domingo, 27 de janeiro de 2013

UMA TRAGÉDIA NA MADRUGADA DE DOMINGO DIA 27, ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL: Relação com Moçambique


Tragédias fazem parte de fenômenos inesperados que surgem ou que podem ocorrer em qualquer sociedade, país, seja ela, a chamada sociedade industrializada ou menos industrializada. Usualmente, as tragédias se mostram via violência, fenômenos naturais como cheias, erosão de terras ou por acidentes voluntários ou involuntários com base em erro humano ou negligência  Independentemente da sua origem ela é repudiada, negativizada e ninguém o deseja, pois ceifa vidas e coloca as pessoas ao relento, daí mobilizar esforços físicos e sensíveis/espirituais no sentidos de sua superação, consolação entre outras formas dos humanos mostrarem o quanto sentem pelo sucedido.
Nesta madrugada do domingo dia 27 de janeiro de 2013, a mídia televisiva dava notícia da morte de mais de 100 jovens por asfixia, pisoteamento e por fogo em uma boate no município e cidade da Santa Maria no Estado do Rio Grande do Sul - Brasil. Conforme se procedia o resgate e socorro dos corpos e feridos, ia-se atualizando o número das vítimas e até as 14h:13 contabilizava-se aproximadamente 245 corpos sem vida no local.
Mas uma questão nos apoquenta: como é que um local que podia albergar mais de 2000 pessoas, fechado funcionava à revelia se as autoridades locais sabiam da sua existência?
Certamente que esta tragédia não foi premeditada, ou seja, foi involuntária, mas ja é sabido que contribuiu para esta perda de vidas, a negligência  o erro humano, pois o local não continha saída ou número suficiente e normatizado por lei de emergência. 
Baixando o dedo acusador nesta hora de tristeza, visualiza-se que todas mídias, população em geral estão todos consternados diante da tamanha tragédia que ceifou vidas humanas. 
As autoridades Estaduais estão no local para acompanhar de perto o trabalho dos bombeiros, médicos e voluntários, ajudando ou consolando os parentes das vítimas.
Uma personalidade de destaque que horas depois de se anunciar este acontecido se prontificou a se deslocar até ao local, cruzando o céu do Brasil e, para quem conhece a dimensão deste país continental foi a Presidente Dilma Rousself. Nestas horas a Presidente do Brasil está lá em Santa Maria-RS a consolar e a apoiar os esforços do resgate e identificação dos corpos. Isso mostra o comprometimento pelo seu país. 
O país não se resume a terra, ao material, mas sim a pessoas, eleitores, concidadãos.
Observando este gesto no sentido oposto, a de Moçambique, os acontecimentos mostram o contrário. Enquanto o país, a zona sul do país está a ser fustigado pelas cheias, erosão de terras e com as populações a perderem vida, seus bens como casas, bens materiais, animais e culturas, o Presidente mostrou através da mídia televisiva e em direto a comemoração de seu aniversário natalício. O presidente de Moçambique completava 70 aos de vida no dia 20 de janeiro. Nesta situação, os seus bajuladores a desejarem vida eterna e muito sucesso. 
Certamente as populações que estavam/estão nos albergues/escolas  e que perderam todos bens e membros de suas famílias estavam a assistir a festança. Com fome, preocupados e aflitos.
Eleitores! Sei que estas palavras serão submetidos a diversas significações. Uns dirão: que o presidente iria fazer lá, se as populações ja perderam tudo? Tinha mesmo que prosseguir com sua agenda, a festança.
Outros dirão: não se pode criticar o criticável, pois o presidente, num dia oportuno irá se manifestar e, é de fato isso, pois mediante a crítica dos cidadãos comprometidos e, passados dias depois se deslocou a um ponto das zona onde estão determinadas populações e fez seu show comício.
É, esta forma de pensar tem a ver com a constituição de determinado povo, com a seleção e prioridade dos valores e, não é por acaso que se diz que cada povo merece seus dirigentes.
Para um povo que foi preparado/instruído a não questionar e sim concordar com tudo que vem das hierarquias no poder, a abanar a cabeça perante o rei em jeito de Yes Lord,  certamente que não faz sentido relacionar a tragédia acontecido hoje dia 27 de janeiro aqui no Estado onde me encontro com a situação das cheias, erosão de terra onde se perdeu casas e vidas, situação que está sucedendo em Moçambique, meu país.
A insensibilidade dos dirigentes moçambicanos e das instituições que deveriam tomar nota e conta dos problemas das populações é expressivo. Em muitos casos as populações se sentem desprotegidas do Estado e não nutrem confiança das suas instituições.
É caso para questionar, até quando este Moçambique irá despertar e de braços unidos caminhar para o social e comprometimento coletivo.
Pedra Pedra construindo novo dia, Milhões de braços, Uma só força, Oh, Pátria amada, Vamos vencer. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A VIOLÊNCIA COMO ESTRATÉGIA DE COERSÃO

Faz parte das estratégias de persuasão com base na intimidação, aparentemente direcionada a um grupo determinado, mas com propósitos de chamar atenção ou coagir grupos mais amplos ou mesmo toda a sociedade. A persuasão ou coersão com recurso à intimidação social é feita por grupos que ostentam algum poder sobre outros. Esta prática, usualmente é protagonizada por grupos sem muita legitimidade, grupo inseguros de um possível desalojamento de seu aparente poder.
A história da humanidade mostra o uso desta estratégia de intimidação social para fins de garantia de continuidade do poder sobre outros grupos. A captura e extradição de Gungunyana para Portugal foi feita no sentido de mostrar aos pequenos chefes que haviam restado do Império de Gaza que se não cooperarem connosco, portugueses, acabarão por serem forçados a deixarem vossas terras e quem sabe sumirem do mapa e, pelos vistos a estratégia funcionou. Não houve a reorganização do Estado de Gaza, apesar de se ter verificado alguma resistência do Lider dos Khosas, o Maguiguana Khosa, meu antepassado por sinal.
Os portugueses, na luta armada de libertação se socorreram ainda desta estratégia. Matavam todos os guerrilheiros da Frente de Libertação de Moçambique que eram capturados vivos numa clara mensagem - abandonas a arma e se submeta a nós superiotres para não ser como estes finados.
A crueldade com que o ocidente ajudou a capturar e matar os líderes dos países muculmanos do Iraque, Líbia, o assassínio em massa de todos os líderes independentistas/nacionalistas africanos bem como as bombas atómicas lançado sobre Heroshima e Nagasaki, dezimando os janoneses foi sinal inequívoco dado pelos grupos ocidentais com poder e com interesses obscuros/capitalistas aos africanos e ao mundo em geral que se não cooperarem connosco o próximo de vós, que querer autonomia passará por isso.
Voltando para Moçambique, 2013 e 2014 são os anos eleitorais. No ano presente far-se-à as eleições autarquicas e neste panorama existem partidos da oposição com destaque e de outro o partido no poder desde a independência nacional em 1975.
Como em todos os anos eleitorais, o periodo pré-eleitoral é caracterizado pelas perseguições, humilhações, prisões arbitrárias onde o grupo partidário com o poder se apropria da máquina pública, do Estado para amendrontar os partidos da oposição. Acredita-se que ainda está na memória de muitos moçambicanos a libertação recente em Inhambane dos militantes/membros do partido Movimento Democrático de Moçambique, o MDM. Tais membros foram presos aleatóriamente durante as eleições intercalares do ano findo nesta província.
Há dois dias atrás fomos interpelados pela notícia que dava conta do espancamento e vandalização da nova sede do partido MDM em Chokwé, província de Gaza.
Nas eleições de Quelimane entre outros distritos houvem reportagens de agressões e prisões de membros de partidos da oposição e, esta situação não constitui novidade para os moçambicanos.
A questão que pode perpassar aos que estejam desatentos é que tais represálias, preseguições, humilhações estejam a serem direcionada a uns grupos somente. Ilusão pura.
Estas práticas sucedem ciclicamente em Moçambique para coagir todo povo moçambicanos a não simpatizarem com partidos da oposição. É uma clara mensagem aos moçambicanos para que "não saiam da linha" do partido no poder, a Frelimo, pois isso acareta prejuízos severos, incluindo a morte.
Os moçambicanos estão a serem intimidados e coagidos a cooperarem com o poder dominante na escala política, econômica e administrativa e, não é por acaso. Quando se constata que determinado sujeito está/é simpatizante de um portido da oposição, a partir daí começa a sofrer represálias. Nas repartições do Estado não é mais promovido, e chega a ser dimitido.
Isto faz parte da sobrevivência de um sistema.
E agora! Que deve ser feito? Desistir de se opor do sistema ou governos se estes não promovem políticas que beneficiem as populações? Cooperar com sistemas que por muitas vezes se mostrem insensíveis com o sofrimento da maioria/dos moçambicanos?
Cabe a cada um se manifestar nas eleições autarquicas deste ano, 2012 e as presidenciais do próximo ano 2014 com seu voto, pois é quase a única oportunidade em um país onde a manifestação é susceptível de agressão sem limite. O medo protege a pele, mas condena o indivíduo, o espírito pelo resto da vida.
Se o medo estivesse vingado nos moçambicanos, certamente que até ao momento a autodeterminação do povo moçambicano não teria vingado. A nossa independência seria uma faixada e, estariamos sob controle remoto dos portugueses.
Pedra Pedra construíndo novo dia, Milhões de braços, Uma só força, Oh, pátria amada, Vamos vencer. 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O DIÁLOGO, A PAZ, E A ESTABILIDADE NOS/DOS MOÇAMBICANOS


Cossa, Lourenço

Entre crenças ideológicas filiadas ao partido Frelimo, umas em cima do muro e outras a favor da oposição, a juventude moçambicana se mostra dispersa dos desígnios que promovem a paz e a coesão social entre moçambicanos. Defender discursos das lideranças da Frelimo num cenário em que é a mesma liderança que esticou a corda até ao momento atual em que a sociedade vivencia a intolerância política, falta de diálogo entre os intervenientes políticos, isolamento/exclusão político-social dos que têm ideias e opiniões contrárias às políticas governistas e, sobretudo, a maioria dos moçambicanos que conforme as estatísticas apontam vivem na pobreza extrema num país com riquezas incalculáveis e notado como país modelo das políticas da FMI adicionado à violência é um absurdo. É não querer a paz, ou melhor, é lutar contra ela, mesmo com discursivo que aponta a filiação a ela (a paz).
Neste cenário quem será vítima no caso de eclodir a guerra? Nós, a juventude, filhos das classes populares. Será que os defensores dos discursos da intolerância pensam que os filhos e as famílias destes líderes que incitam o ódio à oposição, Renamo, MDM, e outros partidos com projeção no cenário popular irão para guerra?
Claro que não.
No caso referente a pressão política que se faz, ainda, com a permanência do líder da oposição, Afonso Dlakama, temos que entender que a ida daquele opositor à Gorongosa foi fruto de várias falhas, arrogância, perseguições de militantes e partidários da oposição em todos os segmentos da vida social de Moçambique onde nem as instituições da justiça, segurança dos moçambicanos, encontram-se viciadas e pró-partido Frelimo em detrimento do Estado moçambicano e, sobretudo, sem força e legitimidade de defender estes cidadãos.
O copo está ficando cheio e irá transbordar molhando a mesa, mesa essa que por sinal é feita de contraplacados/madeira compensada. Se não houver performance que modifique esta continuidade podem surgir os disparos e tudo volta para a estaca zero, destruição, massacres, raptos de adolescentes nas ruas das cidades e vilas, raptos no campo. Será que houve amnésia coletiva ao ponto de não haver lembranças de cenários em que as pessoas dormiam no mato para escaparem das forças guerrilheiras da Renamo ou do governo da Frelimo?
Jovens eram obrigados a interromperem seus estudos nas zonas urbanas, no campo e nas cidades.
Este cenário pode ser nefasto ao mesmo jovem cego pelos discursos excluidores  do respeito às hierarquias da Frelimo, ou seja, quando houver guerra não ira se esquivar.
É nesta situação que todos os moçambicanos devem ser unanimes em clamar a paz, a necessidade de haver diálogo permanente entre os vários intervenientes sociais e políticos. Todos os políticos sãos importantes para este país e todos devem contribuir para a estabilidade dentro da igualdade como todos os moçambicanos sem exceção. Guebuza, Santos, Nguila, Dlhakama, Chissano, Raul Domingos, Deviz Simango, Cossa, Mathombe, Nihia, Muthombene, etc. São moçambicanos e deste país merecem tudo, bastando trabalharem e sem sofrerem barreiras. Moçambique com todas as suas riquezas é para todos.
Que se cumpram com as exigências daquele líder da oposição, pois as mesmas exigências fazem parte das preocupações da maioria dos moçambicanos, afinal ninguém gosta de se sentir inseguro no seu próprio país. Não importa se a conversa será na esquina do bairro de Micadjuine ou em Munhava, Mueda, restaurante. O que é importante é que as partes buscarão sanar os conflitos que colocam a vida dos moçambicanos vulnerável. Somos diferentes, mas temos a história comum e somos moçambicanos. A ausência de diálogo e conflitos de interesses em conflitos com o bem comum constituem elementos ou brechas que podem ser aproveitados para a promoção da instabilidade.
Pedra Pedra construindo novo dia Milhões de Braços uma só força.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013




FELICIDADE E PROSPERIDADE EM 2013
QUE ESTE ANO QUE INICIA TRAGA TUDO O QUE É DE BOM PARA
TODOS NÓS, MAS ATENÇÃO:
AS COISAS NÃO VIRÃO SÓ POR SI.
MUITO TRABALHO E ATITUDE PARA NÓS TODOS.
NÃO DEIXEMOS COISAS QUE DEVÍAMOS FAZER HOJE PARA AMANHA
SAUDE PROSPERIDADE E MUITA PAZ PARA NÓS TODOS
ABRAÇOS