domingo, 22 de dezembro de 2013

O PROVÁVEL SUICÍDIO DUPLAMENTE INCONSEQUENTE DO COMANDANTE DAS LINHAS AÉREAS DE MOÇAMBIQUE - LAM


COSSA, Lourenço

É triste. Muito triste ouvir que o despenhamento do avião das LAM foi efetuado intencionalmente. É mais triste ainda se saber disso perante um comandante aviador referido como experiente, credível! A coisa é séria se de facto, nas LAM/no social dos indivíduos em Moçambique se for o caso.


        
Mas como ser humano que sou que tento não botar todos os pés para um lado só, a dúvida meio... Sei lá!

Vejamos! Um despenhamento de uma aeronave de um país em via de desenvolvimento, pouquíssimo expressivo no compito de um país de proveniência do avião - Brasil, que se se tivesse detectado que o problema provinha de uma falha técnica, todos os esforços na elevação da marca Embraer estariam em causa. Não seria conveniente jogar-se o problema/culpa para uma companhia que já a priori está sendo banida de sobrevoar o espaço europeu?
 
Pode ser considerada absurda esta duvida, mas ela é oportuna sim. Não se está a descorar a provável veracidade do anúncio oficial, mas já logo no começo e, antes das investigações a partir das caixas negras, se dizia que o problema não era a falha mecânica. Como é que se sabia antes de se apurar o problema real?

Todos nós sabemos que a leitura das referidas caixas fora efetuada em outros países, os chamados desenvolvidos, neste caso os Estados Unidos da América, perante equipas dos países interessados e, mais, sabemos que existem lobbies internacionais.

Bom pode ser que não, mas também pode ser que sim.


22/12/13

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A SENSIBILIDADE DOS MOÇAMBICANOS PERANTE O NÃO HABITUAL

COSSA, Lourenço

O que podemos dizer acerca do governo de Moçambique em torno das questões sensíveis na vida humana?

Estamos em meio de duas semanas, período que surgiram acontecimentos de realce. Primeiro o despenhamento do avião da companhia aérea moçambicana – Estatal, as Linhas Aéreas de Moçambique, primeiro acidente do gênero depois da independência nacional.

O segundo acontecimento é referente à morte do primeiro presidente negro da República da África do Sul – pós-Apartheid, o líder carismático símbolo da liberdade, da inclusão e humildade do ser humano estamos a nos referir do Madiba, ou seja, Nelson Kholihlahla Mandela.

Os dois acontecimentos são dignos de realce no nosso blog, pois suscita a emergência de sentimentos de consternação, perda de um ser humano. Vimos consternação de sociedades de vários países perante estes sucedidos, tanto no que toca as perdas humanas no despenhamento do avião moçambicano onde pereceram vidas de nacionais e de nacionalidades de países como Angola, China, Portugal, Brasil como na morte do símbolo da liberdade na África do Sul e no mundo, o líder Nelson Madela.

Fato curioso e para bem dizer, humano, sociedades de outros países mostraram sua sensibilidade homenageando tanto o caso do despenhamento do avião da companhia moçambicana e a perda irreparável do líder histórico da África do Sul e do mundo. Países como os Estados Unidos da América (EUA), Venezuela e muitos outros hastearam suas bandeiras a meio mastro.

Um fato curioso/humano é que em Moçambique vê-se as embaixadas acreditadas no país com as suas bandeiras a meio mastro e, no entanto, Moçambique, o Estado moçambicano se mostrando completamente indiferente perante a estes sucedidos. Nada de bandeira moçambicana a meio mastro, nem em referência ao despenhamento do avião moçambicano cujo se ceifou vidas humanas nem em reconhecimento do homem “que tanto ajudou Moçambique do que Venezuela ou EUA” Salomão Moiane (STV – Pontos de Vista).
 
  
 
No dia que se seguiu à quinta feira, dia 6 de dezembro de 2013, assistiu se figuras do Estado moçambicano nos écrans televisivos a proferirem dizeres que apontam a pessoa de Nelson Mandela como sinônimo da Liberdade, Paz, Inclusão. Vimos estes dirigentes a reforçarem seus discursos referindo que o legado daquele líder era inspirador para eles e para o mundo. A questão é: se é inspirador porque estes governantes de Moçambique, em particular continuam a alimentar/estimular a exclusão e ódio entre os moçambicanos, partidarizando a função pública/Estado e descriminando Outros nacionais? Porque não acabam com a guerra desnecessária que está a dizimar e deslocando das suas terras e casas seres humanos (soldados, homens da Renamo e civis) em Sofala-Gorongosa e em outros pontos deste vasto Moçambique?

Até quando prevalecerá a arrogância em detrimento da humildade e um olhar para o povo moçambicano?

Ainda no tocante as questões da sensibilidade, vimos ha um mês atrás moçambicanos organizados pela Liga dos Direitos Humanos a manifestarem pacificamente em repúdio à guerra civil que já é realidade no centro do país, província de Sofala e Nampula e, em contrapartida viu-se membros do governo a tentarem em vão lançar a contrainformação, persuadindo a sociedade civil a não aderir às referidas manifestações de repúdio à guerra civil e ao agudizar dos raptos que a cada dia crescem no país.

Urge se indagar de que mundo são estes governantes de Moçambique? Aonde e de que nasceram e é de uma mãe? Será que em algum dia na vida já choram? Se é que já, isso aconteceu porque haviam perdido algo material ou humano?

8/12/2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

MANDELA FILHO DE ÁFRICA, PAI DE UMA NAÇÃO, O SEU LEGADO CONTINUARÁ VIVO EM NÓS


COSSA, Lourenço

O Símbolo da liberdade, inclusão, concordância, perdão, coesão social, racial e político se apagou, mas deixa um legado para o povo sul-africano, africano e para o mundo.

Madiba – Nelson Mandela, filho de África, pai de uma nação morreu, mas em nossa memória viverá para sempre. O seu legado que se mostrou através da humildade, tolerância, inclusão. Todos africanos e o mundo é chamado à reflexão e a tomada de atitude de modo a não se apagar esta chama da liberdade, da paz, da inclusão e amor ao próximo.
Madiba não morreu, apenas despiu a carne. A ausência física deste ícone da paz, unidade não deve provocar o relaxamento em volta dos ideais da liberdade, democracia, inclusão entre os membros de uma/s determinada/s sociedade/s. Seu legado deve ser cultivado/estimulado em nós e nas futuras gerações.

As nossas sentidas condolências à família Mandela, ao povo sul-africano e ao mundo.

sábado, 30 de novembro de 2013

DESPENHAMENTO DE UM AVIÃO DAS LAM E AS EMISSORAS TELEVISIVAS MUDAS MERGULHADOS NO ENTRETENIMENTO: QUE PAÍS É ESSE CHAMADO MOÇAMBIQUE?


COSSA, Lourenço

Recebo informação do Brasil que aponta o despenhamento de um avião das LAM em um parque de difícil acesso na Namíbia. O pior é que segundo as informações, neste momento o local está sob chuvas fortes que está sendo difícil para equipes de resgate e, no entanto, as emissoras televisivas moçambicanas, todas elas estão a projectarem filmes, diversão entre outros programas televisivos; afinal até onde vai o abafamento da informação?

Ocultam-se as mortes na guerra civil-política no centro do país, província de Sofala, esconde-se informações das compras públicas que futuramente pode obrigar nossas contribuições de impostos e hipotecar o futuro de nossos filhos. Afinal, que país é esse chamado Moçambique?

A mídia brasileira está anunciando a provável perda de vidas humanas que estavam a bordo do avião, dentre os quais moçambicanos, portugueses, um brasileiro, chineses e angolanos e aqui é como nada estivesse a acontecer.

http://videos.sapo.pt/TOTuGKYfO9sBr6lrC9QE  Primeiras imagens do avião sinistrado

Acorda Moçambique

30/11/13

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

NÃO A GUERRA E NÃO AOS RAPTOS! Será o acordar da sociedade civil em Moçambique?


COSSA, Lourenço

 

Em muitas das minhas intervenções apelei o despertar da sociedade civil em Moçambique, pois a considerava instrumento do partido no poder. Os factos mostrava este estar, alias, a mesma sociedade civil que se fazia através das várias associações penetrava, por exemplo, nas Comissão Nacional das Eleições, Organização Nacional dos Professores (ONP) e em outras “organizações da sociedade civil”, mas com as ambições voltadas para os interesses do partido  o poder e em cargos governamentais.  São muitos os exemplos de individualidades cuja sua inserção partiu da capa da sociedade civil, mas que ao fim ao cabo se colocaram alheios aos interesses das sociedades civis de facto.

Esta situação parece se mostrar contrário. Vimos neste ano a líder da ONP a refutar a candidatura do então Presidente da Comissão Nacional de Eleições, o Leopoldo da Costa em nome desta organização dos professores.

Mas uma das mais expressivas demonstrações da tomada da palavra e atitude da sociedade civil se viu com as manifestações pacíficas organizadas e coordenadas pela Liga dos Direitos Humanos no dia 31 de outubro de 2013.

A sociedade civil se mostrou em massa e deu sinais claras que tem ou pode ter uma palavra a dar neste cenário político que se mostra desfavorável para o gozo da integridade humana dos moçambicanos. Juntou-se para dar recado ao governo-Estado da Frelimo que não está a gostar e muito menos conformado com o rumo com que as coisas estão tomando. Compreendeu que a crise político-militar que está a crescer sob a direção do partido  o poder dizimará seus filhos enquanto os filhos das elites no poder, do partido Frelimo permanecerá como de costume nas suas mansões, estudos e vida no exterior intocáveis.

A mesma sociedade civil se apercebeu de que apoiar discursos inflamados e de tendência a cultuar a intolerância política, econômica (já que ser do partido da oposição é sinônimo da exclusão nos postos de chefias e mesmo no emprego condigno) conduz a violência.

Finalmente saiu do armário e se fez à rua manifestando pacificamente, o que foi muito positivo na construção da Democracia de que tanto costumamos a pronunciar. Espera-se que está atitude seja o início de uma visão tendente a olhar para seus interesses e não para os interesses de meia dúzia de moçambicanos que pensam que por ter lutado para a independência tem por direito de pilharem todas as riquezas do país e empurrar seus povos/moçambicanos para a pobreza e mendicidade. Sim, mendicidade porque todas as formas de exclusão colocam os elementos marginalizados na mendicidade, descrédito, perda da dignidade e como consequência a sua luta pela sobrevivência; sobrevivência essa que em muitos dos casos têm resultados imprevisíveis.

Podemos afirmar com toda certeza que o cenário que se vive na atualidade da guerra no centro do país é o culminar desta exclusão, afinal os membros da oposição perderam a sua dignidade perante o olhar impávido da mesma sociedade civil. Todos nós sabemos/sabíamos que em Moçambique ser conotados como membro da oposição é sinônimo da violência psicológica e em certos casos física nas instituições públicas e em sectores privados nas zonas urbanas e rurais e, sempre ficamos indiferente mediante a esta situação.

A última gota de agua no copo foi ao rubro e o líquido derramou na mesa. A guerra já se faz sentir e Moçambique. Apesar do governo estar a gerir esta guerra através do abafamento da informação, hipoteticamente para não criar grande impacto e repúdio generalizado ou abrir grande fissuras na mesma sociedade civil, no terreno das operações da guerra está-se a morrer.

Militares, filhos dos moçambicanos que não estudam no exterior e não moram nas mansões estão a morrer em Gorongosa/Maringué - Sofala.

O governo, em cada incursão das forças armadas governamentais (Frelimo) informa através dos órgãos da informação que não houve feridos nem mortos em ambos os lados (Homens da Renamo e forças governamentais/Frelimo). Esta informação tem propósito, na nossa óptica, de abafamento do impacto da guerra e vedar a percepção das sociedades civis e com isso evitar grande pressão para o fim rápido desta violência armada.

Contudo, as informações paralelas dão conta de mortes em dezenas (mais de 3 dezenas). Isso mostra que ao governo interessa guerra em detrimento da paz. Fala da disposição de dialogar, mas promove paralelamente a carnificina de nossos filhos, irmãos, tios, pais.

Assim, é chegada a hora desta mesma sociedade civil mostrar o quão grande é e atenta, manifestando pacificamente até que a paz volte a sorrir em nosso país, Moçambique. É a mesma sociedade civil que deve fazer campanhas de educação cívica, mostrando ao eleitorado que deve votar consciente, elegendo em quem promoverá a sua dignidade humana, respeitar valores da moral. Deve sensibilizar o eleitorado a abster-se de votar em candidatos que se filiam nos discursos assentes na intolerância política, em atitudes que se mostram pró-atos da corrupção e vícios que denigre as sociedades moçambicanas.

 
Pedra pedra construindo novo dia

Milhões de braços, uma só força

Ó pátria amada vamos vencer

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

HÁ DIFERENÇA ENTRE O APARTHEID E EXCLUSÃO SOCIAL-POLÍTICA?


COSSA, Lourenço

A exclusão social-política e o seu resquício que se resvala na exclusão econômica e social não se diferencia ao apartheid. Tal como Apartheid, a exclusão mata, isola, silencia, apaga o Outro; um Outro que aos olhos de quem exclui constitui entrave para seus interesses pessoais, sua alegria, satisfação e realização plena.

Dentro de uma sociedade caracterizada pela intolerância política, social, racial, econômica, se produz entre os seus membros exercito de descontentes, pessoas que pelo sofrimento por que passam já não têm nada a perder. Estas pessoas alcançam estágios comportamentais, coragem e capacidades de poder ser e fazer tudo ao seu alcance para poderem sobreviver perante as adversidades que lhes interpelam, inclusive a violência.

É por esta lógica que se diz que a violência gera violência.

O apartheid e a exclusão social, política ou econômica tem as mesmas consequências; cria uma sociedade problemática que se mostra pela violência, intolerância, acusações, assassinatos/mortes. Exemplos desses tipos de sociedades/país não faltam. Temos o país vizinho, a África do Sul, Estados Unidos da América, a República Federativa do Brasil entre outros.

Estamos a abordar esta questão com intuito de promover a reflexão e se estabelecer a relação deste assunto para com a situação atual que Moçambique vinha/vem atravessando. Na atualidade, a situação política de Moçambique está se caracterizando pela pura violência armada sem necessidade. Uma cena que começou como “simples desmobilização das pessoas/moçambicanos” vindo de Outras fileiras políticas que constitui a oposição política que outrora fora oposição militar naquilo que pode ser considerada como briga entre moçambicanos, entre os membros da mesma sociedade. 

Pessoas da oposição ou que pensam diferente das pessoas que fazem o governo ou o partido Frelimo, perdem seus postos de trabalho, cargos de chefias, prisões arbitrárias, arranque de suas terras ou queima dos seus bens. Há violência de todos os tipos para a oposição e as pessoas que pensam diferente.

No permeio disso está crescendo sentimento generalizado de crítica da forma com o governo e partido governamental dirige os destinos do país. Por outro lado encontramos o Presidente da República a descarregar critica contra todos os segmentos da sociedade civil que critica sua governação. Da sua contraofensiva à critica chama a sociedade moçambicana de “tagarela, distraídos, pessoas que quando o governo faz bem dizem que não está bem e quando faz bem ainda insistem em critica-lo”.

No campo político, a Renamo vinha tentando fazer com que junto com o governo se estabeleça a paridade nos órgãos eleitorais, a despartidarização do aparelho do Estado e a transparência nos negócio público estatais, cenário, portanto, negado pelo governo.

Numa visão geral este esforço da Renamo constitui a ansiedade e o querer dos diferentes segmentos da população ou sociedade civil.

Entretanto, o governo enxerga no meio de tudo isso, um inimigo a abater e esse indesejado é a Renamo.

Sem consenso, o governo através das forças governamentais encurralou o maior partido da oposição hoje dia 21 de outubro de 2013 atacou o local em que vivia o líder da Renamo em Santunjira, mas o presidente da oposição já havia se retirado. As últimas notícias indicam que está em lugar incerto.

Em consequência disso, o país está em suspense, mergulhado no conflito armado, a guerra declarada pelo governo liderado pela Frelimo. A insegurança já está instalada.

Todo este cenário indesejado foi semeado pela exclusão e intolerância política. Algo que parece não ser nada importante, para o excluidor, mas dolorido para o excluído. As consequências dessa incursão são imprevisíveis. Uma coisa é certa, não há mais segurança em Moçambique. A Democracia está em perigo. Está minado pela cobiça de um poder perpetuado de uns que se consideram com mais direitos sobre os Outros que constituem entrave para as liberdades de fazer desfazer sem prestarem contas a ninguém. Parece que Moçambiqe tem dono. Um Zedú moçambicano.

Moçambique a sua própria sorte.

 

21/10/2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A GUERRA CIVIL JA É REALIDADE EM MOÇAMBIQUE

Cossa, Lourenço
 
A indiferença da sociedade moçambicana para com a exclusão socio-política-econômica de outros moçambicanos não devotos do partido governamental, a Frelimo e com a guerra em curso está a ser preocupante e intolerável para os que se consideram pacíficos e cheios de virtudes.
Ontem dia 17 e hoje dia 18 de outubro de 2013, as forças governamentais liderado pelo partido Frelimo e o Presidente da República, como de costume atacaram os homens seguranças do partido Renamo, o segundo maior partido da oposição em Moçambique.
Lembra-se que a existência daquelas forças está plasmada nos acordos de Roma que pós fim a guerra civil terminada em 1992.
De acordo com os sentidos posta em circulação em matéria do jornal O País, as forças governamentais premiditaram o ataque e ocultaram provas, interditando a imprensa de se fazer o local. A mesma força alega que foi atacada pela Renamo, mas é mostrada nas posições dos homens da Renamo. Como refere a matéria, no momento da troca dos tiros, as forças governamentais estavam no perímetro das forças da Renamo e carregando artilharia pesada em direção onde estava reunido o lider da oposição com os delegados partidários vindo de todas as partes de Moçambique, comemorando 37 anos da morte do fundador da Renamo.
A questão que se coloca é como é que estas forças governamentais da Frelimo foram atacadas se se derigia pelas/nas proximidades do local onde ocorriam as comemorações da oposição? Pior, transportava material bélico pesado? E como ou porque impediram os jornalistas, retendo-os (encarcerando em um local) para depois os mostrar o que queriam que visse? 
Ja é a terceira vez que somos interpelado por notícias de ataque sobre os homens da Renamo e a resposta defensiva deste, causando nisso a morte de moçambicanos enquanto os mandantes, os políticos, residentes na capital do país, Maputo passeando a sua classe. Constata-se que a esses políticos governamentais importa para eles politiquices.
O que coloca de costas voltadas estes políticos se resume na negação da excusão política e econômica sofrida por membros da oposição e o querer da paridade nos órgãos eleitorais pela oposição.
Moçambicanos! Está evidente que a esses políticos, especialmente governamentais nada lhes importa se não o jogo político com a Renamo. Ja a oposição que não tem nada a perder devido a ja sua marginalização e exclusão econômica decidiu se afixar na antiga base no Distrito de Gorongosa em jeito de pressão para o diálogo.
É salutar se saber que todas as formas de exclusão cria exercito de descontente. A solução para esta crise é a criação de condições para o aniquilamento da exclusão. Urge se promover políticas de inclusão e se combater a intolerância.
Como os políticos dos dois partidos, a Frelimo e a Renamo não estão abertos para uma sociedade livre da intolerância e de exclusão em Moçambique, cabe as sociedades moçambicanos promoverem essa paz. Forçar a paz em Moçambique.
Não adianta proferirmos a palavra paz, queremos a paz, somos da paz, mas sem ação concreta. O falar em surdina implica a covardia. É a indiferença para com coisas sérias. 
Devemos forçar os políticos da Frelimo e da Renamo para a paz que dizemos de boca para fora que amamos.
Devemos dizer basta a guerra em Moçambique, chega da exclusão entre moçambicanos, dizermos que em Moçambique não existe cidadão/moçambicanos da segunda ou terceira. Todos moçambicanos são iguais e com os mesmos direitos. É o povo quem deve dizer e forçar estes sentidos.
Uma das formas de se dizer isso é com as manifestações pacíficas em todo território. Vamos dizer chega as conversas descabidas, sem rumo nem lógica que acontecem no Centro de Conferências Joaquim Chissano em Maputo.
Viva a paz e concordância entre todos os moçambicanos. 
 
18/10/2-13

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A TERRAPLANAGEM DAS VIAS DE ACESSO QUE SE FAZ COM A VISITA DO PRESIDENTE?

COSSA, Lourenço
 
De repente, os povos das localidades por onde o Presidente da República visita nas suas presidências abertas (comícios políticos populares do Presidente da República de Moçambique) começam a verem e a observarem a movimentação incomum de tratores, pá escavadeiras no arranjo/terraplanagem das vias de acesso/estradas por onde este chefe máximo do governo e do país vai passar. Esta arrumação é acompanhada pela pintura das arvores plantadas ao longo da via e mesmos as que estão no mato nas bermas dos caminhos são pintadas.
No dia-a-dia fora das vesperas da visita presidencial estas vias são caracterizadas pelas covas e pedregulhos que atormentam os motores dos veículos e os poucos transportadores semi-coletivos, vulgos Chapas100 que se fazem nessas vias. O tormento é tanto que um carro dura aproximadamente uma semana antes dos  seus parafusos soltarem e se perderem no permeio da areia e nesses buracos e pedregulhos da "estrada".
No final de cada jornada de sobrevivência estes transportadores são obrigados a fazerem balaço das megalhas que receberam dos passageiros e dos danos de seus carros de caixa aberta na sua maioria e poucos mini-bus que transportam os passageiros, ncluíndo dois autocarros dos TPM empresa estatal.
Não será caso para apelarmos ao presidente da República para visitar as localidades ou bairros nestes imenso Moçambique semanalmente?
Com toda certeza, os mesmos caminhos estariam sempre transitáveis e diminuiriam as dores de cabeça dos donos de veículos automóveis transportadores semi-coletivos como não.
Ha quatro 4 dias (10/09/2013) antes da visita Presidencial Aberta e Inclusiva do Presidente Armando Guebuza ao Distrito Municipal da KaTembe-Maputo, os troços/caminhos que partem da Ponte-Cais passando pelo Bairro Chalí à Inguide onde foram construídas o Sistema de Abastecimento da Água pela FIPAG foram terraplanadas. Acho que o Presidente irá visitar ou inaugorar aquelas instalações ja construídas e terminadas a quase um ano. Quem sabe se é agora que todos múnícipes da KaTembe irão se beneficiar daquela água! 
Ontem andei quase que confortavelmente a noite na volta do serviço sem medo da contusão ou me deslocar o pé devido aos buracos e pedras que interagem com a suposta estrada.
De facto, o Presidente deveria visitar semanalmente KaTembe, ja que a terraplanagem  daquelas todas vias é coisa rara. Pelo que me lembro só aconteceu na visita do chefe do Estado ano passado!
 
 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

FORÇAS GOVERNAMENTAIS CONTINUAM ATACAR POSIÇÕES DA RENAMO: O governo insiste com o discurso de que é pelo diálogo

A ceguera do povo moçambicano está a por e causa a estabilidade de Moçambique. Ao falar da cegueira não me refiro à deficiência visual, mas sim do espírito e alma. Aquela que veda a uma pessoa supostamente inteligente, sadio, coerente a não enxergar o óbvio chegando ao ponto que tomar decisões que coloca em risco a sua existência como pesssoa e ser humano.
Moçambique está a passos de uma guerra civil generalizada, pois declarada já está há muito tempo, apenas uma das partes é a que suportava demasiadas bofetadas (exclusão política, econômica e social).
Em Moçambique existem as forças armadas de Moçambique, as forças policiais militares da Intervensão Rápida (FIR), as forças policiais civis, as forças de segurança de Moçambique, as forças de inteligência (SISE), as forças de seguranças privadas, todas essas coordenadas pelo governo/Estado e partido Frelimo. Estado e governo se confundem em Moçambique.
Por outro lado, existem as forças de segurança das identidades do partido Renamo mediante um acordo saido em Roma, aquando da assinatura dos acordos que terminaram com a guerra civil. São essas forças que garante a existência relativamente política e vida dentro de uma sociedade cada vez mais excludente e que coloca estes ultimos marginalizados em Moçambique.
No entanto, com a situação atual da instabilidade política e militar, alguns discursos se unem aos da Frelimo, partido no poder a sensurar ou a condenar a existência destes homens-seguranças que asseguram a existência destes antigos lideres da guerrilha, atualmenente lideres do maior partido da oposição em Moçambique amplamente excluidos politicamente, socialmente e economicamente pelo partido no poder.
Aquestão é: Porque esse mesmo povo só consegue aperceber que em Moçambique não deve ter duas forças, o que é obvio, mas que aceita conviver com a exclusão social e política? Será que está tão cego ao ponto de não conseguir ver que a exclusão social, econômica é a causada existência de duas forças?
Se não houvesse arrogância, desequelibro no acesso aos bens de todos moçambicanos, não haveria revolta e nem rebeldes. A causa de todo este problema tem um protagonista. Guebuza e a Frelimo.
O que vale na solução deste problema, causar guerra para morrer inocentes de modo a acomodar interesses de uma elite predadora ou dialogar e estabelecer consensos, onde as partes perdem e ganham e ao fim ao cabo, todos nós usofruamos dos bens de que o país tem sem mortes e muito menos insegurança?
Moçambicanos, digam não a guerra. Digam não a arrogância. Digam não a delapidação do herário público e riquezas nacionais por uma elites que pensa que é libertadora deste país, pois este não é. É sim substituto do colonialismo. É na realidade colonialista facista composta por negros sem senso do que é o bem comum dos moçambicanos.
Pedra pedra construindo novo dia. Milhões de braços, uma só força.

sábado, 22 de junho de 2013

MOÇAMBIQUE CLAMA PELA PAZ: Guerra a espreita


COSSA, Lourenço

Moçambique está sobtensão política e uma guerra civil declarada eminente.

Dois dias depois do Delegado político da Renamo, o Brigadeiro Malagueta ter anunciado que a Renamo iria ampliar a sua zona de atuação na região de Gorongosa, província de Sofala onde está aquartelado seu líder, Afonso Dlakama, na madrugada do dia 21 de junho foi atacado viaturas civis. Este ataque saldou na morte de dois civis.

Tais pronunciamentos são justificados hipoteticamente ao fato de se observar a movimentação do material bélico e de militares governamentais às cercanias do local onde está aquele líder e que suspeita, segundo a fonte, estar-se a preparar um assalto o local onde está o presidente do partido da oposição, Renamo com seus seguranças.

No mesmo dia, 21 de junho, o Delegado da Renamo incumbido a informar a posição do partido Renamo foi preso pela Polícia da República de Moçambique/Frelimo.

Hoje dia 22 de junho, o governo da Frelimo organizou manifestações em todo país sob o lema queremos a paz. Estas manifestações surgem um depois que guerrilheiros supostamente da Renamo terem atacados carros, autocarros que se faziam na estada nacional número 1 na zona do Distrito de Muxungué na província de Sofala.

Nestas manifestações a sociedade civil apela ao governo da Frelimo e a Renamo a dialogarem e estabelecerem consenso de modo a evitar-se a paz. Paralelamente viu-se dirigentes governamentais da Frelimo, partido no poder a proferirem discursos que “apelam” a paz e a vincarem termos como sanguinário, discursos que “apelam” e acusam o seu adversário político, a Renamo a parar com as atrocidades e abnegar-se do sangue. Tais dirigentes referiam repetidamente que estão abertos ao diálogo, mas o diálogo não implicava consenso e mais, não aceitava imposições da oposição.

Mas que imposições são estas que a oposição coloca ao governo do dia?

A oposição repudia e reclama a partidarização das instituições do Estado que é generalizada em todo território nacional. Esta partidarização exclui moçambicanos com opiniões diferentes da dos discursos governamentais da Frelimo. Querem que a paridade entre os membros que compõem a comissão nacional das eleições depois de passarem quatro eleições gerais caracterizadas pela pouca transparência no processo que vai da preparação ao ato eleitoral. Querem que haja equidade na partilha de bens que o país tem em detrimento da exclusão política e social. Querem que seus militares desmobilizados coercivamente nos últimos anos sejam reintegrados. Lembra-se que estes militares que faziam parte da guerrilha da Renamo estavam integrados no exercito único, as Forças Armadas de Moçambique depois dos acordos de Roma que pus fim a guerra civil dos 16 anos que terminou em 1992.

São essencialmente estas reivindicações que a oposição, ou seja, o maior partido da oposição reclama.

Nas repartições estatais ser desconfiado com sendo da oposição é sinônimo de isolamento, cancelamento do contrato de trabalho e muito mais humilhações. Nas zonas rurais, pessoas pertencentes aos partidos da oposição são marginalizadas, perseguidas, usurpada seus haveres, espancadas. As sedes partidárias dos partidos da oposição são vandalizadas, seus membros são presos pela polícia aleatoriamente e sem culpa formada.

“A polícia se comporta como se Moçambique fosse ainda governado pelo partido único” e sem democracia (Mussanhane, Diretor das prisões de Moçambique, maio de 2013).

Portanto, há que referir que estas reivindicações não são somente do partido Renamo, mas de todos moçambicanos comprometidos com um Moçambique se exclusão política social. São estes atos que mina os esforços de desenvolvimento dos moçambicanos.

Vimos nos écrans televisivos membros do partido no poder, a Frelimo a referir que sempre pautaram pelo diálogo e que não aceitam todas as imposições do partido da oposição, a Renamo, mas os moçambicanos não se lembram sequer de pelo menos um ponto reivindicativo da oposição que já foi ouvida e aceita pelo governo e pela bancada maioritária governamental na Assembleia da República. O que se vê é a arrogância acima da arrogância dos governantes. O que se assiste é a marginalização, perseguição de todas as pessoas que usufruindo da aparente liberdade de expressão questionam a corrupção, a má governação, a não transparência nos projetos de desenvolvimento.

A estas pessoas que se manifestam via imprensa são cunhados pelos termos como: tagarelas, apóstolos da desgraça, agitadores profissionais e outros nomes.

Moçambique como Estado de Direito, as manifestações são legais perante a constituição, desde momento que se informar as autoridades governamentais. São as autoridades que disponibiliza aparato policial para acompanhar/proteger os manifestantes em greve pacífica.

Entretanto, na realidade, as entidades que informam uma determinada manifestação pacífica são proibidas e perseguidas pela polícia a mando das autoridades governamentais. Trabalhadores indefeso em greve pacífica são espancados barbaramente pela polícia das Forças de Intervenção Rápida (FIR).

Partidos da oposição são proibidos de se manifestar, inclusive de participar em desfiles gerais como, por exemplo, Dia do Trabalhador, 1 de maio.

A arrogância dos membros do governo do dia é tanta que as esperanças de certos grupos da oposição se esgotaram perante uma justiça parcial/partidária, polícia partidária, projetos de desenvolvimento partidários, empregos partidários, hospedagens partidárias (lideranças da oposição são impedidos até de se hospedarem em hotéis nas zonas rurais – donos dos hotéis são coagidos pelo partido governamental a não abrirem as porta às lideranças dos partidos da oposição), pois veem seus desejos, sonhos distantes devido à intolerância política que se resvala no social.

São sonhos e desejos que na realidade são da maioria dos moçambicanos que apenas querem usufruir o que é de todos.  

Juntamo-nos ao coro de todos moçambicanos comprometidos com a paz na realidade. Moçambicanos que sabem que qualquer tipo de exclusão social entre moçambicanos tem consequências catastróficas.

Não a exclusão política e social;

Não queremos a guerra;

Não à arrogância dos governantes da Frelimo;

Sim a paz e ao consenso.

Cada uma das partes deve ceder.

Todos cedendo, ganha Moçambique.
Ganha a paz.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

VIOLÊNCIA DO GOVERNO E O CRESCIMENTO DA SOCIEDADE CIVIL

COSSA, Lourenço
 
Por todo Moçambique, a violência da polícia versus partido Frelimo constitui uma das formas de intimidar e de certa forma garantir a continuidade de poder.
No permeio desta situação visualiza-se a ausência da confiança política das populações para com o Estado Moçambicano/governo e este ultimo recorre a métodos de coersão violenta. Em todo país existe onda de manifestaões contra as condições de vida, a política baseada na arrogância dos membros do governo versus partido Frelimo.
Dentro das instituições do Estado em Moçambique não há separação entre o Governo, partido Frelimo e Estado moçambicano. Proliferam núcleos/células partidárias e cada vez mais se abocanham herários públicos através de esquemas pouco ofisticados de drenagens de dinheiro público. Militantes partidários de outros partidos são corridos, isolados e marginalizados nas instituições públicas. Perante a este cenário, está se tornando normal ver-se a movimentação de contigentes das formas de segurança armados até aos dentes, portando inclusive carros militares de assalto, vulgos Blindados/BTR pelas artérias da cidade capital do país num gesto de intimidação dos manifestantes, membros da oposição, as populações em geral.
Contudo, existe outro cenário que se desenha. A sociedade civil está cada vez mais se conscientizando e tomando seu papel de fiscalizadora. Cada vez mais vozes de figuras populares e pessoas comuns, em canais mediáticos ou nos chapas/transportes públicos a clamarem e criticarem o que anda mal, ou seja, a violência política praticada pelo governo da Frelimo.
Perante a greve dos médicos que ja assola o país já há aproximadamente um mês e a prisão do lider dos grevistas da saúde, viu-se figuras públicas, políticos e mais a afluirem na 6a. Esquadra da pólícia para exigerem a libertação do lider da greve dos médicos apreendido pela política. As declarações proferidas por aquelas figuras públicas de vários setores da sociedade mediante aquela situação mostrou claramente que a sociedade moçambicana ja não é mais aquela de quatro anos atrás. Isso mostra que algo pode vir a suceder nas relações entre as populações e governantes no periodo curto de tempo. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2013 - Boletim sobre o processo político em Moçambique

Eleições Autárquicas 2013
Boletim sobre o processo político em Moçambique
Número EA 1 - 15 de Maio de 2013
Anexada em pdf

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Editor: Joseph Hanlon (j.hanlon@open.ac.uk)Publicado por CIP e AWEPA
O material pode ser reproduzido livremente, mencionando a fonte.
Para assinar em Português: http://tinyurl.com/mz-pt-sub
To subscribe in English: http://tinyurl.com/mz-en-sub

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Dez novos municípios
O Conselho de Ministros ontem decidiu propor ao parlamento a criação de dez novos municípios: Boane (província de Maputo), Praia do Bilene (Gaza), Quissico (Inhambane), Nhamatanda (Sofala), Sussundenga (Manica), Nhamayábué (Tete), Maganja da Costa (Zambézia), Malema (Nampula), Chiure (Cabo Delgado) e Mandimba (Niassa).

Os primeiros 33 municípios foram criados em 1997, seguidos de mais 10 em 2008. Os municípios elegeram governos autárquicos enquanto os distritos, postos administrativos e localidades têm governos nomeados. Nos municípios reside cerca de um terço da população de Moçambique.

Acredita-se que o STAE (Secretariado Técnico da Administração Eleitoral) recebeu instruções para fazer o recenseamento nestes 10 novos municípios mesmo antes de serem aprovados pelo parlamento. Mas será uma correria para treinar pessoas e obter equipamento para estes recenseamentos adicionais.
Presidente ainda não marcou
data para eleições nacionais

As eleições nacionais devem ter lugar na primeira quinzena de Outubro de 2014 e o Presidente deve marcar a data pelo menos com 18 meses de antecedência, o que cairia a 15 de Abril passado. Até agora isso não aconteceu.
Recenseamento começa
a 25 de Maio para
as eleições autárquicas
de 20 de Novembro

Terão lugar eleições para presidente e assembleias municipais nos 43, ou talvez 53, municípios a 20 de Novembro. A campanha eleitoral oficial será de 13 dias, de 5 a 17 de Novembro. Será feito um recenseamento novo que só terá lugar nestes municípios, entre 25 de Maio e 23 de Julho.

Um aspecto deste calendário será particularmente apertado. O número de assentos na assembleia municipal está dependente do numero de votantes. Os candidatos a presidente devem apresentar assinaturas de 1% dos votantes. Mas por outro lado o numero de votantes de um município tem até ao dia 28 de Agosto para ser publicado e, as listas de candidatos, os documentos e assinaturas, só têm mais uma semana para serem submetidos.
Até agora a Comissão Nacional de Eleições, CNE, não está a utilizar o seu website (http://www.stae.org.mz/) para postar o material eleitoral corrente. Assim as leis eleitorais e o calendário completo, tal como foi divulgado em papel pela CNE, só podem ser vistas no website do editor:
tinyurl.com/mozamb
Sumário do calendário eleitoral
25 de Maio–23 de Julho: Recenseamento
25-28 de Julho: Exposição dos cadernos eleitorais

Antes de 6 de Agosto: Registo de partidos e grupos de cidadãos; fim do prazo para reclamações sobre o registo.

Antes de 28 de Agosto: A CNE publica numeros de eleitores recenseados (o que determina o numero de assentos na assembleia e o número de assinaturas exigidas aos candidatos a presidente) e ainda o numero e localização de cada caderno eleitoral (e portanto de cada mesa de votação)

Antes de 6 de Setembro: Os candidatos devem submeter todos os documentos exigidos

Até 11 de Setembro: A CNE divulga listas dos candidatos submetidos.

24 de Setembro a 3 de Outubro: Divulgação da lista de candidatos aceites e rejeitados.

Antes de 13 de Outubro: Protestos dos partidos sobre listas.

14-17de Outubro: Divulgação das listas definitivas.

Antes de 31 de Outubro: Os partidos devem nomear os seus delegados nas assembleias de voto

5-17 de Novembro (inclusive) : Campanha eleitoral oficial

18-19 de Novembro : Nenhuma campanha é permitida

5 de Nov – 5 de Dezembro: Proibidas as sondagens

20 de Novembro: Votação
(07.00 às 18.00)

21-22 de Novembro: Contagem na municipalidade.

Antes de 5 de Dezembro: A CNE anuncia resultados finais (levando em conta a requalificação dos votos nulos)

Antes de 7 de Dezembro: Contestação da votação e contagem (a CNE tem 3 dias para dar o veredito, o partido tem 3 dias para recorrer ao Conselho Constitucional)

Antes de 21 de Dezembro: A CNE submete os resultados ao Conselho Constitucional

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Boletim sobre o processo político em Moçambique
Editor: Joseph Hanlon (j.hanlon@open.ac.uk)Editor Adjunto: Adriano Nuvunga
Chefe de redação: Fatima Mimbire
Repórter: Anchieta Maquitela
O material pode ser reproduzido livremente, mencionando a fonte.
Publicado por CIP. Centro de Integridade Pública e AWEPA, the European Parliamentarians with Africa
Para assinar em Português: http://tinyurl.com/mz-pt-sub
To subscribe in English: http://tinyurl.com/mz-en-sub

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A CONTRADIÇÃO ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA: Governo/Frelimo à frente da Intolerância política e social em Moçambique.

COSSA, Lourenço

Correntemente abordamos aqui acerca dos casos da intolerância política que se verifica na sociedade moçambicana. Essa intolerância política se mostra com o agudizar da exclusão política e social aos partidos da oposição, a seus militantes e a indivíduos que pensam diferente dos padrões impostos pelas elites do partido no poder, a Frelimo.

Referimos frequentemente que todas as formas de exclusão desaguam na violência/guerra, na instabilidade política e social entre os membros dessa mesma sociedade. Estas práticas comportamentais sociais aumentam a pobreza.

As formas dessa intolerância se mostram através da inviabilização, a não permissão do desenvolvimento das atividades partidárias de outros partidos políticos, as agressões físicas dos militantes dos partidos da oposição pelos indivíduos e membros da Polícia da República de Moçambique instrumentalizados e filiado ao partido no poder.

Recentemente, a mesma polícia, obedecendo ordens do partido Frelimo agrediu os militantes partidários e ex-membros da guerrilha da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), tendo os desalojado de suas sedes partidárias nas províncias de Manica (Gondola), Nampula e Sofala (Muxungué). Em tais incursões, a Força de Intervenção Rápida/Frelimo (FIR) prendeu e encarcerou aleatoriamente esses ex-guerrilheiros. Usurpou de seus bens (bicicletas e outros haveres).  

Inconformados com tal situação humilhante que são submetidos que ciclicamente pelo partido no poder através da polícia, esses membros e ex-guerrilheiros ripostaram. Atacaram a base da FIR no Distrito de Muxungué. A reação-resposta desses membros do partido de oposição, a Renamo saldou na morte de quatro (4) agentes da polícia, um (1) ex-guerrilheiro e a libertação de seus membros.

Nos últimos anos, Moçambique caminha a passos largos para a imposição do monopartidarismo e a inviabilização da Democracia. O ator principal deste retorno é a Frelimo, “Guia do Povo Moçambicano” e seu presidente.

Situações da intolerância política e perseguições a partidários tidos da oposição ocorrem por todo país. Existem províncias onde o exercício político da oposição e o pensar diferente da elite no poder é uma aventura arriscada. Os militantes de outros partidos são severamente humilhados, punidos, perdem seus bens, suas casas são queimadas, perdem suas propriedades, são agredidos fisicamente, expulsos de seus órgãos partidários na província, distrito e localidade.

Casos caricatos que são o cúmulo da intolerância é a intimidação de proprietários de casas ou estabelecimentos de hospedagens de modo a não hospedar lideranças dos partidos da oposição nas zonas rurais, distritos e nas províncias.

Entretanto, o discurso do partido governamental é a de que é pelo diálogo e paz. É esta mensagem que difunde na imprensa, na opinião pública e a órgãos internacionais. No entanto, no terreno pratica desmandos, violenta e divide os moçambicanos atropela a Constituição da República de Moçambique a seu bel prazer.

Nas províncias de Manica, Sofala, Tete, Nampula, Gaza, as sedes dos partidos políticos são assaltados, vandalizados, suas bandeiras e símbolos arrancados pela polícia em conluio com administrações locais, seus membros são perseguidos, espancados, privados de exercício das atividades laborais em instituições do Estado, não abrangidos pelas políticas de desenvolvimento local entre outros males/humilhações.

Dia 18 de abril, mais uma vez somos surpreendidos com a notícia da intolerância e nada animador para a construção da Democracia. O Secretário Geral da Renamo, Manuel Bissopo e o Deputado Armindo Milaço foram detidos e espancados pela polícia da FIR.

Com esta notícia, a esperança da paz, diálogo foi a gota de água na areia – desapareceu. A prepotência, arrogância do Presidente da República se mostra nua e crua. Paira sentidos que aponta o querer se perpetuar no poder a custa do sangue dos moçambicanos. Paira sentidos de querer transformar Moçambique exemplo de Angola.

A ganância pelo poder sobe as veias e quer amostrar a musculatura de guerra para ficar inda mais no poder, pois com a segunda reação da Renamo pode decretar Estado de Sítio e suspender se desejar as eleições Gerais.

Desde já, os moçambicanos deverão saber que quem se opor às ideologias Outras estará sujeito a humilhações, violência sem precedente. O machado está lançado. Pena que somos nós moçambicanos, nossos filhos que serão raptados a guerrear contra outros moçambicanos.

O incitamento ao ódio, exclusão política e social não cessa no partido governamental.

A Democracia e a paz está em perigo em Moçambique.

Para elucidar o nosso desapontamento perante a outras práticas que minam a Democracia apresentamos cartas/provas dessa intolerância através da exposição de carta do Partido MDM em que informa acerca de um evento aos órgãos governativos municipais como mandam os preceitos e, em resposta as suas ações são proibidas.







sábado, 13 de abril de 2013

O QUE DISSE SILAS MALAFAIA


 COSSA, Lourenço

Pastor político brasileiro da Igreja Assembleia de Deus, o Feliciano, recentemente nomeado para liderar a comissão dos direitos humanos afirma com base na interpretação da bíblia que os africanos são amaldiçoados e que para a sua cura devem se filiar ao cristianismo.

Em defesa protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina.

Perante o repúdio da sociedade brasileira pró-direitos humanos e a pressão para que este deputado pastor/político saia da presidência da Comissão dos Direitos Humanos, surge evangélicos a apoia-lo e defendendo-o.

Uma dessas personagens é o pastor, também da Assembleia de Deus, o Silas Malafaia. Em seu programa de tv, este pastor refere:

 

- Por outra, querer dizer, por uma frase, [que proferiu] que alguém é racista e homofóbico, isso é piada... Isso é piada e de mau gosto. Eu não concordo com a ideia dele; é uma discussão teológica isso. Eu não concordo com essa vertente de onde vieram os negros, mas é uma vertente teológica, não tem nada de racismo. É uma discussão teológica que eu não concordo. Feliciano, não pode ser julgado por tais acusações. Ele nunca bateu ou matou um gay, e sua origem é negra.

 

O discurso do Pastor da Igreja de Assembleia de Deus perambula entre os valores que uma frase pode carregar ou não carregar. Contudo, o valor mínimo deste discurso reside na negação de que uma frase pode carregar consigo valores e, ser susceptível de provocar deslocamentos.

Malafaia nega o poder da frase e, certamente nega o força do verbo, o mesmo verbo que ele utiliza nas suas ações evangelizadora.

Ora, a história da humanidade é recheada pelos fatos em que o uso da frase criou mudanças e deslocamentos. De fato, a palavra, de forma isolada pode não conseguir atingir a tamanha proeza, mas inserida em um contexto, seu poder transformador ideológico é grandiosa.

É exatamente esse transformação ideológica que perpetua práticas, boas ou/e nefastas

O Malafaia, diz não concordar com essa vertente de onde vieram os negros, mas é uma vertente teológica. Não tem nada de racismo.

Que é uma vertente teológica todo mundo sabe. Mas se sabe também que essa vertente foi desenvolvida por um grupo de cristãos racistas americanos para justificar suas práticas excludentes. A Bíblia não refere em nenhum versículo que o Noé tinha a mulher africana. Ademais, naquela época histórica não havia muita integração entre povos distantes. Além do mais não existe nenhum dado histórico-científico-antropológico que aponta que os africanos foram geridos por brancos.

Por outro lado, as escrituras da arca não constituem a verdade absoluta. Elas pertencem a um contexto de crença localizada. Médio Oriente.

Retornando na discussão, como referimos, a discussão teológica proferida e defendida por aquele deputado/político evangélico da Assembleia de Deus e PSC tem a sua gênese nos Estados Unidos da América e era usada pelos pastores racistas daquele país nos séculos áureos do racismo. A emergência e a perpetuação desta vertente teológica em um país como Brasil onde o racismo ainda é prática política e social cria/perpetua de certa forma estereótipos, atitudes racistas.

Ademais, aquele pastor evangélico que apesar de ter a ascendência/origem não implica que suas palavras não podem fomentar ou cristalizar discursos e práticas racistas.

Cotidianamente, muitas políticas antirracistas são desenhadas e colocadas em hasta pública da justiça, mas ninguém no Brasil já foi alguma vez preso por ter praticado o racismo. Contudo, essas práticas estão vivas e sucedem a cada dia e a cada momento. As estatísticas são elucidativas, quanto a esse respeito, muita matança da população negra no Brasil, a polícia mata indiscriminadamente os negros. As repartições empregatícias excluem os negros, nas novelas, o negros aparece na maioria dos casos como porteiro ou empregado doméstico, etc. etc.

Se esta vertente surgiu com pastores racistas, como é que a mesma, se proferida por um Feliciano não será racista?

A pressão que se observa contra este pastor cuja seu discurso cristaliza práticas racistas não advém pelo fato de esse ser evangélico ou por manipulação dos petistas, mas sim pelo fato deste pastor/político não ser ponderado em seus discursos inflamatórios contra quem estiver em seu caminho de pensamento equivocado teológico.

Tem muitos evangélicos no Brasil e, estes pregam sua mensagem divina e nunca entraram em desavenças. Mas discursos que perpetuam a exclusão dos negros em um país onde o racismo ainda é prática cotidiana isso é intolerável.

Este pastor/político agride as pessoas. As suas convicções atentam contra a crença e estar de outras pessoas e, como uma pessoa dessa pode presidir uma Comissão dos Direitos Humanos?

Só em sociedades cínicas, um sujeito desse preside e tem espaço. O pior é que vi pela TV, negros evangélicos a defenderem aquele pastor/político racista, lá na Câmara dos Deputados.

É fato, a crença mexe com as estruturas complexas da psique humana. Uma pessoa que crê, com pensamento religioso, pratica sua fé sem crítica, pois um pensamento crítico é silenciado pelo sentimento de culpa, afinal o crente não quer se flagrar dentro do “pensamento diabólico”. É por esse motivo que se observa moldura humana a desembolsar rios de dinheiro para um indivíduo que o considera representante de Deus/Jesus Cristo.

Imagine se de fato o Jesus Cristo aparecesse em um templo/igreja, dessas que recolhem dinheiro para se reservar um espaço no céu e se dirigisse ao altar, ele com suas vestes/túnicas e proferisse: - Sigam-me, pois sou o caminho e a verdade? Eu acho que sairia desse templo/igreja à paulada, pois seria difícil o pastor renunciar as mordomias providenciadas pelos crentes.

 

domingo, 7 de abril de 2013

ENSAIO DA GUERRA CIVIL EM MOÇAMBIQUE

COSSA, Lourenço
As notícias de ataques a autocarros por homens não identificados, seguida pelas acusações entre os partidos Frelimo e a Renamo nos obriga a recordar o passado do massacre de Homoíne, quando a população foi varrida da vila com tiros de artilharia. Daquela massacre fomos informados que tinha sido praticado pela RENAMO e, todos nós condenamos veementemente.
Depois dos acordos de Roma soubemos que na verdade não foi a Renamo e sim a Frelimo.
Reflexão! A Frelimo assassinou a população de Homoíne e depois amputou a responsabilidade à Renamo. Será que aquela situação foi isolada e não massacrou mais população e sujeitando a Renamo?
Ninguém de nós, população sabe ao certo quem foi que emboscou os autocarros e matar inocentes/ocupantes. Pode ser a Frelimo, através das suas forças FIR, etc.
Pode ser Homens da Renamo que estão cansado e querem acelerar a guerra.
Tudo está aberto. Cabe a Nós povo moçambicano sair à rua manifestarmos, mandarmos recado aos partidos Felimo e Renamo dizermos PEREM, NAO A GUERRA, PÁZ JÁ. DIALOGO RECONCILIADOR JÀ. DEMOCRACIA É O LEMA.
Deixemos de ser cobardes povo moçambicanos.
A Democracia, em Moçambique só se construirá se houver alternância do poder, com o fim das perseguições, intolerância política e espaço para todos. Todo território nacional deve ser livre para todos os moçambicanos sem restrições.
A MDM, a RENAMO, a FRELIMO tem direito de fazer a política em todo território. Nós moçambicanos não somos propriedade de nenhum partido.