sábado, 22 de junho de 2013

MOÇAMBIQUE CLAMA PELA PAZ: Guerra a espreita


COSSA, Lourenço

Moçambique está sobtensão política e uma guerra civil declarada eminente.

Dois dias depois do Delegado político da Renamo, o Brigadeiro Malagueta ter anunciado que a Renamo iria ampliar a sua zona de atuação na região de Gorongosa, província de Sofala onde está aquartelado seu líder, Afonso Dlakama, na madrugada do dia 21 de junho foi atacado viaturas civis. Este ataque saldou na morte de dois civis.

Tais pronunciamentos são justificados hipoteticamente ao fato de se observar a movimentação do material bélico e de militares governamentais às cercanias do local onde está aquele líder e que suspeita, segundo a fonte, estar-se a preparar um assalto o local onde está o presidente do partido da oposição, Renamo com seus seguranças.

No mesmo dia, 21 de junho, o Delegado da Renamo incumbido a informar a posição do partido Renamo foi preso pela Polícia da República de Moçambique/Frelimo.

Hoje dia 22 de junho, o governo da Frelimo organizou manifestações em todo país sob o lema queremos a paz. Estas manifestações surgem um depois que guerrilheiros supostamente da Renamo terem atacados carros, autocarros que se faziam na estada nacional número 1 na zona do Distrito de Muxungué na província de Sofala.

Nestas manifestações a sociedade civil apela ao governo da Frelimo e a Renamo a dialogarem e estabelecerem consenso de modo a evitar-se a paz. Paralelamente viu-se dirigentes governamentais da Frelimo, partido no poder a proferirem discursos que “apelam” a paz e a vincarem termos como sanguinário, discursos que “apelam” e acusam o seu adversário político, a Renamo a parar com as atrocidades e abnegar-se do sangue. Tais dirigentes referiam repetidamente que estão abertos ao diálogo, mas o diálogo não implicava consenso e mais, não aceitava imposições da oposição.

Mas que imposições são estas que a oposição coloca ao governo do dia?

A oposição repudia e reclama a partidarização das instituições do Estado que é generalizada em todo território nacional. Esta partidarização exclui moçambicanos com opiniões diferentes da dos discursos governamentais da Frelimo. Querem que a paridade entre os membros que compõem a comissão nacional das eleições depois de passarem quatro eleições gerais caracterizadas pela pouca transparência no processo que vai da preparação ao ato eleitoral. Querem que haja equidade na partilha de bens que o país tem em detrimento da exclusão política e social. Querem que seus militares desmobilizados coercivamente nos últimos anos sejam reintegrados. Lembra-se que estes militares que faziam parte da guerrilha da Renamo estavam integrados no exercito único, as Forças Armadas de Moçambique depois dos acordos de Roma que pus fim a guerra civil dos 16 anos que terminou em 1992.

São essencialmente estas reivindicações que a oposição, ou seja, o maior partido da oposição reclama.

Nas repartições estatais ser desconfiado com sendo da oposição é sinônimo de isolamento, cancelamento do contrato de trabalho e muito mais humilhações. Nas zonas rurais, pessoas pertencentes aos partidos da oposição são marginalizadas, perseguidas, usurpada seus haveres, espancadas. As sedes partidárias dos partidos da oposição são vandalizadas, seus membros são presos pela polícia aleatoriamente e sem culpa formada.

“A polícia se comporta como se Moçambique fosse ainda governado pelo partido único” e sem democracia (Mussanhane, Diretor das prisões de Moçambique, maio de 2013).

Portanto, há que referir que estas reivindicações não são somente do partido Renamo, mas de todos moçambicanos comprometidos com um Moçambique se exclusão política social. São estes atos que mina os esforços de desenvolvimento dos moçambicanos.

Vimos nos écrans televisivos membros do partido no poder, a Frelimo a referir que sempre pautaram pelo diálogo e que não aceitam todas as imposições do partido da oposição, a Renamo, mas os moçambicanos não se lembram sequer de pelo menos um ponto reivindicativo da oposição que já foi ouvida e aceita pelo governo e pela bancada maioritária governamental na Assembleia da República. O que se vê é a arrogância acima da arrogância dos governantes. O que se assiste é a marginalização, perseguição de todas as pessoas que usufruindo da aparente liberdade de expressão questionam a corrupção, a má governação, a não transparência nos projetos de desenvolvimento.

A estas pessoas que se manifestam via imprensa são cunhados pelos termos como: tagarelas, apóstolos da desgraça, agitadores profissionais e outros nomes.

Moçambique como Estado de Direito, as manifestações são legais perante a constituição, desde momento que se informar as autoridades governamentais. São as autoridades que disponibiliza aparato policial para acompanhar/proteger os manifestantes em greve pacífica.

Entretanto, na realidade, as entidades que informam uma determinada manifestação pacífica são proibidas e perseguidas pela polícia a mando das autoridades governamentais. Trabalhadores indefeso em greve pacífica são espancados barbaramente pela polícia das Forças de Intervenção Rápida (FIR).

Partidos da oposição são proibidos de se manifestar, inclusive de participar em desfiles gerais como, por exemplo, Dia do Trabalhador, 1 de maio.

A arrogância dos membros do governo do dia é tanta que as esperanças de certos grupos da oposição se esgotaram perante uma justiça parcial/partidária, polícia partidária, projetos de desenvolvimento partidários, empregos partidários, hospedagens partidárias (lideranças da oposição são impedidos até de se hospedarem em hotéis nas zonas rurais – donos dos hotéis são coagidos pelo partido governamental a não abrirem as porta às lideranças dos partidos da oposição), pois veem seus desejos, sonhos distantes devido à intolerância política que se resvala no social.

São sonhos e desejos que na realidade são da maioria dos moçambicanos que apenas querem usufruir o que é de todos.  

Juntamo-nos ao coro de todos moçambicanos comprometidos com a paz na realidade. Moçambicanos que sabem que qualquer tipo de exclusão social entre moçambicanos tem consequências catastróficas.

Não a exclusão política e social;

Não queremos a guerra;

Não à arrogância dos governantes da Frelimo;

Sim a paz e ao consenso.

Cada uma das partes deve ceder.

Todos cedendo, ganha Moçambique.
Ganha a paz.

3 comentários:

  1. concordo, este pais precisa de se encontrar ainda ha muito por fazer, um dia muda o rumo d nossa historia e todos temos que fazer parte.

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  2. Glória Mascarenhas4 de julho de 2013 11:31

    falar da realidade deste país é uma atitude de coragem! que cada um de nós possa dar o seu contributo para acabar com a "DITADURA" e conquistar a PAZ. força Lourenço Cossa! manter os moçambicanos informados é contribuir para a paz.

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  3. a guera deve parar e reinar somente a paz

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