quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

ESTRATÉGIA POLÍTICA E BALEAMENTO DE MEMBROS DA OPOSIÇÃO EM MOÇAMBIQUE

Pelo curso da vida social que se esta tornando normal em Moçambique, este caracterizado pelos baleamentos, assassinatos, exclusão, perseguição de membros da oposição, mediante a crise política e militar forçada de quem governa coloca este país como lugar instável para quem pensa e age diferente perante a visão do poder partidário governamental.
Dia vinte (20) de janeiro, na segunda maior cidade de Moçambique, Beira foi alvejado o Secretário Geral (SG) do segundo (2) partido político mais votado nas últimas eleições de 2014, Resistência Nacional de Moçambique (Renamo), o Manuel Bissopo, tendo morrido no local do atentado, o seu ajudante de campo crivado de balas.

Informações dão conta que este está gravemente ferido e encontrando neste momento em estado crítico. Por outro lado, a esta autoria são apontados oito (8) homens armados que bloquearam o carro deste (SG).
Lembra-se que ações desta natureza não são novas neste país pertencente ao bloco econômico africano da SADEC. Não passa de um ano de assassinato do Jurista Gilles Cistac depois deste provar que a pretensão da oposição em propor a autonomia das províncias do país não era inconstitucional.

Entre os últimos 365 dias foram assassinados ou baleados muitos membros da oposição, jornalista, dentre os quais destacamos delegados distritais Capece, Sergio e mais outros membros da Renamo mortos nos últimos trinta (10) dias, Carlos Jeque baleado e Paulo Machava, jornalista assassinado.  
Esta prática que se mostra através do derramamento de sangue entre os moçambicanos se mostra como estratégia política para intimidar, persuadir ou calar violentamente a voz dos que sonham por um Moçambique onde se respeite os direitos individuais, coletivos e políticos. Desta vez esta o Manuel Bissopo, o Secretário Geral da Renamo lutando para a vida devido à sua luta pela inclusão na construção de um país onde todos se sintam moçambicanos.  

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