segunda-feira, 21 de outubro de 2013

HÁ DIFERENÇA ENTRE O APARTHEID E EXCLUSÃO SOCIAL-POLÍTICA?


COSSA, Lourenço

A exclusão social-política e o seu resquício que se resvala na exclusão econômica e social não se diferencia ao apartheid. Tal como Apartheid, a exclusão mata, isola, silencia, apaga o Outro; um Outro que aos olhos de quem exclui constitui entrave para seus interesses pessoais, sua alegria, satisfação e realização plena.

Dentro de uma sociedade caracterizada pela intolerância política, social, racial, econômica, se produz entre os seus membros exercito de descontentes, pessoas que pelo sofrimento por que passam já não têm nada a perder. Estas pessoas alcançam estágios comportamentais, coragem e capacidades de poder ser e fazer tudo ao seu alcance para poderem sobreviver perante as adversidades que lhes interpelam, inclusive a violência.

É por esta lógica que se diz que a violência gera violência.

O apartheid e a exclusão social, política ou econômica tem as mesmas consequências; cria uma sociedade problemática que se mostra pela violência, intolerância, acusações, assassinatos/mortes. Exemplos desses tipos de sociedades/país não faltam. Temos o país vizinho, a África do Sul, Estados Unidos da América, a República Federativa do Brasil entre outros.

Estamos a abordar esta questão com intuito de promover a reflexão e se estabelecer a relação deste assunto para com a situação atual que Moçambique vinha/vem atravessando. Na atualidade, a situação política de Moçambique está se caracterizando pela pura violência armada sem necessidade. Uma cena que começou como “simples desmobilização das pessoas/moçambicanos” vindo de Outras fileiras políticas que constitui a oposição política que outrora fora oposição militar naquilo que pode ser considerada como briga entre moçambicanos, entre os membros da mesma sociedade. 

Pessoas da oposição ou que pensam diferente das pessoas que fazem o governo ou o partido Frelimo, perdem seus postos de trabalho, cargos de chefias, prisões arbitrárias, arranque de suas terras ou queima dos seus bens. Há violência de todos os tipos para a oposição e as pessoas que pensam diferente.

No permeio disso está crescendo sentimento generalizado de crítica da forma com o governo e partido governamental dirige os destinos do país. Por outro lado encontramos o Presidente da República a descarregar critica contra todos os segmentos da sociedade civil que critica sua governação. Da sua contraofensiva à critica chama a sociedade moçambicana de “tagarela, distraídos, pessoas que quando o governo faz bem dizem que não está bem e quando faz bem ainda insistem em critica-lo”.

No campo político, a Renamo vinha tentando fazer com que junto com o governo se estabeleça a paridade nos órgãos eleitorais, a despartidarização do aparelho do Estado e a transparência nos negócio público estatais, cenário, portanto, negado pelo governo.

Numa visão geral este esforço da Renamo constitui a ansiedade e o querer dos diferentes segmentos da população ou sociedade civil.

Entretanto, o governo enxerga no meio de tudo isso, um inimigo a abater e esse indesejado é a Renamo.

Sem consenso, o governo através das forças governamentais encurralou o maior partido da oposição hoje dia 21 de outubro de 2013 atacou o local em que vivia o líder da Renamo em Santunjira, mas o presidente da oposição já havia se retirado. As últimas notícias indicam que está em lugar incerto.

Em consequência disso, o país está em suspense, mergulhado no conflito armado, a guerra declarada pelo governo liderado pela Frelimo. A insegurança já está instalada.

Todo este cenário indesejado foi semeado pela exclusão e intolerância política. Algo que parece não ser nada importante, para o excluidor, mas dolorido para o excluído. As consequências dessa incursão são imprevisíveis. Uma coisa é certa, não há mais segurança em Moçambique. A Democracia está em perigo. Está minado pela cobiça de um poder perpetuado de uns que se consideram com mais direitos sobre os Outros que constituem entrave para as liberdades de fazer desfazer sem prestarem contas a ninguém. Parece que Moçambiqe tem dono. Um Zedú moçambicano.

Moçambique a sua própria sorte.

 

21/10/2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A GUERRA CIVIL JA É REALIDADE EM MOÇAMBIQUE

Cossa, Lourenço
 
A indiferença da sociedade moçambicana para com a exclusão socio-política-econômica de outros moçambicanos não devotos do partido governamental, a Frelimo e com a guerra em curso está a ser preocupante e intolerável para os que se consideram pacíficos e cheios de virtudes.
Ontem dia 17 e hoje dia 18 de outubro de 2013, as forças governamentais liderado pelo partido Frelimo e o Presidente da República, como de costume atacaram os homens seguranças do partido Renamo, o segundo maior partido da oposição em Moçambique.
Lembra-se que a existência daquelas forças está plasmada nos acordos de Roma que pós fim a guerra civil terminada em 1992.
De acordo com os sentidos posta em circulação em matéria do jornal O País, as forças governamentais premiditaram o ataque e ocultaram provas, interditando a imprensa de se fazer o local. A mesma força alega que foi atacada pela Renamo, mas é mostrada nas posições dos homens da Renamo. Como refere a matéria, no momento da troca dos tiros, as forças governamentais estavam no perímetro das forças da Renamo e carregando artilharia pesada em direção onde estava reunido o lider da oposição com os delegados partidários vindo de todas as partes de Moçambique, comemorando 37 anos da morte do fundador da Renamo.
A questão que se coloca é como é que estas forças governamentais da Frelimo foram atacadas se se derigia pelas/nas proximidades do local onde ocorriam as comemorações da oposição? Pior, transportava material bélico pesado? E como ou porque impediram os jornalistas, retendo-os (encarcerando em um local) para depois os mostrar o que queriam que visse? 
Ja é a terceira vez que somos interpelado por notícias de ataque sobre os homens da Renamo e a resposta defensiva deste, causando nisso a morte de moçambicanos enquanto os mandantes, os políticos, residentes na capital do país, Maputo passeando a sua classe. Constata-se que a esses políticos governamentais importa para eles politiquices.
O que coloca de costas voltadas estes políticos se resume na negação da excusão política e econômica sofrida por membros da oposição e o querer da paridade nos órgãos eleitorais pela oposição.
Moçambicanos! Está evidente que a esses políticos, especialmente governamentais nada lhes importa se não o jogo político com a Renamo. Ja a oposição que não tem nada a perder devido a ja sua marginalização e exclusão econômica decidiu se afixar na antiga base no Distrito de Gorongosa em jeito de pressão para o diálogo.
É salutar se saber que todas as formas de exclusão cria exercito de descontente. A solução para esta crise é a criação de condições para o aniquilamento da exclusão. Urge se promover políticas de inclusão e se combater a intolerância.
Como os políticos dos dois partidos, a Frelimo e a Renamo não estão abertos para uma sociedade livre da intolerância e de exclusão em Moçambique, cabe as sociedades moçambicanos promoverem essa paz. Forçar a paz em Moçambique.
Não adianta proferirmos a palavra paz, queremos a paz, somos da paz, mas sem ação concreta. O falar em surdina implica a covardia. É a indiferença para com coisas sérias. 
Devemos forçar os políticos da Frelimo e da Renamo para a paz que dizemos de boca para fora que amamos.
Devemos dizer basta a guerra em Moçambique, chega da exclusão entre moçambicanos, dizermos que em Moçambique não existe cidadão/moçambicanos da segunda ou terceira. Todos moçambicanos são iguais e com os mesmos direitos. É o povo quem deve dizer e forçar estes sentidos.
Uma das formas de se dizer isso é com as manifestações pacíficas em todo território. Vamos dizer chega as conversas descabidas, sem rumo nem lógica que acontecem no Centro de Conferências Joaquim Chissano em Maputo.
Viva a paz e concordância entre todos os moçambicanos. 
 
18/10/2-13