quinta-feira, 18 de abril de 2013

A CONTRADIÇÃO ENTRE O DISCURSO E A PRÁTICA: Governo/Frelimo à frente da Intolerância política e social em Moçambique.

COSSA, Lourenço

Correntemente abordamos aqui acerca dos casos da intolerância política que se verifica na sociedade moçambicana. Essa intolerância política se mostra com o agudizar da exclusão política e social aos partidos da oposição, a seus militantes e a indivíduos que pensam diferente dos padrões impostos pelas elites do partido no poder, a Frelimo.

Referimos frequentemente que todas as formas de exclusão desaguam na violência/guerra, na instabilidade política e social entre os membros dessa mesma sociedade. Estas práticas comportamentais sociais aumentam a pobreza.

As formas dessa intolerância se mostram através da inviabilização, a não permissão do desenvolvimento das atividades partidárias de outros partidos políticos, as agressões físicas dos militantes dos partidos da oposição pelos indivíduos e membros da Polícia da República de Moçambique instrumentalizados e filiado ao partido no poder.

Recentemente, a mesma polícia, obedecendo ordens do partido Frelimo agrediu os militantes partidários e ex-membros da guerrilha da Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), tendo os desalojado de suas sedes partidárias nas províncias de Manica (Gondola), Nampula e Sofala (Muxungué). Em tais incursões, a Força de Intervenção Rápida/Frelimo (FIR) prendeu e encarcerou aleatoriamente esses ex-guerrilheiros. Usurpou de seus bens (bicicletas e outros haveres).  

Inconformados com tal situação humilhante que são submetidos que ciclicamente pelo partido no poder através da polícia, esses membros e ex-guerrilheiros ripostaram. Atacaram a base da FIR no Distrito de Muxungué. A reação-resposta desses membros do partido de oposição, a Renamo saldou na morte de quatro (4) agentes da polícia, um (1) ex-guerrilheiro e a libertação de seus membros.

Nos últimos anos, Moçambique caminha a passos largos para a imposição do monopartidarismo e a inviabilização da Democracia. O ator principal deste retorno é a Frelimo, “Guia do Povo Moçambicano” e seu presidente.

Situações da intolerância política e perseguições a partidários tidos da oposição ocorrem por todo país. Existem províncias onde o exercício político da oposição e o pensar diferente da elite no poder é uma aventura arriscada. Os militantes de outros partidos são severamente humilhados, punidos, perdem seus bens, suas casas são queimadas, perdem suas propriedades, são agredidos fisicamente, expulsos de seus órgãos partidários na província, distrito e localidade.

Casos caricatos que são o cúmulo da intolerância é a intimidação de proprietários de casas ou estabelecimentos de hospedagens de modo a não hospedar lideranças dos partidos da oposição nas zonas rurais, distritos e nas províncias.

Entretanto, o discurso do partido governamental é a de que é pelo diálogo e paz. É esta mensagem que difunde na imprensa, na opinião pública e a órgãos internacionais. No entanto, no terreno pratica desmandos, violenta e divide os moçambicanos atropela a Constituição da República de Moçambique a seu bel prazer.

Nas províncias de Manica, Sofala, Tete, Nampula, Gaza, as sedes dos partidos políticos são assaltados, vandalizados, suas bandeiras e símbolos arrancados pela polícia em conluio com administrações locais, seus membros são perseguidos, espancados, privados de exercício das atividades laborais em instituições do Estado, não abrangidos pelas políticas de desenvolvimento local entre outros males/humilhações.

Dia 18 de abril, mais uma vez somos surpreendidos com a notícia da intolerância e nada animador para a construção da Democracia. O Secretário Geral da Renamo, Manuel Bissopo e o Deputado Armindo Milaço foram detidos e espancados pela polícia da FIR.

Com esta notícia, a esperança da paz, diálogo foi a gota de água na areia – desapareceu. A prepotência, arrogância do Presidente da República se mostra nua e crua. Paira sentidos que aponta o querer se perpetuar no poder a custa do sangue dos moçambicanos. Paira sentidos de querer transformar Moçambique exemplo de Angola.

A ganância pelo poder sobe as veias e quer amostrar a musculatura de guerra para ficar inda mais no poder, pois com a segunda reação da Renamo pode decretar Estado de Sítio e suspender se desejar as eleições Gerais.

Desde já, os moçambicanos deverão saber que quem se opor às ideologias Outras estará sujeito a humilhações, violência sem precedente. O machado está lançado. Pena que somos nós moçambicanos, nossos filhos que serão raptados a guerrear contra outros moçambicanos.

O incitamento ao ódio, exclusão política e social não cessa no partido governamental.

A Democracia e a paz está em perigo em Moçambique.

Para elucidar o nosso desapontamento perante a outras práticas que minam a Democracia apresentamos cartas/provas dessa intolerância através da exposição de carta do Partido MDM em que informa acerca de um evento aos órgãos governativos municipais como mandam os preceitos e, em resposta as suas ações são proibidas.







sábado, 13 de abril de 2013

O QUE DISSE SILAS MALAFAIA


 COSSA, Lourenço

Pastor político brasileiro da Igreja Assembleia de Deus, o Feliciano, recentemente nomeado para liderar a comissão dos direitos humanos afirma com base na interpretação da bíblia que os africanos são amaldiçoados e que para a sua cura devem se filiar ao cristianismo.

Em defesa protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina.

Perante o repúdio da sociedade brasileira pró-direitos humanos e a pressão para que este deputado pastor/político saia da presidência da Comissão dos Direitos Humanos, surge evangélicos a apoia-lo e defendendo-o.

Uma dessas personagens é o pastor, também da Assembleia de Deus, o Silas Malafaia. Em seu programa de tv, este pastor refere:

 

- Por outra, querer dizer, por uma frase, [que proferiu] que alguém é racista e homofóbico, isso é piada... Isso é piada e de mau gosto. Eu não concordo com a ideia dele; é uma discussão teológica isso. Eu não concordo com essa vertente de onde vieram os negros, mas é uma vertente teológica, não tem nada de racismo. É uma discussão teológica que eu não concordo. Feliciano, não pode ser julgado por tais acusações. Ele nunca bateu ou matou um gay, e sua origem é negra.

 

O discurso do Pastor da Igreja de Assembleia de Deus perambula entre os valores que uma frase pode carregar ou não carregar. Contudo, o valor mínimo deste discurso reside na negação de que uma frase pode carregar consigo valores e, ser susceptível de provocar deslocamentos.

Malafaia nega o poder da frase e, certamente nega o força do verbo, o mesmo verbo que ele utiliza nas suas ações evangelizadora.

Ora, a história da humanidade é recheada pelos fatos em que o uso da frase criou mudanças e deslocamentos. De fato, a palavra, de forma isolada pode não conseguir atingir a tamanha proeza, mas inserida em um contexto, seu poder transformador ideológico é grandiosa.

É exatamente esse transformação ideológica que perpetua práticas, boas ou/e nefastas

O Malafaia, diz não concordar com essa vertente de onde vieram os negros, mas é uma vertente teológica. Não tem nada de racismo.

Que é uma vertente teológica todo mundo sabe. Mas se sabe também que essa vertente foi desenvolvida por um grupo de cristãos racistas americanos para justificar suas práticas excludentes. A Bíblia não refere em nenhum versículo que o Noé tinha a mulher africana. Ademais, naquela época histórica não havia muita integração entre povos distantes. Além do mais não existe nenhum dado histórico-científico-antropológico que aponta que os africanos foram geridos por brancos.

Por outro lado, as escrituras da arca não constituem a verdade absoluta. Elas pertencem a um contexto de crença localizada. Médio Oriente.

Retornando na discussão, como referimos, a discussão teológica proferida e defendida por aquele deputado/político evangélico da Assembleia de Deus e PSC tem a sua gênese nos Estados Unidos da América e era usada pelos pastores racistas daquele país nos séculos áureos do racismo. A emergência e a perpetuação desta vertente teológica em um país como Brasil onde o racismo ainda é prática política e social cria/perpetua de certa forma estereótipos, atitudes racistas.

Ademais, aquele pastor evangélico que apesar de ter a ascendência/origem não implica que suas palavras não podem fomentar ou cristalizar discursos e práticas racistas.

Cotidianamente, muitas políticas antirracistas são desenhadas e colocadas em hasta pública da justiça, mas ninguém no Brasil já foi alguma vez preso por ter praticado o racismo. Contudo, essas práticas estão vivas e sucedem a cada dia e a cada momento. As estatísticas são elucidativas, quanto a esse respeito, muita matança da população negra no Brasil, a polícia mata indiscriminadamente os negros. As repartições empregatícias excluem os negros, nas novelas, o negros aparece na maioria dos casos como porteiro ou empregado doméstico, etc. etc.

Se esta vertente surgiu com pastores racistas, como é que a mesma, se proferida por um Feliciano não será racista?

A pressão que se observa contra este pastor cuja seu discurso cristaliza práticas racistas não advém pelo fato de esse ser evangélico ou por manipulação dos petistas, mas sim pelo fato deste pastor/político não ser ponderado em seus discursos inflamatórios contra quem estiver em seu caminho de pensamento equivocado teológico.

Tem muitos evangélicos no Brasil e, estes pregam sua mensagem divina e nunca entraram em desavenças. Mas discursos que perpetuam a exclusão dos negros em um país onde o racismo ainda é prática cotidiana isso é intolerável.

Este pastor/político agride as pessoas. As suas convicções atentam contra a crença e estar de outras pessoas e, como uma pessoa dessa pode presidir uma Comissão dos Direitos Humanos?

Só em sociedades cínicas, um sujeito desse preside e tem espaço. O pior é que vi pela TV, negros evangélicos a defenderem aquele pastor/político racista, lá na Câmara dos Deputados.

É fato, a crença mexe com as estruturas complexas da psique humana. Uma pessoa que crê, com pensamento religioso, pratica sua fé sem crítica, pois um pensamento crítico é silenciado pelo sentimento de culpa, afinal o crente não quer se flagrar dentro do “pensamento diabólico”. É por esse motivo que se observa moldura humana a desembolsar rios de dinheiro para um indivíduo que o considera representante de Deus/Jesus Cristo.

Imagine se de fato o Jesus Cristo aparecesse em um templo/igreja, dessas que recolhem dinheiro para se reservar um espaço no céu e se dirigisse ao altar, ele com suas vestes/túnicas e proferisse: - Sigam-me, pois sou o caminho e a verdade? Eu acho que sairia desse templo/igreja à paulada, pois seria difícil o pastor renunciar as mordomias providenciadas pelos crentes.

 

domingo, 7 de abril de 2013

ENSAIO DA GUERRA CIVIL EM MOÇAMBIQUE

COSSA, Lourenço
As notícias de ataques a autocarros por homens não identificados, seguida pelas acusações entre os partidos Frelimo e a Renamo nos obriga a recordar o passado do massacre de Homoíne, quando a população foi varrida da vila com tiros de artilharia. Daquela massacre fomos informados que tinha sido praticado pela RENAMO e, todos nós condenamos veementemente.
Depois dos acordos de Roma soubemos que na verdade não foi a Renamo e sim a Frelimo.
Reflexão! A Frelimo assassinou a população de Homoíne e depois amputou a responsabilidade à Renamo. Será que aquela situação foi isolada e não massacrou mais população e sujeitando a Renamo?
Ninguém de nós, população sabe ao certo quem foi que emboscou os autocarros e matar inocentes/ocupantes. Pode ser a Frelimo, através das suas forças FIR, etc.
Pode ser Homens da Renamo que estão cansado e querem acelerar a guerra.
Tudo está aberto. Cabe a Nós povo moçambicano sair à rua manifestarmos, mandarmos recado aos partidos Felimo e Renamo dizermos PEREM, NAO A GUERRA, PÁZ JÁ. DIALOGO RECONCILIADOR JÀ. DEMOCRACIA É O LEMA.
Deixemos de ser cobardes povo moçambicanos.
A Democracia, em Moçambique só se construirá se houver alternância do poder, com o fim das perseguições, intolerância política e espaço para todos. Todo território nacional deve ser livre para todos os moçambicanos sem restrições.
A MDM, a RENAMO, a FRELIMO tem direito de fazer a política em todo território. Nós moçambicanos não somos propriedade de nenhum partido.  

sexta-feira, 5 de abril de 2013

POLÍTICO RELIGIOSO RACISTA NA COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS: Os africanos são amaldiçoados.


COSSA, Lourenço

 
O Deputado Federal e Pastor da Igreja Assembleia de Deus - Brasil

 
Pastor político brasileiro da Igreja Assembleia de Deus, o Feliciano, recentemente nomeado para liderar a comissão dos direitos humanos afirma com base na interpretação da bíblia que os africanos são amaldiçoados e que para a sua cura devem se filiar ao cristianismo.

Esta interpretação é a que serviu de sustentação dos escravocratas e racistas americanos para perpetuar o racismo, a humilhação, matança dos negros, exploração e colonização em todo mundo.

Estas interpretações equivocadas são proferidas por um político brasileiro que lidera a Comissão dos Direitos Humanos, o que nos dá a entender que trata-se de uma posição do Estado Brasileiro afinal, apesar das manifestações de muitos movimentos sociais contra este político evangélico apoiado pelos evangélicos cristãos, o governo central, a Presidente Dilma nunca se manifestou.

Marco Feliciano é um político e suas declarações têm impacto na sociedade brasileira, principalmente para a maioria dos evangélicos fanáticos e fundamentalistas que defendem esse pastor deputado. Não tardará que este fanático seja visto nas cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), órgão cuja maioria dos países são africanos. Estará lá a falar dos “direitos humanos”.

Vejam na íntegra as declarações impressas na Folha de São Paulo:


05/04/2013-03h00

 
                            Feliciano volta a afirmar que africanos são amaldiçoados

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TAI NALON
RUBENS VALENTE

DE BRASÍLIA


Em defesa protocolada no STF (Supremo Tribunal Federal), o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou que paira sobre os africanos uma maldição divina e procurou justificar a fala com uma afirmação que, publicamente, tem rechaçado: a de que atrelou seu mandato parlamentar à sua crença religiosa.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara é alvo de inquérito no STF por preconceito e discriminação por uma declaração no microblog Twitter.

 

Em 2011, ele escreveu que "a podridão dos sentimentos dos homoafetivos leva ao ódio, ao crime, à rejeição".

Na época, Feliciano também postou que africanos são amaldiçoados pelo personagem bíblico Noé. "Isso é fato", escreveu no microblog. O post depois foi deletado.

Manifestantes protestam contra Marco Feliciano do lado de fora da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em 3 de abril

As declarações provocaram protestos que tomaram conta de redes sociais e das sessões da comissão. A Procuradoria Geral da República o denunciou ao STF --onde também responde a uma ação acusado de estelionato.

Feliciano é acusado de induzir ou incitar discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, sujeito a prisão de um a três anos e multa. Não existe tipificação penal para homofobia.

Em sua defesa no STF, protocolada no dia 21, Feliciano diz que não é homofóbico e racista. Reafirma, porém, a sua interpretação de que há a maldição contra africanos.

"Citando a Bíblia [...], africanos descendem de Cão [ou Cam], filho de Noé. E, como cristãos, cremos em bênçãos e, portanto, não podemos ignorar as maldições", afirmou, na peça protocolada em seu nome pelo advogado Rafael Novaes da Silva.

"Ao comentar [no Twitter] acerca da 'maldição que acomete o continente africano', diz sua defesa, o deputado quis afirmar que é "como se a humanidade expiasse por um carma, nascido no momento em que Noé amaldiçoou o descendente de Cão e toda sua descendência, representada por Canaã, o mais moço de seus filhos, e que tinha acabado de vê-lo nu".

A defesa do deputado diz ainda que há uma forma de "curar a maldição", entregando "os seus caminhos ao Senhor". "Tem ocorrido isso no continente africano. Milhares de africanos têm devotado sua vida a Deus e por isso o peso da maldição tem sido retirado", diz o texto.

Historicamente, interpretações distorcidas do trecho da Bíblia citado pelo pastor serviram como justificativa para atitudes e manifestações racistas, como as dos proprietários de escravos no Brasil e nos EUA no século 19.

Ao STF, Feliciano não entra em detalhes sobre sua afirmação sobre os gays --diz apenas que não há lei que criminalize sua conduta.


FÉ E MANDATO

O pastor também afirma que seu mandato está atrelado à religião, embora tenha dito durante a atual crise que sua crença não afeta sua atuação na Câmara. Usou esse argumento para se manter na presidência da comissão.

Ao STF, afirmou que suas manifestações no Twitter estão "ligadas ao exercício de seu mandato". As estratégia é vincular as declarações à imunidade parlamentar.

Feliciano foi eleito para a comissão em março. Após os protestos, o pastor conseguiu aprovar requerimento fechando-as para o público.
 

Lembra-se que a Bíblia Sagrada é um livro escrito pelo ser humano dentro de um contexto cultural e político dado. Os valores nela impressa espelham as ansiedades e os valores de um povo, o povo hebraico.

Os valores escritos não podem ser encarados como a verdade absoluta, susceptíveis de orientar a humanidade.

É importante haver respeito entre os povos, entre as pessoas. As atitudes da intolerância religiosa, racial devem ser condenadas.

As religiões cristãs e islâmicas frequentemente são usadas pelas pessoas intolerantes e perversas para perpetuar suas frustrações, interesses, ódio em relação a outros povos e pessoas. Em relação ao cristianismo, ações da intolerância foram protagonizadas pela Igreja Católica Romana, chegando a promover e a acobertar práticas selvagens de tráfico de africanos, os transformando em escravos. Nessas práticas nefastas foram cometidas humilhações, matanças, estupros.

Atualmente, as igrejas evangélicas abraçaram com garra esta causa de extermínio cultural dos africanos. São estas igrejas que dão sustentação aos discursos do pastor político (deputado federal) brasileiro, Marco Feliciano, perpetuando valores racistas que caracterizam a sociedade brasileira contra os afrodescendentes.    

Se a Bíblia Sagrada trouxesse a verdade absoluta e não refletisse um contexto histórico de um povo e que na atualidade seus valores são condenados não constituiria nenhum crime/prática abominável os cristãos/“os não amaldiçoados e ungidos de David” perseguirem e matarem sem piedade pessoas que professam outras religiões, afinal o livro “sagrado” permite isso – Deuteronômio 13:7. Não seria crime se cristão heterossexual perseguisse e matasse sem piedade as pessoas homossexuais, afinal a bíblia permite e ordena que se pratiquem, Levítica: 20:12.

Literalmente, a Bíblia Sagrada não aponta estes sentidos defendidos e propalados por esse pastor político brasileiro. A maldição parte da interpretação tendenciosa com sua gênese nos pastores americanos que encenaram estes sentidos para justificar práticas excludentes e racistas contra as pessoas traficadas e escravizadas pelos europeus escravocratas.

Por outro lado, seria uma presunção insinuar a existência de uma verdade, a da Bíblia. No geral, muita coisa escrita neste livro está descontextualizada com o século 21. Neste período há imperativos do respeito das diversidades culturais, dos povos e culturas. Os direitos humanos devem ser respeitados.