quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O DIÁLOGO, A PAZ, E A ESTABILIDADE NOS/DOS MOÇAMBICANOS


Cossa, Lourenço

Entre crenças ideológicas filiadas ao partido Frelimo, umas em cima do muro e outras a favor da oposição, a juventude moçambicana se mostra dispersa dos desígnios que promovem a paz e a coesão social entre moçambicanos. Defender discursos das lideranças da Frelimo num cenário em que é a mesma liderança que esticou a corda até ao momento atual em que a sociedade vivencia a intolerância política, falta de diálogo entre os intervenientes políticos, isolamento/exclusão político-social dos que têm ideias e opiniões contrárias às políticas governistas e, sobretudo, a maioria dos moçambicanos que conforme as estatísticas apontam vivem na pobreza extrema num país com riquezas incalculáveis e notado como país modelo das políticas da FMI adicionado à violência é um absurdo. É não querer a paz, ou melhor, é lutar contra ela, mesmo com discursivo que aponta a filiação a ela (a paz).
Neste cenário quem será vítima no caso de eclodir a guerra? Nós, a juventude, filhos das classes populares. Será que os defensores dos discursos da intolerância pensam que os filhos e as famílias destes líderes que incitam o ódio à oposição, Renamo, MDM, e outros partidos com projeção no cenário popular irão para guerra?
Claro que não.
No caso referente a pressão política que se faz, ainda, com a permanência do líder da oposição, Afonso Dlakama, temos que entender que a ida daquele opositor à Gorongosa foi fruto de várias falhas, arrogância, perseguições de militantes e partidários da oposição em todos os segmentos da vida social de Moçambique onde nem as instituições da justiça, segurança dos moçambicanos, encontram-se viciadas e pró-partido Frelimo em detrimento do Estado moçambicano e, sobretudo, sem força e legitimidade de defender estes cidadãos.
O copo está ficando cheio e irá transbordar molhando a mesa, mesa essa que por sinal é feita de contraplacados/madeira compensada. Se não houver performance que modifique esta continuidade podem surgir os disparos e tudo volta para a estaca zero, destruição, massacres, raptos de adolescentes nas ruas das cidades e vilas, raptos no campo. Será que houve amnésia coletiva ao ponto de não haver lembranças de cenários em que as pessoas dormiam no mato para escaparem das forças guerrilheiras da Renamo ou do governo da Frelimo?
Jovens eram obrigados a interromperem seus estudos nas zonas urbanas, no campo e nas cidades.
Este cenário pode ser nefasto ao mesmo jovem cego pelos discursos excluidores  do respeito às hierarquias da Frelimo, ou seja, quando houver guerra não ira se esquivar.
É nesta situação que todos os moçambicanos devem ser unanimes em clamar a paz, a necessidade de haver diálogo permanente entre os vários intervenientes sociais e políticos. Todos os políticos sãos importantes para este país e todos devem contribuir para a estabilidade dentro da igualdade como todos os moçambicanos sem exceção. Guebuza, Santos, Nguila, Dlhakama, Chissano, Raul Domingos, Deviz Simango, Cossa, Mathombe, Nihia, Muthombene, etc. São moçambicanos e deste país merecem tudo, bastando trabalharem e sem sofrerem barreiras. Moçambique com todas as suas riquezas é para todos.
Que se cumpram com as exigências daquele líder da oposição, pois as mesmas exigências fazem parte das preocupações da maioria dos moçambicanos, afinal ninguém gosta de se sentir inseguro no seu próprio país. Não importa se a conversa será na esquina do bairro de Micadjuine ou em Munhava, Mueda, restaurante. O que é importante é que as partes buscarão sanar os conflitos que colocam a vida dos moçambicanos vulnerável. Somos diferentes, mas temos a história comum e somos moçambicanos. A ausência de diálogo e conflitos de interesses em conflitos com o bem comum constituem elementos ou brechas que podem ser aproveitados para a promoção da instabilidade.
Pedra Pedra construindo novo dia Milhões de Braços uma só força.

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