quinta-feira, 13 de junho de 2013

VIOLÊNCIA DO GOVERNO E O CRESCIMENTO DA SOCIEDADE CIVIL

COSSA, Lourenço
 
Por todo Moçambique, a violência da polícia versus partido Frelimo constitui uma das formas de intimidar e de certa forma garantir a continuidade de poder.
No permeio desta situação visualiza-se a ausência da confiança política das populações para com o Estado Moçambicano/governo e este ultimo recorre a métodos de coersão violenta. Em todo país existe onda de manifestaões contra as condições de vida, a política baseada na arrogância dos membros do governo versus partido Frelimo.
Dentro das instituições do Estado em Moçambique não há separação entre o Governo, partido Frelimo e Estado moçambicano. Proliferam núcleos/células partidárias e cada vez mais se abocanham herários públicos através de esquemas pouco ofisticados de drenagens de dinheiro público. Militantes partidários de outros partidos são corridos, isolados e marginalizados nas instituições públicas. Perante a este cenário, está se tornando normal ver-se a movimentação de contigentes das formas de segurança armados até aos dentes, portando inclusive carros militares de assalto, vulgos Blindados/BTR pelas artérias da cidade capital do país num gesto de intimidação dos manifestantes, membros da oposição, as populações em geral.
Contudo, existe outro cenário que se desenha. A sociedade civil está cada vez mais se conscientizando e tomando seu papel de fiscalizadora. Cada vez mais vozes de figuras populares e pessoas comuns, em canais mediáticos ou nos chapas/transportes públicos a clamarem e criticarem o que anda mal, ou seja, a violência política praticada pelo governo da Frelimo.
Perante a greve dos médicos que ja assola o país já há aproximadamente um mês e a prisão do lider dos grevistas da saúde, viu-se figuras públicas, políticos e mais a afluirem na 6a. Esquadra da pólícia para exigerem a libertação do lider da greve dos médicos apreendido pela política. As declarações proferidas por aquelas figuras públicas de vários setores da sociedade mediante aquela situação mostrou claramente que a sociedade moçambicana ja não é mais aquela de quatro anos atrás. Isso mostra que algo pode vir a suceder nas relações entre as populações e governantes no periodo curto de tempo. 

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