domingo, 22 de dezembro de 2013

O PROVÁVEL SUICÍDIO DUPLAMENTE INCONSEQUENTE DO COMANDANTE DAS LINHAS AÉREAS DE MOÇAMBIQUE - LAM


COSSA, Lourenço

É triste. Muito triste ouvir que o despenhamento do avião das LAM foi efetuado intencionalmente. É mais triste ainda se saber disso perante um comandante aviador referido como experiente, credível! A coisa é séria se de facto, nas LAM/no social dos indivíduos em Moçambique se for o caso.


        
Mas como ser humano que sou que tento não botar todos os pés para um lado só, a dúvida meio... Sei lá!

Vejamos! Um despenhamento de uma aeronave de um país em via de desenvolvimento, pouquíssimo expressivo no compito de um país de proveniência do avião - Brasil, que se se tivesse detectado que o problema provinha de uma falha técnica, todos os esforços na elevação da marca Embraer estariam em causa. Não seria conveniente jogar-se o problema/culpa para uma companhia que já a priori está sendo banida de sobrevoar o espaço europeu?
 
Pode ser considerada absurda esta duvida, mas ela é oportuna sim. Não se está a descorar a provável veracidade do anúncio oficial, mas já logo no começo e, antes das investigações a partir das caixas negras, se dizia que o problema não era a falha mecânica. Como é que se sabia antes de se apurar o problema real?

Todos nós sabemos que a leitura das referidas caixas fora efetuada em outros países, os chamados desenvolvidos, neste caso os Estados Unidos da América, perante equipas dos países interessados e, mais, sabemos que existem lobbies internacionais.

Bom pode ser que não, mas também pode ser que sim.


22/12/13

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

A SENSIBILIDADE DOS MOÇAMBICANOS PERANTE O NÃO HABITUAL

COSSA, Lourenço

O que podemos dizer acerca do governo de Moçambique em torno das questões sensíveis na vida humana?

Estamos em meio de duas semanas, período que surgiram acontecimentos de realce. Primeiro o despenhamento do avião da companhia aérea moçambicana – Estatal, as Linhas Aéreas de Moçambique, primeiro acidente do gênero depois da independência nacional.

O segundo acontecimento é referente à morte do primeiro presidente negro da República da África do Sul – pós-Apartheid, o líder carismático símbolo da liberdade, da inclusão e humildade do ser humano estamos a nos referir do Madiba, ou seja, Nelson Kholihlahla Mandela.

Os dois acontecimentos são dignos de realce no nosso blog, pois suscita a emergência de sentimentos de consternação, perda de um ser humano. Vimos consternação de sociedades de vários países perante estes sucedidos, tanto no que toca as perdas humanas no despenhamento do avião moçambicano onde pereceram vidas de nacionais e de nacionalidades de países como Angola, China, Portugal, Brasil como na morte do símbolo da liberdade na África do Sul e no mundo, o líder Nelson Madela.

Fato curioso e para bem dizer, humano, sociedades de outros países mostraram sua sensibilidade homenageando tanto o caso do despenhamento do avião da companhia moçambicana e a perda irreparável do líder histórico da África do Sul e do mundo. Países como os Estados Unidos da América (EUA), Venezuela e muitos outros hastearam suas bandeiras a meio mastro.

Um fato curioso/humano é que em Moçambique vê-se as embaixadas acreditadas no país com as suas bandeiras a meio mastro e, no entanto, Moçambique, o Estado moçambicano se mostrando completamente indiferente perante a estes sucedidos. Nada de bandeira moçambicana a meio mastro, nem em referência ao despenhamento do avião moçambicano cujo se ceifou vidas humanas nem em reconhecimento do homem “que tanto ajudou Moçambique do que Venezuela ou EUA” Salomão Moiane (STV – Pontos de Vista).
 
  
 
No dia que se seguiu à quinta feira, dia 6 de dezembro de 2013, assistiu se figuras do Estado moçambicano nos écrans televisivos a proferirem dizeres que apontam a pessoa de Nelson Mandela como sinônimo da Liberdade, Paz, Inclusão. Vimos estes dirigentes a reforçarem seus discursos referindo que o legado daquele líder era inspirador para eles e para o mundo. A questão é: se é inspirador porque estes governantes de Moçambique, em particular continuam a alimentar/estimular a exclusão e ódio entre os moçambicanos, partidarizando a função pública/Estado e descriminando Outros nacionais? Porque não acabam com a guerra desnecessária que está a dizimar e deslocando das suas terras e casas seres humanos (soldados, homens da Renamo e civis) em Sofala-Gorongosa e em outros pontos deste vasto Moçambique?

Até quando prevalecerá a arrogância em detrimento da humildade e um olhar para o povo moçambicano?

Ainda no tocante as questões da sensibilidade, vimos ha um mês atrás moçambicanos organizados pela Liga dos Direitos Humanos a manifestarem pacificamente em repúdio à guerra civil que já é realidade no centro do país, província de Sofala e Nampula e, em contrapartida viu-se membros do governo a tentarem em vão lançar a contrainformação, persuadindo a sociedade civil a não aderir às referidas manifestações de repúdio à guerra civil e ao agudizar dos raptos que a cada dia crescem no país.

Urge se indagar de que mundo são estes governantes de Moçambique? Aonde e de que nasceram e é de uma mãe? Será que em algum dia na vida já choram? Se é que já, isso aconteceu porque haviam perdido algo material ou humano?

8/12/2013

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

MANDELA FILHO DE ÁFRICA, PAI DE UMA NAÇÃO, O SEU LEGADO CONTINUARÁ VIVO EM NÓS


COSSA, Lourenço

O Símbolo da liberdade, inclusão, concordância, perdão, coesão social, racial e político se apagou, mas deixa um legado para o povo sul-africano, africano e para o mundo.

Madiba – Nelson Mandela, filho de África, pai de uma nação morreu, mas em nossa memória viverá para sempre. O seu legado que se mostrou através da humildade, tolerância, inclusão. Todos africanos e o mundo é chamado à reflexão e a tomada de atitude de modo a não se apagar esta chama da liberdade, da paz, da inclusão e amor ao próximo.
Madiba não morreu, apenas despiu a carne. A ausência física deste ícone da paz, unidade não deve provocar o relaxamento em volta dos ideais da liberdade, democracia, inclusão entre os membros de uma/s determinada/s sociedade/s. Seu legado deve ser cultivado/estimulado em nós e nas futuras gerações.

As nossas sentidas condolências à família Mandela, ao povo sul-africano e ao mundo.