quarta-feira, 4 de março de 2015

ASSASSINATO DO CONSTITUCIONALISTA GILLE SISTAC REVELA A FACE BANDIDA DOS POLITICOS DE MOÇAMBIQUE

                                                      04/03/2015

Perante um cenário político caraterizado pela manipulação da opinião pública pelo partido no poder, a Frelimo, e diante da reação passiva e cúmplice da chamada sociedade civil, Gille Sistac veio a público esclarecer os factos, referindo que a pretensão do partido Renamo de governar as províncias por onde foi declarado oficialmente vitorioso não constituía atropelo á constituição da república.


Esta declaração esclarecedora, provavelmente não agradou os outorgados donos deste país, o partido no poder desde a independência nacional.
Certamente, ao nos posicionar assim, o leitor poderá descordar, a ligação deste macabro assassinato com a Frelimo, mas pela forma barbara e covarde em que foi morto este ser humano, docente de mérito incalculável, tudo indica o estado doente em que se encontra Moçambique caracterizada pelo maranhado de interesses privados das elites políticas do partido no poder com o capital multinacional que está sendo explorado nas províncias reivindicadas para a autarcização no centro e norte do país.
Por outro lado, este assassinato soa como aviso dos "guardiões" deste país para que os poucos intelectuais que primam pela sua indepedência de pensar  e agir se calem, algo, portanto impossivel mediante o desejo da liberdade do ser humano.
O povo nao deve ter medo da autarcização do país. Com a autonomia de certas regiões se abre espaço para a competividade e o desenvolvimento integrado de todo Moçambique e de todos os moçambicanos. Sempre existirá o governo central, a União.
Viva Gille Sistac.

                                           Xikhosa