários para suas vidas enviam sms e constituem uma rede complexa, desencadeando um levante popular para reclamar o custo de vida nas cidades de Maputo, a capital do país e Matola com replicas na província de Gaza.
Manifestações populares desta natureza aconteceram no dia 5 de fevereiro de 2008 e nos dias 3, 4 de setembro de 2010.
Estas manifestações são caracterizadas pelas depredações das infraestruturas privadas na maioria das vezes e também publica em menor escala. Lojas são saqueadas, queimadas, carros são depredados e queimados, pelas estradas são queimados os pneus, colocadas barricadas, a população mune-se de paus e pedras, fósforos e isqueiros, a polícia dispara indiscriminadamente contra a população usando balas letais e nisso, são mortas as crianças e jovens, portanto, as cidades se transformam em campos de batalhas: de um lado as populações e de outro as forças policiais armadas até aos dentes.
A questão é, por que as greves são caracterizadas pelas manifestações depredatórias e sem lideranças?
Lembra-se que constitucionalmente todos os cidadãos em Moçambique têm direito a fazer greve ou de se manifestar pacificamente, desde o momento que solicitem formalmente a sua realização na entidade constitucionalmente responsável.
Contudo, há que realçar que o governo moçambicano controla tudo e todos. O sector público não tem direito de se manifestar publicamente ou de fazer a greve. Os Sindicatos das empresas públicas e privadas não são entidades livres do poder político governamental. Estes são controlados e ligados ao governo e para piorar, a preocupação de seus elementos é a ascensão ao poder governamental, fazendo parte do mesmo sistema político, o mesmo cuja população, os trabalhadores reclamam de privá-los das condições básicas para sua sobrevivência.
Já houveram greves legais, autorizadas, mas impedidas de se fazerem às ruas. Já houve prisões nas greves pacíficas, aquelas cujos cidadãos circulam pelas ruas e avenidas pronunciando palavras de ordem e empunhando cartazes e dísticos, reclamando seus direitos. Nos anos anteriores, os professores fizeram greve e foram barbaramente reprimidos e tiveram a lição de nunca mais fazerem coisa igual. A greve dos magermanes, moçambicanos que trabalharam na extinta República Democrática Alemã (RDA) e que suas economias e fundos de pensões pagas pelo governo alemão ao governo moçambicano para encaminhar aos respectivos donos nunca foram depositados aos beneficiários, já custou à vida ou a integridade física de alguns destes compatriotas.  Outras greves reprimidas violentamente são dos desmobilizados e de outras entidades dos trabalhadores. São muitas pessoas que foram mortas ou presas arbitrariamente por reclamar seus direitos em Moçambique.
É nesta ordem das coisas ou situação que o pacato cidadão, não enxergando a luz verde no fundo de túnel ou se vendo desprotegido pelo sistema e privado seu direito as condições básicas como alimentos, transporte e a greve opta pelo vandalismo, portanto, algo não benéfico para ele e para o país, pois destrói tudo, bens dos cidadãos comuns e infraestruturas públicas. Para piorar é que este tipo de manifestação pública coloca retrocesso na vida de pessoas comuns, civis que nada tem a ver com o custo de vida. Estraga o carro de um civil, saqueia loja de uma pessoa que também está a lutar para sobreviver e, nisso, nenhum elemento do poder é diretamente atingido pelas arruaças do vandalismo.
Isto pode ser o desespero de moçambicanos que não veem alternativa viável para reclamar seus direitos básicos de sobrevivência. Eles enxergam aquele ato ser o mais apropriado para obrigar o governo a se mexer, a fazer qualquer coisa em favor deles.
Há necessidade de se criar uma nova consciência politica e social nos cidadão em Moçambique. O moçambicano deve saber que os problemas do custo de vida que o afeta não provem das ações de um Chapeiro (dono ou condutor de mini-autocarro de transporte de passageiro) e muito menos dos legistas do Xikheleni, Mahlazine, Komponi, Chamaculo, mas sim, das ações políticas governamentais que o coloca fora do sistema, da participação efetiva no desenvolvimento de seu país, ou seja, de ações políticas-econômicas que o empurra cada vez mais para a pobreza. Os dados recentes apontam que cada vez mais, agudiza-se o fosso entre os ricos e pobres e pior! Está aumentar o número dos pobres em Moçambique. Os índices numéricos de desenvolvimento econômico do país são altos e chegam a oscilar nos 5 a 7 dígitos anuais.  Contudo, estes valores numéricos de desenvolvimento econômico não se refletem na vida da maioria dos moçambicanos.
Há dois meses, a antiga primeira ministra das finanças na governação do ex-presidente Joaquim Chissano, Luísa Diogo concedeu uma entrevista em um jornal da praça, apontando a pobreza acentuada e a exclusão de muitos moçambicanos. Esta figura política de Moçambique vincou que a incidência desta situação poderia provocar a instabilidade no país.
Pois é, uma população que se sente ameada constantemente, com direitos limitados e existentes só no papel e nos discursos, mas não na prática é capaz de tudo. Vandalismo, a criminalidade, a anarquia são os sinais inequívocos de esse estar.
Urge se potencializar uma sociedade civil livre das garras e ansiedade de pertencimento ao sistema político vigente, uma sociedade civil não alienada e pouco manipulada, com voz na definição dos destinos do país. Só assim é que a população poderá usufruir de seus direitos consagrados na constituição, condições básicas para sua vida, lucidez nas suas lutas, conquistas e não ao vandalismo.
A educação para a cidadania (cidadãos críticos, participativos, inventivos, reflexivos e, sobretudo criativos) é uma das chaves para a paz e harmonia social.